Todos os países da lusofonia

Galeria Lusófona

Arte Lusófona
Literatura Lusófona
Sabores Lusófonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Português

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lusófonas

Advertisement

CABINDA NÃO É ANGOLA PARTE IV

PDF Imprimir e-mail

LUTA GLORIOSA DO POVO DE CABINDA CONTRA OPRESSÃO LUSO-"ANGOLANA"


Tropas na folresta de Maiombe. Recentemente a mídia internacional e a FLEC-Renovada denunciaram que tropas de comandos portuguesas tinham desembarcado em Cabinda para reforçarem ações punitivas de forças armadas na verdade invasoras porque não são cabindenses e sim "angolanas" (do governo de Luanda), contra forças irregulares (face ao T. de Simulambuco será que podem ser assim consideradas?) nacionalistas da FLEC-RENOVADA que estariam mantendo em cativeiro alguns civis portugueses que consideravam intrusos no seu território. A embaixada lusitana em Luanda teria ficado enfurecida (?) com tal notícia, esquecendo que ficou inerte tempos antes, quando um caricato revolucionário teatral, de siglas OSC [oficial "indiano" da reserva portuguesa ex-puxa-saco do narcisista Antônio Spínola na Guiné-Bissau (eloqüentemente populista e possuído de verborréia demagógica, virulenta e violenta em lamentável -para a civilização ocidental e ...cristã- "show" público realizado, pelos inconseqüentes capitães dos cravos vermelhos, na Praça de Touros do Campo Pequeno, nos idos de 75, em que propôs "fuzilamentos" públicos de "fascistas", ele que até fora, quando cadete, a troco de dinheiro, porta-estandarte da também caricata... "SS" portuguesa, a "famígera" Legião Portuguesa que só treinava com sucata aos domingos dentro de aquartelamentos do exército enquadrado por aqueles "heróis de opereta cômica", a par do seu colega da Escola do Exército Melo Antunes, filho de um destacado e dedicado oficial da mesma organização para-militar )], se deslocou a Luanda para ali oferecer seus préstimos, a troco de muito dinheiro, como empresário de uma recém-formada empresa de mercenários... Portugueses. Segundo noticiou a mídia, foi recebido pelo presidente JES, usurpador do cargo ( pois não houve, até hoje, segundo turno para a eleição do chefe de estado da RA), com quem teve conversações referentes a uma planejada expedição punitiva contra os "rebeldes" de CABINDA. Torturados da FLEC. Ninguém ignora que em Angola - e o próprio Itamaraty brasileiro já o reconheceu, ao negar que não se encontram militares das forças regulares brasileiras treinando as FAPLA, embora se admita que possam haver civis, ex-militares, dessa nacionalidade, prestando serviços dessa natureza mas de conta própria - há em Angola mercenários portugueses, brasileiros, sul-africanos (brancos, ex-racistas, ex-inimigos) e de várias nacionalidades e cerca de 10.000 mercenários cubanos que ficaram ali, sob o disfarce de "naturalizados", como novos angolanos, integrando a guarda pretoriana do palácio praieiro do FUTUNGO DE BELAS onde reside o ex-favelado (quando era homem do povo) personagem que se arroga o poder supremo no País. Sejam regulares ou mercenários, esses portugueses estão ilicitamente em Cabinda e quanto a eles e às FAPLA, à luz dos termos do Tratado de Simulambuco são, isso sim, tropas estrangeiras invasoras, cujos "patrões"- o governo socialista lusitano e o governo de JES- deveriam ser objecto de sanções imediatas da comunidade internacional.

