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EM SONDAGEM DE OPINIÃO PUBLICA REALIZADA EM PORTUGAL PELA: TV SIC - CATÓLICA - SALAZAR....

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Com freqüência lemos na imprensa escrita ou ouvimos nos noticiários da TV e da Radiodifusão, brasileiras, referências a atitudes que classificam de "fascistas" ou "fascizantes" elementos da esquerda socialista - PT, MST, por exemplo - sempre que esses, usando de seu direito de cidadania, se manifestam discordantes em relação a certas medidas autoritárias que consideram injustas ou arbitrárias, ou reivindicam melhorias salariais, reforma agrária autêntica, etc.

Recentemente os supremos magistrados do Brasil e de Portugal pùblicamente produziram acusações desse tipo, contra Savimbi e a UNITA (tendo sido estes logo apoiados pelo filho do ex-presidente, socialista, Mário Soares, o jornalista Dr. João Soares, presidente do mais importante município do país - o de Lisboa - secundado por numerosas personalidades de relevo nacional e internacional), esquecendo que... o conceito de democracia, por definição, tem de aceitar, e respeitar, quem pensa politicamente de modo diferente dos suportes dos órgão do poder, até mesmo aos "skin-heads" desde que estes não cometam tropelias nem actos lesivos dos direitos humanos e das leis do país em que vivem ou a que pertencem; tal atitude de respeito pelos direitos de cidadania observa-se na Alemanha, na Áustria, na Itália, na França e em outros países bem mais evoluídos do que Portugal ou o Brasil.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e presidente, intempestivamente classificou de fascistas os professores que em São Paulo se manifestaram, em greve da classe, contra o incorrigível e arrogante provocador, governador Mário Covas, filho de portugueses, que, infelizmente, acabou sendo agredido fisicamente por dois ou três que, todavia, não foram acompanhados, nesse deplorável comportamento anti-democrático, pelos demais grevistas.

É tempo de todos nos habituarmos a admitir que os outros podem pensar de maneira diferente da nossa em termos político-ideológicos ou religiosos, não tendo ninguém o direito de protestar contra isso, de chamar "rácista" ou "fascista" a quem tem preferências diferentes! Muhammad Al-Qathafi, o temido e omnipotente líder líbio que não dobra a coluna vertebral senão a Alá, em seu Livro Verde, que merece ser lido e ponderado, classifica (como já o dizia Jean-Jacques Rousseau há 250 anos) as democracias à moda ocidental de meras "ditaduras da maioria": sem dúvida alguma, a nosso ver, ele está cheiinho de razão.

Os neo-liberais têm traído os interesses da maioria que os elegeu, em Portugal e no Brasil, e, no entanto, nenhum deles ouviu alguém chamar-lhes de "fascista"... mesmo quando se revelam autocraticamente intolerantes e determinados a colocar o PODER como propriedade pessoal, pugnando como o faz em Angola o José Eduardo dos Santos, usando a Propeg´paulistana e outras agências, pagando-lhes (enquanto seu povo sofre os efeitos de uma guerra inclemente e passa fome e miséria) preços da ordem da centena de milhão de dólares US, para se fazerem reeleger, tão bom parece ser o "tacho e o penacho" (perdoem a leveza destas expressões).

Há tempos recortamos do importante jornal "O Estado de São Paulo", de que somos assinante, mas vamos deixar de sê-lo porque seus conteúdos nos cheiram a compromissado com os "altos interesses econômicos e políticos" de centro e direita brasileiros, inserta na página A11 - 31 de Dezembro de 1999 - , secção Internacional, na coluna BREVES, sob o titulo "Salazar é eleito a figura do século em Portugal", uma notícia de Lisboa do seguinte teor:
"O ex-ditador de Portugal Antônio de Oliveira Salazar foi eleito por espectadores da TV SIC e leitores da revista "VISÃO" como "a figura de maior impacto para o país no século 20". O regime salazarista durou 38 anos, só terminando em 1974, antecipando o fim do império colonialista português. Salazar recebeu 28,6% dos votos, seguido pelo ex-cônsul português em Bordéus, na França, Aristides Sousa Mendes, prestigiado por ter concedido 30 mil vistos a judeus que fugiam do nazismo em 1940. (Reuter)"

Ninguém duvida certamente da isenção e respeito à verdade da conhecida agência noticiosa que recolheu e distribuiu esta notícia aparentemente "fascista" na opinião que provavelmente lhe seria dada pelos dois personagens acima citados - Jorge Sampaio, português, e Fernando Henrique Cardoso, brasileiro.

Quanto ao desventurado cônsul português que protegeu os judeus, a Reuter omitiu que o mesmo acabou sendo demitido., terminando os seus dias, em meados da década de 50, na capital portuguesa, em estado de indigência absoluta... Salazar, que segundo consta era português de origem étnica judaica, como seu próprio sobrenome aponta, beirão, não lhe perdoou ele haver posto em risco a segurança de Portugal, desagradando ao Reich Fuehrer Adolph Hitler, afinal um austríaco que se apoiou na tese rácista do francês conde de Gobineau para chamar a si o proverbial etnocentrismo dos alemães cujo apóio ele queria conquistar, mobilizando-os para uma cruzada contra os imperialismos anglo-saxônico, ianqui e soviético...

