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Malaca: A glória de Afonso de Albuquerque

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Foi conquistada por D.Afonso de Albuquerque em 1511.

Foi terra portuguesa por 130 anos. Retirada a Portugal, pelos holandeses em 1641 e em 1805 os ingleses assenhoram-se do comércio e da administração da Peninsula de Malaca e, anexada à Malásia quando colonizada pelo Reino Unido.
Em Malaca, vestígios dos holandeses e dos britânicos não têm significado.

Da presença portuguesa ficaram raízes; muitas palavras extraídas do vocabulário luso e inseridas num crioulo; a religião católica, sempre ministrada por missionários portugueses.

Até há meia dúzia de anos dedilha-se a guitarra de Alfama e outros instrumentos, genuinamente portugueses são tocados. Em Malaca a numerosa comunidade luso-descendente não abdicou da identidade cultural portuguesa, depois dos já longos 359 anos de deixar de nos pertencer.

O fado o vira do minho é cantado e bailado, por gente jovem e morena como se tal acontecesse em Viana do Castelo.

A sua conquista viria a trazer muita riqueza a Portugal e com isto a desventura, dos mercados de Veneza, Pisa, Genova, na Itália. Emporiuns milenários utilizados no tempo dos romanos.






A HISTÓRIA


Em 1511 a cidade de Malaca era um centro económico transbordante de riqueza do Sudeste Asiático. O Sultão que a governava foi mandado para o exílio depois de Albuquerque a conquistar facilmente.

O talentoso e ilustre diplomata, sonha e quer chamar à realidade a fundação do vasto império português na Ásia. Conquista Ormuz, junto ao estreito que liga o Oceano Indico com o Golfo Pérsico, em 1507 e, definitivamente, Goa em 1510. O Mar Vermelho, nas costa da Arábia e Norte de África, já esta na posse da navegação portuguesa o controlo marítimo em direcção ao Mediterrâneo.

As embarcações do Império Otomano que transportavam a mercadoria de Malaca pelo Golfo Pérsico e Mar Vermelho, depois de vários embates nessas àguas com os navegantes lusos, já não assustam Afonso de Albuquerque.

Pretende ir mais além: o senhoria absoluto do comércio da Costa do Coramandel, na Baía de Bengala, Reino do Pegu (Birmânia), Malaca, Samatra e Reino do Sião. No pensamento do grande português, estavam poutras terras no Sul dos mares da China estendendo-se até ao Japão. Outros portugueses, depois lhe seguiram a linha do seu pensamento e óbviamente animados pela coragem e inspirados pelos feitos anos não muito distantes. Albuquerque não é apenas um gerreiro indomável. É um diplomata, negociador, inteligente que prefere tratar dos assuntos pacificamente que o servir-se das armas. Não pretende conquistar países, deseja sim, apoderar-se dos grandes pontos estratégicos de permutas e comércio onde todos: "gregos e troianos" vivam na melhor das harmonias. De forma alguma que perder embarcações e homens em lutas desnecessárias. Fazem-lhe falta, para a concretização do seu objectivo - a administração do empório de Malaca.

À peninsula malaia chegam: texteis da India, sedas e cerâmicas da China, cravo das Molucas, noz-moscada de Banda, papel de arroz de Samatra, cânfora do Brunei, madeira de Sândalo de Timor, pau-santo, bemjoim, chifres de Rinoceronte, marfim, pérolas, carpetes, adagas, batiques de Java. Os mercadores árabes do Cairo, Meca, Adem, Ormuz e da África Oriental, chegavam a Malaca com as embarcações carregadas de armas, tapeçarias, talheres de cobre, ópio, água de rosas, estoraques e incenso. Corante azul da costa oriental da India (Coramandel). Juncos chineses aportavam a Malaca com seda em bruto para manufacturar em vestidos brocados em relevo, drogas aromáticas, cornalina e marfim.

Do reino do Sião aportam, todos os anos, 30 barcos com carregamentos de laca, madeira de teca, pedras preciosas, roupas rudimentares siamesas, pimenta, metais diversos que permutam por escravos ou por mercadorias que não produziam.

