Banal |
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Passeio suspensa no ar de um sonho qualquer que ninguém sonhou nem quer acabar num grito mudo de silêncio fechado. Vejo languidamente, num ritmo imenso, a fúria das gentes que correm paradas, que gritam caladas, que choram quietas e se dizem felizes por terem trabalho, por correrem para trás numa estrada de corpos que não se conhecem nem nunca se veêm e estão sempre presentes na cinza fumada de um cigarro qualquer que cai pelo ar na manhã que alguém acordou a dormir e não vê o raiar do sol da saudade do meu coração. E este barulho que está sempre presente e que eu nunca oiço vem para dizer que a vida é mentira até que um dia o Homem consiga alcançar a pequenez da grandeza infinita que paira e suspira para fora de nós e de dentro de nós à procura de Ser e só Ser e mais nada. Rita Lima, 21/10/1996 Acrescentar como Favorito (326) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 3547
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