Quando se fala de ditadura "salazarista" até 1974 está se esquecendo que os últimos cinco ou seis anos foram da responsabilidade do primeiro ministro Marcello das Neves Alves Caetano que viria a terminar seus dias no Rio de Janeiro como obscuro professor da Universidade Gama Filho. Caetano não foi indicado para esse cargo pelo seu antecessor - e ex-clérigo...- Salazar, que até ao último suspiro foi poupado ao desgosto de saber que, contra vontade do presidente Américo Thomaz, tinha sido nomeado para exercer sua função aquele que ele tinha colocado, há muitos anos, em zona de sombra e que, em Abril de 1961 havia estado fortemente comprometido com a tentativa de pronunciamento militar que visara derrubá-lo e negociar de imediato a descolonização, liderada pelo Ministro da Defesa Nacional General Botelho Moniz (um ex-oficial da famosa Divisão Azul franquista que combateu na frente leste russa, como voluntário português, por conta do exército alemão, assim como o seu camarada tenente Antônio de Spínola...), acolitado pelo Ministro do Exército Coronel Almeida Fernandes e pelo Subsecretário da mesma pasta Coronel Francisco da Costa Gomes, o qual, em 25 de Abril de 1974, ressurgiria aparentemente como segunda figura do Movimento das Forças Armadas - MFA - quando, na realidade, era já a primeira... e visivelmente a mais importante pelas suas irresistiveis propensões filo-comunistas da banda soviética...

Mas, ao chamar-se de "ditadura salazarista" ao período de gestão da responsabilidade de Caetano está-se dizendo um clamoroso dislate pois, conforme escreveu há 23 anos, já no Brasil, o autor destas linhas, num ensaio intitulado "Autópsia à Descolonização Portuguesa", posteriormente, em 1994, o General Silvino Silvério Marques, ex-governador geral de Angola, no seu livro "Marcello Caetano, Angola e o 25 de Abril", e o jornalista José Manuel Barroso, sobrinho do ex-presidente Mário Soares, em " Segredos de Abril", o sucessor de Salazar sempre esteve envolvido com os mentores da referida tentativa de pronunciamento militar de 1961, até mesmo nos preparativos da revolução, pacíficamenete processada e mal continuada, de "25 de Abril de 1974" que não o apanhou de surpresa, pelo contrário... Spínola e Costa Gomes, (em particular este, que mal MC...), tratou de convocar um conselho de ministros para promover último, às pressas, a general, a fim de não ser colhido, por limite de idade, pela passagem à reserva como brigadeiro, reuniam com Caetano, abriam-se com ele, pretendiam o seu empenhamento; logo, esse capítulo do "movimento anti-fascista" (!) de "25 de Abril de 1974", a bem da verdade histórica, a ser passada às jovens gerações lusófonas, tem de ser amplamente revisto e reescrito, em todos os passos, revelando-se, inclusive, que até a odiada polícia política, eufemisticamente reclassificada por decreto-lei de Caetano, visando a reconversão e a denominação oficial, como Direção Geral de Segurança - DGS, salvo raríssimos casos de desobediência, não se manifestou activamente contra os "revolucionários dos cravos vermelhos"... o que parece ser deveras sintomático de uma cumplicidade "infra-vermelha", mas não estranho porquanto nas colônias houve tratamentos diferenciados; em Angola, por exemplo, ela passou a ser uma corporação militarizada, cometida à informação militar, dependente do comandante-chefe; em Moçambique, seus membros tiveram de escapulir a todo o vapor em direção à fronteira da República da África do Sul... Tudo dependia das afinidades entre Costa Gomes e os "pides, as quais, no caso específico de Angola eram muito fortes, pois ali aquele general, quando comandante-chefe, pouco tempo antes do "25" até recebera das mãos dos mercenários do Corpo de Flechas (tropa especial da polícia política constituida por ex-prisioneiros ou por desertores das guerrilhas dos movimentos de emancipação de Angola, preparados para o combate na selva contra seus antigos companheiros de luta) um lindo estojo forrado a veludo escarlate, em cerimonia marcial, pública, contendo um fusil automático russo Kalashnikov, apreendido em combate contra terroristas (guerrilhas ) do MPLA de Agostinho Neto...