A FLEC-RENOVADA (a mais combativa das várias FLEC existentes, pluralidade esta que é talvez o maior de todos os males que afligem os cabindenses porque a "união faz a força"...) tem legitimidade para exigir a retirada dos estrangeiros, portugueses, angolanos e "outros", do seu território nacional. Quer queiram quer não, os nossos "tugas" (como o MPLA chamava aos Portugueses...que ainda mantêm os arquipélagos de Madeira e Porto Santo e o dos Açores também em situação colonial, como certa feita denunciou o grande líder líbio Muhammad Al-Qathafi), os "brasileiros", por motivos sobretudo econômicos, a par de outros interesses menos relevantes, os "bifes" (ingleses), os "cuequinhas de seda" franceses, os caubóis "ianques" do UNCLE SAM, os ninjas colonialistas espanhóis que conservam CEUTA, a GALIZA, as CANÁRIAS e o PAÍS BASCO como suas colônias "in-shore" e "off-shore", e outros..entre os quais os "litorâneos" ditos "angolanos", devem retirar-se de CABINDA e renegociar seus investimentos com os legítimos senhores do território: os cabindenses incorporados (se assim preferirem) ou não, numa união ou confederação de estados "angolanos".

EM CABINDA:"MINAS DO REI SALOMÃO".... A RAZÃO DA COBIÇA DE CRISTÃOS, FARISEUS E "CRISTÃOS NOVOS"


OURO E DIAMANTES... JOSÉ ELISIÁRIO E DRª MARIA MEDINA PODEM FALAR SOBRE ESSAS OCORRÊNCIAS MINERAIS EM CABINDA...
Entre 21 de Janeiro de 1975 e 3 de Julho de 1976 residimos na capital portuguesa. No edifício em que morávamos, a São Domingos de Benfica, o proprietário do apartamento do rés-do-chão esquerdo era um Português que vivera muitos anos em Angola, onde enriquecera. Seu nome : José Elisiário. Numa quente noite de Junho de 76, procurando ar fresco e passeando em frente do imóvel, foi-nos dado estabelecer um conhecimento mais próximo com esse vizinho, que nos acompanhou na caminhada. Da conversa que então tivemos, ficámos sabendo que, para além de frotas de camiões e no Huambo de uma grande fazenda, ele se ocupara em Angola, nos últimos anos, em estruturar e desenvolver uma empresa dedicada à prospecção e exploração de gemas... SEMI-PRECIOSAS, cujas concessões de jazidas estavam localizadas em Cabinda. Não nos escondeu a sua ansiedade porque, na verdade, o que mais vinham extraindo do subsolo cabindense, mas a título "particular", eram diamantes da melhor qualidade e pepitas de ouro, às ocultas dos Serviços de Geologia e Minas. A sede dessa sua empresa estava situada em Luanda, na então chamada av. dos Combatentes. Tinha como assessora jurídica a Doutora MARIA MEDINA, que muito o havia ajudado no sentido da implantação, demarcação, legalização e das autorizações governamentais para o exercício das atividades da referida sociedade. Aquela conhecida oposicionista e emancipalista angolana, de origem caboverdiana segundo parece, e conhecida advogada, era também, por concessão dele, parte interessada na empresa. Segundo esse Português, as ocorrências minerais que estavam explorando, em regime experimental de arrancada do empreendimento, quando ocorreu a Revolução dos Cravos... Vermelhos, eram extremamente auspiciosas quanto a resultados, pois as jazidas prometiam reservas muito expressivas e valiosas. Falou-nos com grande entusiasmo das imensas riquezas inexploradas que existiam em Cabinda, mòrmente no que tange a ocorrências minerais, e do seu imenso desejo de regressar a Angola o mais depressa que fosse possível, o que, devido a certos antecedentes dele, que não era estimado pelos negros, só poderia ter lugar quando a Drª Medina julgasse oportuno e lhe enviasse "Sinal Verde". Essa ilustre senhora, já de idade avançada, a quem vimos em Macau, Sul da China, quando ela, em Dezembro de 95, ali se deslocou em serviço oficial na sua qualidade de Vice-Presidente do Supremo Tribunal de Justiça da República (ou "Reino"?) de ANGOLA, responde atualmente também pela sala de família do Tribunal Provincial e ministra aulas de Direito de Família na Universidade Agostinho Neto, de Luanda.