Da Birmânia arroz, diversos produtos agrícolas, rubis, estanho e prata.

De Palembanque em Samatra, escravos, produtos da floresta, entre eles as ervas medicinais e produtos alimentares conservados.


A CONQUISTA


Afonso de Albuquerque, de Goa, ordenou a Diogo Lopes se Sequeira para partir para Malaca, onde chega a 11 de Setembro de 1500. Lopes de Sequeira deparou com dificuldades. Os malaios desejam liquidar os navegantes lusos e roubarem os navios com a fazenda. A traição foi abortada e desvendade na altura que o filho do Sultão de Malaca, de punhal em punho, preparava-se para liquidar Lopes Sequeira quando este jogava uma partida de xadrês a bordo da nau sob o seu comando. Mandou levantar as velas e ruma para o mar alto. Os marinheiros que estavam em terra não tiveram a mesma sorte; alguns foram mortos e 19 encarcerados, entre eles Rui de Araújo, que dois anos depois viria a ser o primeiro feitor de Malaca. Afonso de Albuquerque tem conhecimento do relato, de Diogo Sequeira, sobre o desaire da primeira tentavia e é ele, próprio, a querer comandar a conquista.

Albuquerque está em frente de Malaca no dia 1 de Julho de 1511. A 20 de Agosto de 1512, numa carta que escreveu ao Rei Dom Manuel I, de Cochim, dá-lhe conta do feito.

Malaca é terra de Portugal. O sonho de Albuquerque está concretizado e necessita para que a praça não fique à mercê de ataques, remodelar o sistema obsoleto de defesa que possuia da administração dos sultões. Planeou a construção da fortaleza de S.Tiago, cognominada, mais tarde, por " Famosa" dada a sua beleza arquitectónica. Dentro foi construída a igreja da Anunciação a Nossa Senhora. Ordenou a cunhagem de moeda, como já o era em Goas e mais tarde no Ceilão.

O conquistador e diplomata Albuquerque é um anfitrião de mérito e ainda em Malaca, recebe príncipes e especialmente uma Missão Diplomática de grande mérito do Reino do Sião (Tailândia de hoje).

A Missão siamesa dá mostras de satisfação de Malaca estar sob o controlo dos portugueses. Os diplomatas siameses de volta à capital do reino, levam com eles António de Miranda de Azevedo e Duarte Coelho e, acolhidos, em Ayuthaya com todas as honras, pelo Rei Rama Tibodi II.

O Sultão de Malaca era tributário do Rei do Sião. Todos os anos teria de lhe mandar pagar a tença a Ayuthaya. Assim era feito por outros monarcas que governavam pequenas terras ao sul do reino onde se incluiam: Mergui, Tenassarim, Patani e ainda outras que perfaziam 11 pequenos reinos.

Os sultões de Malaca, professantes da religião muculmana, introduzida em Malaca e territórios malaios pelos mercadores árabes que já antes da organização da crença, por Maomet, ali permutavam.

Os Reis do Sião sempre (até hoje), professaram a religião budista de princípios moderados e contra a violência, não pretendem entrar em conflitos com os sultões de Malaca.

Diogo Lopes Cerqueira quando de Goa foi enviado a Malaca por Albuquerque, em 1509, as naus sob o seu comando largaram as âncoras na baía de Mergui e manda seguir,navegando pelo rio em canoa até à ilha de Tenassarim, António Miranda de Azevedo e Manuel Fragoso que dali, montados em elefantes, antingiram o Golfo do Sião e já muito próximos da embocadura do rio Chao Pryá, que os leva a Ayuthya e apresentados ao Rei Rama Tibodi II.

Miranda de Azevedo, nesta visita de carácter não oficial, teria dado conta ao rei siamês das intenções de Albuquerque conquistar a praça de Malaca. É de crer que lhe solicitaria apoio que certamente não lhe é negado, dado ao insubordinado sultão e seus antecessores se terem recusado a pagar as tenças anuais.


