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O tempo passa por nós à velocidade do vento! (Capítulo 1)

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E, depois de tantas andanças, por África, durante 16 anos divididos por Angola,Moçambique e Rodhésia (Zimbabwe) e acidentalmente, em 1978, encontrei-me na Tailândia na cidade de Banguecoque.
Memórias de Banguecoque O espírito português dos homens quinhentistas apoderou-se de mim. Esse entrou no meu ser nos bancos da escola primária,que frequentei na minha aldeia, situada no sopé da Serra da Estrêla.

Surgiu o 25 de Abril e após a independência de Moçambique, em 1975, a Rodhésia deixou de ser um lugar estável e seguro para o homem branco.


Memórias de Banguecoque Regressei a Portugal em Agosto de de 1977. O meu país, deixado em 1962,durante os 16 anos da minha ausência nada tinha mudado. Paredes conspurcadas com literatura política de "cordel", comícios dos partidos quase diários que me levaram a não me adaptar ao viver de momento.Os meus amigos chamaram-me homem de sorte porque após três dias de chegar a Portugal já estava empregado, como mecânico, numa empresa distribuidora de bebidas com um ordenado de 8 contos lá para os lados de Ramalde, no Porto, junto à Via Norte que ainda só ligava o Porto à estrada da Circunvalação.

O homem emigrante português tem dificil adaptação a Portugal quando este permaneceu anos no estrangeiro, mesmo que tivesse sido nas ex-colónias.

Isto aconteceu, assim, comigo.

Memórias de Banguecoque Todas as manhãs quando me deslocava de comboio de Pedras Rubras para a estação da Senhora da Hora e depois a pé até junto ao Largo da Cooperativa de Ramalde, lia o Jornal de Notícias de fio a pavio a secção de anúncios "precisa-se". Um dia o milagre aconteceu: uma empresa americana necessitava de mecânicos para trabalhar no deserto da Arábia Saudita.Logo nessa manhã respondi ao anúncio e passado seis mêses estava a tomar o avião da TAP,para Londres e daqui para Dahran, na Arábia Saudita e na costa do Golfo Pérsico.

Salário convidativo 38 contos, acomodação e em cada 6 semanas de trabalho contínuo, duas semanas de férias em Portugal com viagens de avião pagas de ida e volta.

Bem me lembro, numa tarde quente do mês de Abril, quando a porta do avião foi aberta a baforada de vento quente que entra no espaço dos passageiros a cheirar a petróleo. Depois das formalidades, rigidas no aeroporto em procura de bebidas alcoólicas e material pornográficos (sem ter conhecimento) entrei na terra de religião muçulmana com uma garrafa de whiskie que inocentemente tinha adquirido no aeroporto de Heatrow na Inglaterra. Fui perdoado,dado ao desconhecimento, de uma dose de vergastadas,uns meses no calabouço e direito a um bilhete de uma viagem de retorno a Portugal. Depois de uns 10 minutos de doutrinação, lá deixei, no Serviço da Alfândega, o whiskie de rótulo preto e as 15 libras estrelinas que levava comigo,para as primeiras impressões.


Memórias de Banguecoque Não houve tempo para vencer o "jetlag"! O deserto, esse mar imenso seco, esperava por mim. Um motorista paquistanês, transporta-me durante quase um dia inteiro,ao direcção à fronteira do Koweit, através dessa imensão árida e de areias em movimento onde pela primeira vez admirei a maravilhosas mirages que apenas as conhecia pelos livros. Estas existe e ao longe verifica-se a transpiração da areia que nos dá a visão de pedras polidas, negras, na àgua da corrente do rio.



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