UM OPÚSCULO COLONIALISTA SOBRE OCORRÊNCIAS MINERAIS E DA POBREZA DO SEU CONTEÚDO EM RELAÇÃO A CABINDA A CUJO PETRÓLEO JÁ EM MÃOS DA GULF/CHEVRON, NEM ALUDE


Certa feita, em meados da década de cinqüenta, o então diretor provincial dos Serviços de Geologia e Minas de Angola e 1ºvice-presidente (quando era presidente o engº silvicultor José Alberto Martins Santareno, mulato "angolano"...) da direção da Liga dos Antigos Graduados da Mocidade Portuguesa, engº geólogo Carlos Alberto da Costa Neves Ferrão, íntimo e confidente do então diretor da PIDE dr. Anibal São José Lopes, ofertou-nos um pouco esclarecedor opúsculo, editado pelos seus serviços e intitulado OCORRÊNCIAS MINERAIS DE ANGOLA, ilustrado com alguns apêndices cartográficos. Trouxemo-lo para o Brasil em 88 e aqui está, na nossa biblioteca, aguardando o dia em que será jogado no lixo ou picado para reciclagem de papel...Transcrevemos as seguintes passagens desse opúsculo, muito incompleto, editado ao tempo do governador-geral Silvino Silvério Marques, no concernente a Cabinda:

A páginas 11: OURO..."2.1.1 - Maiombe (A2) A região aurífera do Maiombe, no distrito de Cabinda, estende-se por uma vasta área, interessando especialmente as aluviões da bacia hidrográfica do rio Luali. Muito embora se trate de uma região onde outrora incidiram numerosos trabalhos mineiros, os pesquisadores utilizaram sempre técnicas rudimentares, limitando-se à obtenção de ouro aluvionar.
As aluviões auríferas localizam-se sobre o Complexo de Base, representado, nesta região, por rochas gnaissosas, em certos casos fortemente micáceas e atravessadas por grande número de filões de quartzo, nos quais, até ao presente, não foi encontrada mineração aurífera.

As aluviões são, essencialmente, constituídas por calhaus siliciosos, englobados numa pasta detrítico-argilosa. O ouro aparece acompanhado de grande quantidade de magnetite e alguma ilmenite."

A páginas 35: RADIACTIVOS..."2.10.9 -Ocorrências em fosforites. - As rochas fofatadas de Mongo-Tando (B.2) e Chibuete (ª1), no distrito de Cabinda e as de baixa de Lucunga (C.2) no distrito do Zaire, denunciaram presença de radiactividade anómala."

A páginas 43: GRAFITE..."São muito antigas e vagas as referências a grafite. O que realmente se conhece como índices de grafite, são xistos grafitosos, nos seguintes locais:
3.6.1 -Bata Mavando (A.2) Em Bata Mavando, no distrito de Cabinda, encontram-se xistos grafitosos. Não se executaram ainda trabalhos de pesquisa e reconhecimento, que permitissem determinar o seu interesse.

3.14.3 - DEPÓSITOS FOSFATADOS DE ORIGEM MARINHA. -...Estes depósitos, que constituiram objeto de estudos aturados por parte dos Serviços de Geologia e Minas, não se encontram ainda em exploração. Tais estudos, conduziram à determinação das reservas dos depósitos de Cabinda e da bacia do rio Lucunga, que se computam, respectivamente, em 15 000 000 e 12 000 000 de toneladas, como reservas certas.

