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Portugal Transforma a Defesa do Sião

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A boa nova trazida da cidade de Ayuthaya por Duarte Fernandes, acompanhado de enviado especial do Rei Rama Tibodi II, a Malaca, leva Afonso de Albuquerque a pôr a toda a prova, a eficácia, os seus dons de excelente diplomata.
Sião
O nobre fidalgo luso sabia que para Malaca voltar a florescer necessitava de todo o apoio da Corte do Sião e, não menos, a chegada de mercadoria dos países da Ásia. Essencial, era também, a continuação da presença dos mercadores.

O intrépido Albuquerque quando ataca Malaca usa a bombarda, vomitada das bocas de fogo montadas no convés dos navios da sua esquadra. O estrondo provocado pelos disparos das peças de artilharia, o assalto dos soldados à praça, parcamente fortificada, assustou os malaqueses e os mercadores estrangeiros residentes.

Estes, logo a seguir, tomam por opção o abandono de Malaca e vão estabelecer a mercância para outras bandas. Os locais escolhidos foram a costa do Golfo do Sião, as margens do rio Chao Prya e os arredores da capital do reino, Ayuthaya.
A tolerância do Rei budista, Rama Tobodi II, em relação à divulgação de outras religiões, permitir-lhes-ia continuar a negociar livremente e ignorar para sempre a conquistada Ilha de Malaca.

Afonso de Albuquerque, apreensivo, observa o êxodo das populações e como alternativa, envia a Ayuthaya com credenciais de Embaixador António Miranda de Azevedo para informar o Rei do Sião que os mercadores poderiam, em paz, voltar a Malaca e continuar, como antes, a comercializar livremente e professar a religião muçulmana debaixo da jurisdição portuguesa. Não tardou que as gentes de Malaca voltassem.

Miranda de Azevedo ancora a sua esquadra diplomática no porto internacional de Ayuthaya. A delegação portuguesa é conduzida, em procissão, no dorso de elefantes paramentados, pela avenida das grandes cerimónias protocolares, ao Palácio do Rei Rama Tibodi II. Os siameses apinham-se nas margens e observam, em delírio, pela primeira vez no seu Reino homens europeus de grande estatura e de longas barbas, nunca vistos em Ayuthaya.

Entre António Miranda de Azevedo e o Rei do Sião houve troca de presentes. Nestes está uma espada de ouro cravada de pedras finas, oferta de Rama Tibodi II, para o Rei Dom Manuel I. Esta, seria depois, a única peca que Afonso de Albuquerque conseguiu salvar no naufrágio da Flor de La Mar, pouco depois no estreito de Malaca, quando a nau sobrecarregada de valores incalculáveis seguia gloriosa a caminho de Goa.

As relações entre Portugal e o Sião são encetadas em 1512. É oferecida uma grande área de terreno, destinada aos portugueses, para nela se estabelecerem, construírem casas, igrejas, os missionários do Padroado Portugues do Oriente, sem entraves, divulgar a doutrina da Igreja Católica e comercializar. Ao lugar, ainda hoje conhecido, foi-lhe dado como nome: Ban Portuguet (Ilha dos Portugueses).

No Reino do Sião, as armas de fogo, antes da chegada dos portugueses não eram conhecidas. O sistema de defesa era obsoleto, reduzido a rudimentares paus com uma ponta de ferro na extremidade que eram usados pelos soldados siameses em terra ou no dorso de elefantes, no campo de batalha, contra os ataques, constantes, das forças peguanas.

Os portugueses são homens com larga experiência no manejo das armas de fogo. Hábeis artilheiros pela experiência adquirida nas guerras do Norte de África e na defesa do território contra as várias investidas dos castelhanos.
Pouco depois, em Ayuthaya, são os soldados portugueses contratados pelo Rei do Sião para a guarda do palácio real e artilheiros estacionados em "Salas de Artilharia" junto aos templos budistas, sagrados, em fortins no porto de Pom Phet e nos locais estratégicos por onde as forçaas do Reino do Pegu (Birmânia) poderiam infiltrar-se.

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