Todos os países da lusofonia

Galeria Lusófona

Arte Lusófona
Literatura Lusófona
Sabores Lusófonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Português

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lusófonas

Advertisement

O tempo passa por nós à velocidade do vento! (Capítulo 4)

PDF Imprimir e-mail
Na viagem seguinte a Banguecoque, comigo, a Certidão de Nascimento e fui, de novo, à Embaixada de Portugal, visitar vice-Cônsul José de Souza e requerer um novo passaporte. Corria o ano de 1980. O Souza teve que render-se à evidência de me passar um novo documento de viagem. Documento que demorou 14 dias a ser emitido!
Memórias de Banguecoque Todos os 14 dias de férias seguia para a Embaixada à procura do passaporte. A resposta era sempre a mesma do Souza: venha amanhã... essa manhã aconteceu numa tarde, quando à noite teria que voar para a Arábia Saudita e retomar o meu trabalho com a Geophisical Service Inc. (subsidiária da Texas Instrumentos), como encarregado de secção da revisão e montagem de motores, alemães, Deutz e americanos GM Detroit, nas oficinas gerais de Dhahran.

Dado ao mau insípido acolhimento que tive na Secção Consular da Embaixada em Banguecoque, pouco interesse existia em mim para a voltar visitar. Apenas pela necessidade de requerer um novo passaporte, isto porque as 21 páginas, para vistos, dos passaportes, verdes, portugueses da altura, esgotavam-se normalmente em dois anos aos viajantes como eu que constantemente viajavam.

Banguecoque, para mim, era a magia daquilo que a cidade encerrava onde passava umas maravilhosas férias que muitas vezes as repartia com saídas para Singapura, Filipinas, Hong Kong e Macau. As visitas a Macau eram para saborear comida portuguesa no restaurante "Pinóquio" cujas instalações eram, na altura, espécie de um barracão coberto a folhas de zinco ondulado.

Em Maio de 1983 o meu passaporte estavam, outra vez, com as 21 páginas esgotadas. Lá segui, a segunda vez, para a Embaixada de Portugal. A Secção Consular encontrava-se precisamente no mesmo espaço que se quedava em 1980, na Residencia do Chefe de Missão. Desconhecia,ainda, que o Embaixador Melo Gouveia tinha substituído o Embaixador Renato Pinto Soares, em 1982.

Havia obras no armazém que hoje é a Chancelaria. Pouca ou quase nenhuma importância lhes dei.

Depois de ter preenchido o impresso para a substituição do passaporte, esgotado, entrou na Secção Consular o Embaixador Melo Gouveia. Não o conhecia. O vice-Cônsul fez a minha apresentação dizendo-lhe: Senhor Embaixador este senhor é português!

O diplomata, cumprimentou-me á portuguesa e de imediato perguntou-me:

- Por Banguecoque?
- Veio passear?
- Sim, sim Senhor Embaixador, estou de férias e trabalho para uma firma americana na Arábia Saudita.

Perguntei-lhe, depois, qual seria o melhor negócio com que me poderia estabelecer,no futuro, na Tailândia. Falou-se no vinho português o montante avultado do previsível capital para o investimento e ficou por aqui a nossa apresentação.

Não deixarei de colocar em realce a figura humana do Embaixador Melo Gouveia que na altura lhe encontrei sem qualquer preconceito, como diplomata de prestigio que já o era devido aos bons seviços que havia praticado aos portugueses na ocasião dificil que estes viveram em Moçambique após a independência, ter falado, abertamente, com um português vulgar e anónimo, que eu era na altura.

Desde o primeiro dia dessa apresentação, entre mim e o Diplomata firmou-se uma amizade, que já perdura na proximidade dos 20 anos. Por este grande Português e Homem de Alma Lusa enorme, vão os meus maiores respeitos e o entusiasmo, criado, em mim pelas raizes históricas de Portugal na Tailândia.

A Embaixada de Portugal em Banguecoque, depois da minha apresentação ao Embaixador Melo Gouveia, começou a ser um ponto obrigatório de visitas, quase diáriamente â Chancelaria, quando me encontrava de férias. No "barracão" degradado (ver 1º capítulo destas memórias) tinha sido construida e instalada uma autêntica sala de visitas de Portugal na Tailândia. Ali havia frescura, quadros com imagens de homens e personalidades que tinham passado na Ásia havia séculos, pendurados nas paredes ou em suportes no centro desse airoso espaço, onde o chão espelhava, devido aos ladrilhos de cortiça, oferecidos graciosamente, pelo Grupo Amorim.

Foi esse espaço, durante a permanência, em Banguecoque do Embaixador Melo Gouveia, uma Sala de Cultura, onde académicos,gente das letras e das artes que, assiduamente, ali se reuniam para ouvir as palestras proferidas por figuras proeminentes, cujo tema de todas elas, era a expansão portuguesa na Ásia que transforma o mundo a partir do século XVI.

As relações históricas entre Portugal e a Tailândia foram tópicos ali discutidos por diversas vezes por individualidades especialistas na matéria entre estas o Prof. John Villiers, (discípulo do historiador Prof. Charles Boxer autor de várias Obras sobre a expansão portuguesa na Ásia,entre estas "The Great Ship From Amacon"), a Prof.ª Virginia Di Crocco e ainda outras onde se incluem Reitores de universidade de Banguecoque.

Edições de monografias, patrocinadas pela Câmara Municipal de Lisboa " Early Portuguese Accounts of Thailand", Fundação Calouste Gulbenkian "THAILAND AND PORTUGAL 476 years of friendship" têm lugar a partir de 1982. Em Maio de 1983 a Imprensa Nacional de Macau,com o patrocínio da Direcção dos Serviços de Turismo, imprime o livro de 563 páginas, "Portugal na Tailândia", "Portugal no Camboja" e Portugal na Birmânia de Monsenhor Padre Manuel Teixeira.
"East of Malaca" de John Villiers, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian foi publicada em 1985. Todas as edições encontram-se esgotadas.

Memórias de BanguecoqueMemórias de BanguecoqueMemórias de Banguecoque

Memórias de BanguecoqueMemórias de BanguecoqueMemórias de Banguecoque



Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
 
Artigo seguinte >
Advertisement

Investir em Portugal Investimentos em Portugal
Aconselhamento e apoio ao investimento estrangeiro em Portugal



Advertisement
Advertisement

Comunicados

António Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - não tem asas nem sabe voar

Ler mais...
Please login to Automatic Backlinks and activate this site.
 
Internett | Piercing Store | Byggeplassgjerde | Internet Marketing | cheap car hire