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O Nascimento da União Africana e a Agonia da OUA

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A Organização para a Unidade Africana (OAU) aparentemente está agora vivendo os seus derradeiros dias de existência e em sua substituição surge agora a União Africana esperando-se que em decorrência da magna reunião de chefes de estado africanos em Lusaca, a capital da Zâmbia aquela tenha um papel mais definido neste novo milênio.,

A Inglaterra está apoiando este movimento e seu chanceler para os negócios estrangeiros Robin Cook, recentemente asseverou essa posição
. Disse ele que a nova organização supra-nacional permitirá ao continente africano robustecer a sua voz no contexto internacional. E destacou que "A União Africana impulsionará as relações econômicas e a cooperação política entre a África e o resto do mundo".

A principal mobilização desse movimento criador da União africana, que terá profunda repercussão econômica em ordem aos demais países não africanos, partiu do Coronel Muammar Al-Qathafi, líder da Líbia. Ele promoveu a realização de uma série de reuniões entre diversos dirigentes africanos durante os últimos dois anos.

Kofi Annan, Secretário-Geral da ONU, aparentemente deu, na segunda semana de Julho, o seu respaldo ao trabalho do Coronel Qathafi, enfatizando que lutaria com firmeza em apoio do líder líbio visando a consolidação da União Africana de modo a que ela sirva efetivamente aos interesses das populações do continente e promova o progresso e o desenvolvimento dos seus países. Na reunião havida entre ambos, o líder líbio deu ênfase ao papel que as Nações Unidas devem desempenhar, a todos o níveis, particularmente contra o genocídio que ocorre na Palestina em mãos dos sionistas e contra o comportamento das forças da tirania no mundo.

Dirigindo-se aos estudantes zambianos, em Lusaca, Qathafi disse: "Agora a África vai ser diferente. Há a África de alguns e a África oficial. Nós confiámos na África oficial ao longo de trinta anos sob a égide da Organização para a Unidade Africana que a União agora vai substituír.. Mas eu me preocupo para que a estagnação em que esse organismo viveu, não seja copiada pela União. Nela não poderá haver nem dúvidas nem cisões."

Qathafi quer que tudo decorra ao seu modo. Na sua alocução aos referidos estudantes zambianos ele denunciou a América e a Europa, acusando-as de estarem conspirando contra a paz e o desenvolvimento em África. " Temos tudo e, por isso, podemos confiar em nós mesmos. Temos matérias primas, , florestas, água, terras e pessoas. Não precisamos nem da Europa nem da América. Eles vieram para saquearem os nossos ativos. Todas as guerras de que vocês têm ouvido falar na África resultam de conspiração da América e da Europa."

.. O Coronel, apelou para que a mocidade africana e as mulheres se mobilizem e cerrem fileiras, exortando-os a que " exerçam pressão sobre governos e governantes duvidosos.'

Qathafi sublinhou que "a África precisa de paz e não de enviar os seus jovens para batlhas sem esperança."...

Na mesma conferência, o Presidente Museveni, do Uganda, disse ser tempo de os tecnocratas estrangeiros ajudarem a construir a indústria em África...

Qathafi sabe isto muito bem porque importou para o seu país quadros que implantaram ali tecnologias, conquanto durante muito tempo voltadas sobretudo para a arte da guerra. Sua reputação não o apontava, até data recente, como um autêntico guardião da paz. Seu LIVRO VERDE, em que ele considera a democracia ocidental como uma ditadura das maiorias, merece ser lido e ponderado porque, na verdade, contém idéias novas, muito interessantes, sobre a arte de governar os povos, em termos muito convincentes e que inviabilizam a corrupção do Poder.. Sua filosofia aponta para novos caminhos que não se compadecem coma corrupção ou com o nepotismo e a ilicitude. A era das ditaduras africanas aparentemente estará no fim se assumir como se espera, a União Africana, ele que também já foi ditador.