Enumeram-se a seguir, por regiões, os principais grupos de depósitos:
3.14.3.1 - Distrito de Cabinda
Foram efectuados estudos geológico-mineiros pormenorizados nas formações onde ocorrem os fosfatos. Os trabalhos de pesquisa e reconhecimento mineiro, definiram um mínimo de reservas certas que, como atrás se disse, se computam,para esta região, em 15 000 000 de toneladas, havendo possibilidades de definição de novas reservas.
Os principais depósitos são:
Mango- Tando (B.2)
Este depósito, situado perto da povoação de Luango, nas margens do ribeiro Itombe, foi reconhecido numa área de cerca de 50 000 metros quadrados. É constituído por uma camada compacta de coprólitos, cimentados por um calcário, em parte silicificado. A camada horizontal aflora em grande extensão.
A formação fosfatada é constituída por uma camada superior, consolidada, com 2 a 3 metros de espessura e por uma marga fosfatada com 3 a 4 metros de possança. Enquanto a camada superior apresenta teores em P2 O5 da ordem dos 30 %, a marga é mais pobre - da ordem dos 17 % em P2 O5.
Chibuete (A.2)
Cerca de 2 quilómetros para Oeste da povoação de Massabi, foi reconhecido um jazigo numa extensão de cerca de 6 quilómetros. Desenvolve-se em plena concordãncia com uma linha de alturas, cortada aqui e além por linhas de água, onde a camada fosfatada aflora.
Trata-se duma concentração anormal de restos cartilaginosos de seres marinhos, numa espessa formação de areias muito finas. São raros os coprólitos e pouco frequentes os pseudo-oolitos de fosfatos. Os teores em P2 O5 (pentóxido de difósforo) que variam de 15 a 26 %, dependem essencialmente da maior ou menor percentagem de areias na formação.
Cácata (B.2)
A pequena distância da povoação de Cácata, nas margens do riacho Nhenha foi reconhecido um jazigo numa extensão de 2 500 metros. A camada de fosfatos, não lapidificada, apresenta um possnçaqu oscila,ao longo de todo o depósito, entre 10 e 14 metros. O jazigo é cortado por falhas, que determinam a modificação da camada. Tal como outros jazigos, mas aqui de forma mais nítida, verifica-se que a parte mais superficial da camada apresenta um aspecto particular: um grés muito branco, cavernoso e leve. Trata-se dum fosfato de alumínio, de origem secundária.
..................................................................................................................................................
Cambota (B.2) Este jazigo ocorre na margem esquerda do rio Sanzo, perto da povoação de Cambota. A camada fostafatada foi reconhecida numa extensão de cerca de 800 metros, mas conhecem-se afloramentos da mesma, cerca de 1 quilómetro para Nordeste da zona estudada.
..................................................................................................................................................
Chivovo (ª2) Este jazigo ocorre junto às margens do riacho Tuma, a pouca distância do rio Lubinda, cerca de 1 quilómetro para sul da povoação que lhe dá o nome.
..................................................................................................................................................

CABINDA E PETRÓLEO - UM SEGUNDO KUWAIT?
ESCRAVO DO DESTINO RECUSA PTOPOSTA...


Quanto acabámos de transcrever revela quão pobre foi a pesquisa feita pelos Serviços de Geologia e Minas daquela época colonial (meados de 1960). Ao tempo, já fora descoberto o petróleo que faz as "delícias" da Gulf International ali fantasiada sob a denominação de Cabinda Gulf Oil Company, com a participação na exploração "off-shore" da CHEVRON.... O negócio é tão rendoso que, apesar das quizílias entre Fidel Castro e a Casa Branca, ao tempo da presença de 50000 mercenários cubanos em Angola, com a "benção" de Agostinho Neto (que constava ter sido contemplado com generosa oferta de ações ao portador da CABINDA GULF OIL COMPANY...) e, posteriormente, do ditador José Eduardo dos Santos, a Gulf pagava a um batalhão desses mercenários para protegerem seu pessoal e suas instalações em Cabinda...