Como Silvério Marques e Barroso frisam em suas obras, o fundador da Ação Nacional Popular, que reformou e reformulou o partido único, criado na década de 30 por Salazar, denominado União Nacional, foi... Caetano, ex-comissário nacional da Mocidade Portuguesa (que foi demagogica e estupidamente extinta pelos "capitães dos cravos vermelhos", embora nada tivesse a ver com o sistema das juventudes nacionais-socialistas de Hitler; e o que se criou para substituí-la, bem como à M.P. Feminina, no apóio e assistência à juventude, e em especial aos meninos de rua, mormente os ardinas e engraxates, que não existiam como vadios ou delinquentes juvenis no seu tempo pois tinham nela o seu lar, a sua CASA DOS RAPAZES? Nada!) na década de 40 e seguidamente, Ministro das Colônias. Como escreve Barroso, ele foi convidado pelos militares para chefiar a JSN- Junta de Salvação Nacional - movimento revolucionário que iria derrubar o regime que aparentemente encabeçava; mas, defensor do respeito pela Constituição e pela legalidade, ele declinou esse convite, limitando-se a aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Por isso foi poupado; por essa razão, foi colocado tranqüilamente no Funchal e depois no Brasil, onde já tinha emprego garantido, e Thomaz também, mas este apenas para não se tornar escandaloso demais poupar o primeiro ministro e incriminar o Chefe de Estado... Porém, outros menos responsáveis, foram presos e maltratados pelos barbudos fuzileiros navais, encarcerados em celas no forte-presídio de Caxias, perdendo cargos e direitos políticos, arbitrariamente.

Logo após haver assumido a chefia do governo "salazarista" Marcello Caetano (ex-Reitor contestatário, tomando o partido dos estudantes grevistas, da Universidade Clássica de Lisboa, isto pouco depois de ter desempenhado o alto cargo de Ministro da Presidência, braço direito de Salazar, nos fins da década de 50. Caíu em desgraça. Salazar desconfiava dele... ao que tudo indicava, mas face aos antecedentes fingiu ignorar sua participação, nunca noticiada, nas reuniões prévias dos altos comandos militares chefiados pelo General Botelho Moniz que tinham lugar a horas avançadas da noite em sua residência particular à Rua Duarte Lobo, 46 num bairro da alta burguesia da capital portuguesa) tomou atitudes democratizantes, transformou as províncias de Angola e Moçambique em Estados, criou Assembleias Legislativas nos mesmos e providenciou para que fossem "naturais", embora leucodermes, os governadores, os altos funcionarios e os legisladores, e inclusivé, substituiu o Ministro das Colônias, um incompetente segundo se dizia, por um luso-africano de origem angolana, com traços fisionômicos nitidamente negróides, médico mas politico com larga experiência como membro do governo central e como governador- geral de Moçambique onde fez amizade com o então comandante da Região Militar, General Costa Gomes... Referimo-nos a Balthazar Rebello de Souza, de quem fomos amigo e colega na nossa juventude. Foi esse, um antigo comandante de falange da Mocidade Portuguesa e graduado às ordens do Comissário Nacional Prof.Marcello Caetano... ali iniciando seus primeiros passos em direção ao sucesso na carreira política embora tivesse optado por cursar Medicina.

Repensando essa terceira fase do chamado Estado Novo Português, visto que a primeira foi da responsabilidade dos militares do movimento de Braga comandado pelo Marechal Gomes da Costa que implantou a ditadura em 28 de Maio de 1926 (vários anos antes de Salazar ter sido por eles, militares, convocado para assumir o controle total de uma grave crise econômica e política que os mesmos não se sentiam competentes para enfrentar) e as Conversas Em Família, na Radio Televisão Portuguesa, do novo primeiro ministro português que nos finais da década de 60 passou, por deliberação do Conselho de Estado, tomada com a teimosa reticência do Almirante Américo Thomaz, a ocupar a cadeira que até então era do "ex-padre-ditador", conversas essas, realizadas uma vez por semana, em que o próprio Prof. Marcello Caetano dava a entender que por vezes sinalizava para a esquerda o que parecia ser da direita, ficamos cogitando se realmente o período que precedeu o fim do antepenúltimo império colonial do mundo (considerando como penúltimo a URSS e como último os EUA com seus Alasca, Hawai e Porto Rico, sem falar no Texas, California e nas ex-colônias francesas do sudeste daquela potência que se auto-classifica de democrática e anti-fascista apesar de ser nela que proliferam e crescem velozmente os movimentos neo-nazistas mais poderosos) teria mesmo existido uma "ditadura salazarista" ou "caetanista" (se preferirem esta classificação) entre o momento em que o ex-ditador Salazar de facto ficou fisica e intelectualmente impossibilitado de exercer a função de chefe do governo português e o fim do Estado dito NOVO em 25 de Abril de 1974, que cedeu espaço a uma nova ditadura, essa militar, mas colegial, nos termos da mais pura ortodoxia marxista, a do soviete conhecido por Conselho da Revolução, blindado por regalias e imunidades, de triste memória, durante a qual quem viveu em Lisboa, nesse tempo nebuloso e preocupante, em que o COPCON de Otelo Saraiva de Carvalho, goês nascido em Moçambique, praticou toda a casta de arbitrariedades e invasões domiciliares bem mais descaradas que as da falecida PIDE/DGS, se sentia mais em Cunhalgrado do que naquela bela, alegre e impecavelmente limpa e ordeira cidade de outrora.

Voltaremos a este assunto noutra ocasião, para completarmos este capítulo da nossa Autópsia à Descolonização Portuguesa...

Carlos Mário Alexandrino da Silva
 
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