Os massacres assustadores de tutsis por catôlicos ruandeses no Ruanda, a tirânica política do governo de Cartum, a atuação criminosa de líderes e padres catôlicos no Sudão, no Quênia e no Ruanda incitando ao genocídio dos não catôlicos, a ação também criminosa das autoridades no Sudão, estimulando as milícias que destroem colheitas, pilham gado e incendeiam casas, a guerra de Angola em que só uma das partes é condenada embora a outra que se apoderou do Poder e o mantém em suas mãos desde 11 de Novembro de 1975, escorada numa mídia internacional corrupta e em interesses neocolonialistas da conhecida troika que, ao tempo de Clinton, se transviou para rumos ínvios e anti-democráticos, tenha culpas ainda mais graves; a hedionda e impune ação de bandos criminosos, que se intitulam de guerrilheiros, em Serra Leoa e na Libéria, a ditadura obsoleta e racista de Mugabe no Zimbabué, capciosamente arvorado em dono vitalício do Poder qual José Eduardo dos Santos em Angola, as violações de direitos humanos no Quênia, na Namibia, na Repúblida dita Democrática do Congo e na Etiópia, tudo isso está pedindo um basta que só pode ser aplicado em condições ideais pelos próprios africanos, conscientizando-os de que a união faz a força. E Al-Qathafi está se esforçando nesse sentido.
Merece ser ouvido, apoiado e aplaudido pela comunidade africana. É mister também pôr -se termo ao neocolonialismo rapace. Que a África seja para os Africanos e se estes não o conseguirem, então o melhor é internacionalizá-la, abri-la totalmente ao mundo, acabar com as partições ( a que René Dumon fez referência em seu livro "Láfrique Noire est mal partie") boladas pelas ambições territoriais e econômicas imperialistas da Europa das Pátrias do século XIX. Tentar fazer nela o que foi feito na Austrália, na Nova Zelândia, nos Estados Unidos e no Canadá, que em pouco tempo se tornaram potências econômicas organizadas, dsenvolvidas e prósperas. Mas para isso, é preciso desarmar o conceito de plurirarracialidade , ultrapassado e racista (pois admite que raças pódem coexistir lado-a-lado mas são raças e isto estabelece só por si diferenças perigosas) substituindo-o pelo de arracialidade (total ausência de estereótipos e de preconceitos étnicos, culturais, religiosos e não só; sepultamento de etnocentrismos - como o lusocentrismo e até a..lusofonia, adoção de uma língua universal (talvez a inglesa, mais fácil e mais divulgada e utilizada em relkações culturais, técnicas, científicas e comerciais) única a se expandir a todos os continentes e povos pois é da língua comum que nasce o vero entendimento e a solidariedade entre pessoas e entre nações (como já Fernando Pessoa afirmou em seu versejar) quando existe determinação e boa vontade por parte dos seus dirigentes.

. Como disse o Senador norte-americano Leonard Bowell, republicano, o petróleo do Sudão, que o Quênia está... adquirindo, é um petróleo de sangue; só que o ilustre senador devia ter dito isso também à CHEVRON, à PETROBRAS (BRASPETRO) e à TOTALFINAELF quanto ao que está se passando em Angola. Quem quer que seja, que compre desses governos o cobiçado ouro negro, é um promotor e cúmplice de destruidores conflitos, de violações de direitos humanos, de genocídios intoleráveis..

Senador Republicano Leonard Bowell: condene a todos e apóie a idéia do Coronel Muammar Al-Qathafi que, ao assumir a presidência supra-nacional da UNIÃO AFRICANA, globalizando as nações do continente dito "negro"( 700 milhões de habitantes, mais de 800 línguas diferentes, 30,5 milhões de quilômetros quadrados de superfície), terá de enfrentar os responsáveis por esses caos, fazendo com que a U.A ponha termo aos mandatos e regimes ditatoriais, acabe com os Donos do Poder, com os Lords da Guerra, sentando-os no banco dos réus do Tribunal Internacional Africano e aplicando-lhes a pena capital, para exemplo, intervindo militarmente onde quer que tais anomalias já existam ou ameacem repetir-se, criando para tanto uma força africana (o que está nos projetos da nova organização) capaz de trabalhar e atuar operacionalmente melhor do que os capacetes azuis... sempre desmotivados e manietados pelos grandes interesses de europeus e de americanos- os mesmos de sempre, os mesmos da Conferência de Berlim de 1885 em que os Estados Unidos, então ainda não interessados em África, participaram também, mas apenas como observador...


Carlos Mário Alexandrino da Silva
Lorena, SP, Brasil
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