Todos os países da lusofonia

Galeria Lusófona

Arte Lusófona
Literatura Lusófona
Sabores Lusófonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Português

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lusófonas

QUANDO O CONGO ERA UM REINO

PDF Imprimir e-mail

OPORTUNA MENSAGEM ENDEREÇADA AO AUTOR, CONTENDO COMENTÁRIO DE AGRADECIMENTO E COMPROVAÇÃO DO DR. JOSÉ AUGUSTO F.L. DE SÁ VIANA REBELO, PRESIDENTE DA CÂMARA DE COMÉRCIO LUSO- BRASILEIRA DE MINAS GERAIS- BRASIL- E VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DAS CÂMARAS DE COMÉRCIO PORTUGUESAS E LUSO-BRASILEIRAS NO BRASIL, DA EXISTÊNCIA DO PLANO CAETANISTA DE "INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA E MOÇAMBIQUE - FOCALIZADO EM ECMNÉSIA HISTÓRICA COLONIAL - ACHEGAS PARA UMA NOVA HISTÓRIA DE PORTUGAL E DO SEU ANTIGO IMPÉRIO COLONIAL.

Caríssimo Amigo,

Realmente a sobrecarga de trabalho me impede de cumprir o mínimo das minhas obrigações, que seriam, minimamente falando, acusar recepção de mensagens!...

Como desculpa, mas não justificação, além da necessidade de exercer a minha profissão, assumi a Presidência desta Câmara de Comércio Luso-Brasileira em Minas Gerais, que muito trabalho me dá! E, não contente, acabo de aceitar a Vice-Presidência do recém criado Conselho Nacional das Câmaras de Comércio Portuguesas e Luso-Brasileiras no Brasil! Assim, e como poderá facilmente inferir, não me sobra muito tempo!...

Mas entremos no assunto:

Quero expressar-lhe a minha gratidão pelas palavras que usou referindo-se ao meu Pai. Ao longo da História da minha família, muitos varões foram dignos da gratidão da Pátria! Mas muito poucos foram tão injustiçados como meu Pai! Me lembro de o ver interrogando-se se a sua vida teria valido a pena, pois a Pátria se recusava a considerá-lo como seu filho, e os Governantes da época, em sua maioria travestidos de um oportunismo repugnante, ou adeptos de uma ideologia condenável, pela sua "não humanidade", o acoimavam de malfeitor!!! Só a amizade de alguns verdadeiros amigos puderam ser contraponto das calúnias que então foram soltas e das manifestações de ingratidão de que foi alvo! Era a época de vicejarem os desertores e os oportunistas! Passou essa época, mas justiça não foi feita! Há pouco, tive oportunidade de dizer a um membro do Governo de Portugal, que via no Brasil muitos Comendadores, decerto por mérito próprio! Mas tinha que abrigar em minha casa minha mãe, viúva de um alto servidor do Governo de Portugal - que por ser servidor, nunca se vendeu - a quem foi negada a maior parte da sua reforma (e pensão de sobrevivência), para a qual sempre descontou! Servidor que não foi condecorado pelo Governo de Portugal! Somente pelo Povo de Luanda!!!

Bem haja, pela sua amizade!

Como segundo ponto, gostaria de contar-lhe um episódio de 1973: Como acredito se lembrará, estava eu despontando como um dos elementos jovens da elite da sociedade civil angolana! Alem de membro do Conselho de Administração de Souza Machado, era também membro do CA da Competente, tinha acabado de ser Presidente do Sporting Clube de Luanda, era Presidente da Assembleia Geral da Casa dos Naturais de Lisboa e membro da Comissão de Turismo da Associação Industrial de Angola. Sobrinho do então Ministro da Defesa e filho do Presidente da Câmara de Luanda, antigo líder na Universidade, haveria quem pensasse estar eu me preparando para outros vôos.

Lembrar-se-á, também, de que um dos nomes considerados para candidadto à Presidência da República era o do meu Tio Horácio. O que poderia, segundo alguns, fortalecer as minhas "adivinhadas" intenções!!!...

Assim, alguém muito chegado ao Prof. Marcelo Caetano, e que sobreavaliava a minha influência, ao saber-me de passagem por Lisboa em fevereiro de 1973, convidou-me para jantar na Varanda do Chanceler. Sendo amigo pessoal de quem me convidava, aceitei com prazer!

Nesse jantar, com uma magnífica vista sobre o Tejo, foi-me dito pensar o Primeiro Ministro numa independência multiracial para Angola e Moçambique, independência essa de que não seriam alijados os elementos de boa-fé dos então chamados movimentos terroristas! Desse modo, o problema militar ficaria extremamente reduzido nestes dois países, dando oportunidade para se pensar melhor no caso da Guiné, onde até se poderia pensar numa retirada! Era vontade do Prof. Marcelo Caetano saber o que pensavam os jovens de Angola! Já tinham alguns sido consultados e agora seria a minha vez. Respondi, então, que a forma política de preservação de uma sociedade multiracial e Luso-Tropical não era tão importante como a necessidade de a preservar, e se tal passasse pela independência, pois haveria que encará-la com seriedade, colocando-a abertamente à Nação. Deu-se o meu interlocutor por satisfeito!

De regresso a Angola, falei com meu Pai sobre este assunto. O meu Pai confirmou haver tal corrente de pensamento. Mais me disse não ser uma solução que lhe repugnasse, desde que enquadrada em solução legal e apoiada pela Nação Portuguesa.

Foram necessários vinte e sete anos para eu ouvir falar sobre esta opção de solução que foi perdida pela reeleição do Almirante Américo Thomaz, e pelo desastre do 25 de Abril!!!

Também só pela sua mensagem fiquei sabendo do destino do Abílio Ferreira de Lemos e do Artur Lemos Pereira, bem mais velhos do que eu mas que se dignavam conceder-me sua amizade!

Meu Caro Amigo e Professor, peço-lhe o favor de não me deixar de escrever!

Creia que mesmo quando não lhe respondo, leio as suas mensagens com imenso prazer!

Um abraço do amigo ao dispor,

José Augusto F. L. de Sá Viana Rebelo Silva
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Investir em Portugal Investimentos em Portugal
Aconselhamento e apoio ao investimento estrangeiro em Portugal



Advertisement

Comunicados

António Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - não tem asas nem sabe voar

Ler mais...
Please login to Automatic Backlinks and activate this site.
 
| cheap car hire