Falando com guerrilheiro da FLEC. Em 23 de Setembro de 1970 deslocou-se a Luanda o sr. William Finnigan. Diretor da Gulf Oil Company Eastern Hemisphare, acompanhado de um assessor, sr. Peter Hamilton. Aquele alto executivo da Gulf convidou para um almoço no Clube Naval, na chamada Ilha de Luanda, o então Encarregado do Governo Geral de Angola Desembargador Governo Montez, o qual, por não dominar a língua inglesa, solicitou a nossa participação para intermediarmos o diálogo a estabelecer com o enviado daquela poderosa empresa petrolífera. Encontravam-se presentes no mesmo almoço, os Secretários Provinciais das Comunicações e da Economia, respectivamente Ten.Cor. engº Carloto de Castro e economista Walter Marques, o capitão de mar-e-guerra Artur Rodrigues, o major Oliveira Martins, oficial-às-ordens do Encarregado do Governo Geral, o então diretor- geral da Cabinda Gulf em Luanda, sr. J.H. Beedford e Luís Lupi, relações públicas, em Portugal, daquela empresa. Durante a maior parte do repasto, Mr.Finnigan fez ao autor destas linhas, então diretor do Centro de Estudos Políticos e Sociais de Angola, várias perguntas sobre perspectivas econômicas de Angola, situação política na África Austral e particularmente naquela "província ultramarina" pouco depois "promovida" a Estado ultramarino, panorama da situação militar, etc.. Respondemos-lhe objectiva e resumidamente, sem nos termos apercebido de que estávamos sendo examinado. No final do almoço e depois de haver se despedido do Dr. Governo Montez e seus acompanhantes, aquele alto dirigente da Gulf solicitou-nos para que, no fim dessa tarde, o procurássemos no Hotel Continental, em Luanda, onde se encontrava hospedado, porque desejava falar-nos a título particular. Procurámo-lo e durante o jantar para que nos convidou, ele nos disse que, da conversa que tivera conosco durante o almoço no Clube Naval, concluíra sermos a pessoa que estavam buscando, porque reuníamos as condições almejadas, desde há mais de dois anos, pelo Grupo GULF, para contactos com órgãos do governo e para assumir a direção- geral da transnacional para a África Ocidental, com escritório-sede em Luanda. Depois de nos ter apresentado uma atraente proposta, entregou-nos o seu cartão pessoal e disse-nos que, sabendo do nosso compromisso como servidor público, nos dava dois meses para lhe respondermos...Acontece que havíamos estado, até data recente, mais de um ano, em situação de licença ilimitada, sem vencimentos, que requereramos devido a um acto injusto e arbitrário (em que, como autêntico ditador, era pródigo...) do ministro das Colônias Silva Cunha, "coveiro" do Ultramar Português; aquele antecedente, nos termos do Estatuto do Funcionalismo Ultramarino, impossibilitava-nos de adquirir de novo essa situação antes de decorridos dez anos. E entre o apetecível lugar que nos era oferecido para sermos diretor-geral da GULf na África Ocidental e à frente da Cabinda Gulf e a inevitabilidade de termos de pedir demissão da função pública, perdendo o vínculo e todos os direitos de 20 e muitos anos de serviço prestado ao Estado como militar e como servidor civil, embora ganhando muitas vezes menos do que iríamos receber da GULF, optámos por não aceitar o convite...fato que surpreendeu muita gente, como é óbvio. No dia imediato fomos assediado por telefonemas de executivos de várias empresas portuguesas, pedindo-nos que, uma vez que recusávamos o lugar, indicássemos os nomes deles, salientando-se pela sua insistência o capitão de Cavª, na reserva, Mendonça, diretor-delegado em Luanda da Companhia Angolana de Agricultura, uma das muitas empresas do poderoso Grupo Espírito Santo, de judeus portugueses...

CABINDA E AINDA OS MERCENÁRIOS "TUGAS" DA EMPRESA OTELISTA DE CUNHALGRADO


Como já vimos, Cabinda sempre foi muito cobiçada pela estranja e agora vive horas amargas,constando que foi ou continua sendo invadida por tropas estrangeiras, regulares portugueses ou mercenários prometidos pelo renomado aventureiro OTELO que em Cunhalgrado ( a Lisboa dos tempos em que era primeiro-ministro um certo VG, "general de aviário", ou seja, "fabricado"em chocadeira pelos " semi-analfabetos"(em questões de política ultramarina) "capitães dos cravos vermelhos". Paradoxalmente, este dinâmico e psicótico"revolucionário" filo-comunista e anti-colonialista, fora vogal remunerado do Conselho Provincial de Ação Psicológica, na Guerra Colonial, em Angola, quando comandante das Transmissões, da Arma de Engenharia; na verdade, um cripto-comunista, psicótico e inconseqüente, embora consideremos ofensa à memória de Karl Marx e de F. Engels, classificar de "comunista" um personagem do estilo daquele!) fundou e encabeçou as tristemente conhecidas Brigadas Revolucionárias 25 de Abril que, entre outros, assassinaram o empresário Dr. Canha e Sá, que fora alto funcionário público em Moçambique, motivo por que aquele militar de etnia hindu (aliás, como nós, mas mais puxado a "caneco" segundo a gíria reinol, da casta dos chamados "descendentes", de Goa mas nascido em Maputo, ex-Lourenço Marques) foi "teatralmente julgado" e suavemente "condenado" sem...jamais cumprir pena alguma porque, para os demagogos "socialistas burgueses" e comunistas "stalinistas" esse personagem "histórico" ( o chefe do COPCON) é um "herói" nacional, não se falando mais no fato de ter sido, quando cadete da Escola do Exército, porta-estandarte da milícia... "fascista" (de gargalhada, boa piada!) Legião Portuguesa e candidato a "ator de teatro" (seu maior anseio...) profissão essa em que certamente teria feito, aí sim, uma "brilhante carreira"...