A GRANDEZA DE MALACA


Portugal após 1500 é na Europa uma monarquia respeitada. O comércio do Oriente é de El-Rei de Portugal na sua totalidade. Afonso de Albuquerque, depois de ter conseguido o poderio naval e militar nos mares e terras da Ásia, usa a politica de integração de raças. Mulheres de Portugal, as orfãos de El-Rei, pouco depois da posse de Goa, começam a embarcar nas naus, para casarem com nobres naturais da India e algumas chegaram a Malaca e celebrados casamentos com homens malaios e, surge, então, a Comunidade lusa-descendentes que ainda hoje existe.

A abastança de tamanha riqueza oriental cria a opulência na nobreza, no clero que apoiada pela Corte, entregam-se ao viver debaixo dos títulos honoríficos, cujos estes, muitas das vezes, são adquiridos por dinheiro.

Essa nobreza prolifera em Portugal e muita em Goa, à sombra dos descobrimentos que com ligações estreitas com os homens de armas e o clero se entregam a viver "numa feira de vaidades" nas terras de El-Rei, na Índia. Foi corrente as frase: "se conheces Goa escusas de visitar Lisba".

Portugal perdeu Malaca a favor dos holandeses em 1641. Os 60 anos que se sujeitou à monarquia dos Filipes de Espanha, provoca feridas profundas ao Império português no Oriente. Chagas que nunca puderam ser curadas porque, até os papas embora silenciosamente, se recusavam a ordenar bispos do Padroado Português do Oriente e com isto, a decadência do poderio português nessas terras.

Os holandeses quando desalojaram os portugueses de Malaca (que não foi fácilmente), não têm interesses no comércio do empório.
Mas apenas usarem a peninsula como base naval para patrulharem o estreito de Malaca e protegerem os seus interesses na Batávia (Jacarta). Construiram umas poucas residência que serviam de residências e de apoio logistico.

Em Malaca os holandeses entregam-se ao viver extravagente, consumindo largas quantidades de bebidas alcoólicas. A ociosidade do viver colonial leva os homens à conquista de mulheres malaias que dessas ligações fortuítas nasceu uma comunidade euro-asiática, embora com algum significado, nunca formaram qualquer comunidade que se identificasse com as raizes holandezas.

Da presença inglesa em Malaca nada ficaria. De Portugal está lá, ainda hoje, de alma e coração.


A COMUNIDADE LUSA-DESCENDENTE


O romantismo do homem português espalhou-se por todas as terras do mundo por onde passou e se fixou. Nele nunca existiu o sentido de segregação. Homem expansivo que penetra em qualquer sociedade humana de étnia ou religião diferente à sua e fácilmente se adapta e contagia a sua mulher que esposou; os filhos que lhe nasceram ensinou-lhes o amar Portugal.

As comunidades lusas-descendentes espalham-se por toda a Ásia. Elas existem, embora já em modesto significado em Sri Lanka (Ceilão, Goa Damão e Diu (onde algumas pessoas ainda falam o português correcto), Costa do Coramandel, Birmânia, Tailândia, Indonésia. Em Malaca é diferente: além de se falar um crioulo de raizes de língua portuguesa, depois de Portugal a ter deixado de administrar, há mais de três séculos. A comunidade lusa-descendente que vive no Bairro de S.Pedro é composta por cerca de 3.000 pessoas que não abdica, ainda, de certos costumes herdados pelos portugueses em 1641.

O S.Pedro é Festejado no Bairo. As ruas engalandas com ornamentos e feéricas iluminações. Há música ao som das guitarras, cavaquinhos, pífaros e bombos.

Um rancho folclórico anima o arraial e, barracas de comes e bebes" por toda a parte e alegria a transbordar nas faces de todo o bom povo que teima em continuar a ser portuguesa, embora, esta por herança porque a real é malaia.

Malaca ao longo de vários anos tem sido usada por muita gente do Governo Português para visitas, que mais não são que a prática dos habituais "lóbis" e deles se servirem com objectivos de promoção. Entregam uns "livritos" semeiam uns sorrisos, prometem (penso, umas guitarras), umas cassetes de música, de vídio em português e, nada tem sido passado mais do que disto.



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Fotos: quatro, com a devida vénia, foram copiadas "Portugal na Abertura do Mundo" Edição da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
 
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