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O tempo passa por nós à velocidade do vento! (Capítulo 3)

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A magia de Banguecoque, das suas simples e atractivas gentes, fez que voltasse nas férias de 6 semanas seguintes. A capital tailandesa cativou-me. A poluição era práticamente nula. O centro banguecoquiano era atravessado, às dezenas, por veículos de três rodas e popularmente conhecidos por "tuk-tuk" e uma invenção, da imaginação fértil, do homem tailandês que adaptou, motores a dois tempos, japoneses, aplicados a bombas de àgua ou a pequenos e manuais tractores agrícolas para fazer face às necessidades de transporte urbano da cidade que hoje, no ano 2000, ronda os cerca de dez milhões de habitantes. O baptismo vem-lhe do motor de reduzido número de rotações e compassadas explosões que produziam o ruído: tuk,tuk,tuk e daí o nome do popular triciclo já famoso no Mundo.

Memórias de Banguecoque Carros japoneses, muitos já de chapa corroída devido à humidade ensalitrada que paira, constantemente, na atmofesra de Banguecoque, serviam de táxis, sem taxímetro, cujas corridas eram ajustadas,discutidas com o motorista, antes da corrida.

Cheguei ao fim da tarde. Instalei-me no "Honey Hotel", familiar aos técnicos da Texas Instrumentos, em férias. Estendi-me na cama e dormi, profundamente, até à manhã do dia seguinte, recompondo-me da péssima viagem, de 6 horas, a bordo de um (já bastante usado) DC8 Super que desde Dahran até ao aeroporto de Don Muang esteve sujeito ao mau tempo e quedas vertiginosas em poços de ar.


Memórias de Banguecoque Destinei para o dia seguinte visitar a Embaixada de Portugal. Não fazia minima ideia a sua localização. Meti-me num táxi Blue Bird e assinalei, com o dedo indicador, ao motorista, no mapa de Bangucoque o círculo onde a bandeira da quinas servia de símbolo a dar conta do sitio.
Descemos a avenida Sukhumvit, na Ploenchit cortamos à esquerda para a Wireless Road onde a percorri debaixo de frondosas àrvores de Jacaranda e no lado direito a Embaixada de Espanha, a Residência do Embaixador dos Estados Unidos da América e mais abaixo, do lado esquerdo a Missão Diplomática americana. Pouco depois chegava a Rama IV e em baixo o Dusit Thani Hotel de construção arrojada de 20 e mais andares (tal como hoje se encontra) e, os seus proprietários, na época, apostavam num futuro promissor para o turismo, dos dias de hoje na Tailândia.
O motorista tomou a direcção da Silom Road, um centro comercial importante, onde os edifícios não tinham, os mais altos, de uns 6 andares. Ao fundo encontramos um T onde terminava a Silom. Cortamos à direita para a New Road (Chalerm Krung), a primeira rua construida, na zona ribeirinha e nas proximidades de fazer 100 anos... Depois de passarmos o elegante edifício dos Correios Centrais, construido no princípio do século XX, e no reinado do Rei Chulalongkorn, na travessa seguinte estavamos na Captain Bush Lane, 26 e à minha frente o Escudo Português, imprimido numa chapa oval de esmalte branco.
Senti um arrepio frio no meu corpo.

Memórias de Banguecoque Era o patriotismo espontâneo, barato, mas sem preço para qualquer emigrante português, nómada, nesse tempo que pouca ou nada de importância lhe era dada pelos executivos dos constantes Governos que eram mudados em Portugal como quem mudava de camisa. O 25 de Abril tinha pouco mais de 4 anos de existência.
O meu patriotismo quedava-se dentro de uma enormidade exuberante que não conseguia saber e descobrir o porquê de tão grande entusiasmo encontrar-me em terras tão longinquas numa Ásia Portuguesa, que ainda o era, as 5 Quinas e os 7 Castelos.
Fiquei triste, porque ao lado direito da cancela de vara de "sobe e desce" quedavam-se uns armazéns, barracões, degradados, que não futurei ser o solo, onde as paredes assentavam, também de Portugal.
Um guarda, olhando para mim futurou, talvez ser um Português, raro naquelas paragens, a pedir apoio à Embaixada.
Acompanhou-me até a um velho edifício (a Nobre Casa), que o apreciei antes de me apromixar e logo me saltou à mente uma casa de linhas arquitectónicas coloniais muito familiares em Moçambique.
Murmurei: isto é que é a Embaixada de Portugal em Banguecoque?
Fui conduzido por uma elegante arcada e entrei na Chancelaria da Embaixada. Chegado ao salão (onde hoje são levadas a efeito recepções) encontrei-o um espaço gélido onde pouco depois era atendido pelo Chanceler, de Nacionalidade tailandesa, Chalerm, (com 50 anos a serviço de Portugal) que ficaria até hoje um grande amigo meu.

Memórias de Banguecoque Num banco sentava-se a Noi a mulher de limpeza e ao fundo o Vice-cônsul José de Souza, de etnia goesa.
Atendeu-me, o vice-cônsul Souza, friamente, o que feriu a minha sensibilidade de Português. Perguntou-me a razão do porquê que ali tinha ido. Respondi-lhe: visitar a nossa Embaixada em Banguecoque.
Informei-o de onde vinha e aproveitava a pedir a emissão de um novo passaporte dado que o que possuia estava a expirar as folhas.
O José de Souza (que mais tarde o teria como colega) ia-me dizendo-me: vá pedi-lo ao Consulado de Portugal no Bharén (do outro lado do Golfo da Arábia Saudita).
Mas eu tenho o Bilhete de Identidade comigo e a Lei diz que o posso adquirir com este documento de identificação. Li isto há pouco nos jornais...
Não, não é assim, é necessária a Cerdidão de Nascimento, ilucidou-me o Cônsul Souza com um sorriso mórbido.



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