35 EMPRESAS EXPLORANDO PETRÓLEO NAS EX-COLÔNIAS PORTUGUESAS DE ANGOLA E CABINDA O KUWAIT DA ÁFRICA CENTRAL LITORÂNEA


Conforme revela a EIA, Administração para Informação sobre Energia, da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, existem atualmente 35 companhias, ou grupos de empresas, operando em "Angola" no negócio da exploração do petróleo; a maior parte são transnacionais com investimentos muito elevados. Entre outras, podemos citar a Cabinda Gulf, a ELF francesa, a PETROBRAS brasileira através da sua BRASPETRO, etc.. Ao tempo da guerra colonial, um oficial general português revelou-nos, conforme informações altamente classificadas, que as reservas petrolíferas de Cabinda podiam comparar-se às do Kuwait...Porém, essas empresas, como a Chevron, do Texas, responsável pelas explorações off shore em Cabinda, ou grupos internacionais, não observam princípios éticos , como se constata através da leitura do Relatório de Informação da Comissão de Negócios Estrangeiros, de 13 de Outubro de 1999, divulgado na página da Assembléia Nacional Francesa na INTERNET, que refere o seguinte: "O sector petrolífero em África não tem ajudado ao seu desenvolvimento...Na verdade, esse negócio do petróleo somente contribuiu para aumentar a dívida nacional, empobrecendo a população e danificando as infra-estruturas." Em relação a Angola, esse relatório contém declarações do sr. Pierre Brana apoiado em revelações do sr. Ngalejy Yorongar, deputado federal da República do Chade , para quem " o petróleo é o causador ...de guerra e derramamento de sangue em África ( Angola, Congo Kinshasa, Congo Brazzaville, Nigéria, Sudão). O petróleo no Gabão, tal como em Angola ou no Congo, de nenhuma forma ajudou o povo desses país..".

O caso ELF, que há muito tempo se arrasta no sistema judicial francês, envolve sérios elementos de corrupção e importantes segmentos da classe política francesa, bem como dirigentes (incluído JES...) de Estados Africanos - antigas colônias francesas e, sobretudo, Angola - e mais recentemente, ao ser negada ajuda ao governo de Luanda pelo Departamento de Estado norte-americano no sentido de se fechar o cerco ao Dr. Jonas Malheiro Savimbi com vistas à sua captura, sublinhando-se que não queriam ser cúmplices num provável assassinato que poderia atingir aquele dirigente da mais combativa Oposição angolana, de novo foi denunciada por americanos a existência de corrupção ou extorsão da parte de altos quadros políticos e militares angolanos, junto das empresas petrolíferas, desta vez as norte-americanas...

Os Drs. Joffre Justino, Adalberto Costa Jr e Leon Dias, do Comitê para Justiça, Paz e Reconciliação de Angola distribuíram, em 9 de Outubro de 2000, um objetivo relatório a esse respeito que, infelizmente, não obteve da mídia internacional, mesmo a portuguesa, o devido respaldo. É mister ouvir a todas as partes e não dar crédito apenas ao que "rezam" JES e sua gente...

Carlos Mário Alexandrino da Silva
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Investir em Portugal Investimentos em Portugal
Aconselhamento e apoio ao investimento estrangeiro em Portugal



Advertisement

Comunicados

António Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - não tem asas nem sabe voar

Ler mais...
Please login to Automatic Backlinks and activate this site.
 
| cheap car hire