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CABINDA NÃO É ANGOLA PARTE V

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A BUSCA DA VERDADE É DEVER DA MÍDIA


Conforme escreve Gay Talese, um do criadores do chamado "new journalism" em seu livro The Kingdom and the Power ( O Reino e o Poder) lançado, com grande sucesso, em 1971 e agora publicado no Brasil, pela Companhia das Letras, "o papel da imprensa, numa democracia, é atravessar a fachada dos fatos. O New York Times é o líder da mídia na busca da verdade - até onde é possível definir o que é ´verdade´. E hoje, com tantos repórteres interessados em fofocas e em informações falsas e escandalosas, sem base nos fatos, o New York Times é o que chega mais perto da luz." Cabe ao jornalista - e ao editor- procurar incessantemente a verdade e não se deixar pressionar pelo poder público ou por quem quer que seja...Não interessa se as opiniões são do Secretário-Geral da ONU, da rainha de Inglaterra, do primeiro-ministro ou do chefe de estado português, do presidente da federação do Brasil ou do presidente Bill Clinton, se este ou aquele gosta do verde ou do vermelho. A verdade é incompatível com o pragmatismo de certas regras de marketing, político ou econômico, que infelizmente vêm penetrando, cada vez mais, no ambiente de numerosas redações.

Mídia séria, isenta, honesta, não troca seus princípios pelos apelos das audiências. Parafraseando o conhecido jornalista inglês Paul Johnston, a mídia séria, objetiva, , imparcial, sabe "distinguir entre a opinião pública, em seu sentido mais amplo, histórico, que cria e molda uma democracia constitucional, e o fenômeno transitório, volátil, da opinião popular." Assim procedendo, os leitores podem concordar ou não, mas uma certeza eles têm: a de que não serão ludibriados.

A longo prazo, o órgão de comunicação social que não se comporta com ética, imparcialmente, respeitando a verdade e só a verdade, doa ela ao governo ou ao cidadão comum, está condenado a perder prestígio e respeitabilidade. Como observa Talese, "o que um jornal vende são notícias, informações, não necessariamente uma ´bela embalagem´para os olhos." Neste e em outros trabalhos para os portais PORTUGAL EM LINHA e ZARCO, na INTERNET, a mídia-raínha do FUTURO próximo (no Brasil de 167 milhões de habitantes, já temos 8.6 milhões de internautas), temos tido o apóio dos nossos editores, António J. Ribeiro e João de Sousa, ambos imparciais e defensores intransigentes das teorias defendidas por Talese e por Johnston. Como jornalista e como cientista político e sociólogo, sempre nos pautamos por esse critério, doesse a quem doesse... E no termo da nossa existência, mantemos esse rumo, mesmo que nos apodem de irreverente e inconveniente. Não nos importa que alguém -como certa vez, num desabafo inconseqüente ao jornalista Armando Fontes, nosso colaborador, o fez o incompetente e preguiçoso desembargador (com "d" minúsculo porque jamais exerceu tão digna função...) Gustavo Neto de Miranda, "tachista" do "ancien regime"que era, em Angola, administrador-delegado da PETRANGOL portuguesa) e presidente da comissão de província da UM/ANP- ache e diga que somos "maluco"... Como técnico de informação "classificada" (mas não da PIDE/DGS) no GNP/UM e nos SCCIA sempre cuidamos de fazer o recorte e classificação de notícias sobre acontecimentos relevantes, buscando três ou mais fontes, comparando conteúdos, expurgando-as do que tivessem de duvidoso, irrelevante ou supérfluo, e tratando-as como um médico escrupuloso que observa e ausculta um doente, mandando fazer exames complementares, antes de produzir o seu diagnóstico que, no nosso caso, é a informação, ou seja, a notícia acabada, trabalhada, fundamentada, a mais próxima da verdade. Assim fizemos sempre como oficial de SI e comandante de companhia no Sul da China, no Exército, no Gabinete dos Negócios Políticos do Ministério do Ultramar, no Gabinete Político, que chefiámos, da Direção Provincial dos Serviços de Centralização e Coordenação de Informações de Angola, como diretor dos Serviços de Imprensa, Radiodifusão e Televisão de Angola, como diretor-delegado em Angola da extinta Agência Noticiosa Lusitânia , como comentarista político da EOA e da Rádio Portugal - ENR - e como jornalista "free lance".

Este texto sobre Cabinda - estamos cônscios disso- não convém aos poderes públicos angolano e português, nem a certos interesses econômicos portugueses e multinacionais, mas alguém tinha que "levantar a lebre"... E aqui está "ela". Doa a quem doer! E como adiante veremos, ao reproduzir com a devida vênia, e-mails de amigos e freqüentadores qualificados de PORTUGAL EM LINHA - um jornalista da TV canadense, um professor universitário da Universidade Católica de Portugal e Secretário das Comunidades Lusófonas da Sociedade de Geografia de Lisboa, bem como intelectuais e angolanos da melhor elite- a quem prèviamente enviamos este trabalho para leitura e emissão de parecer, acertamos na mosca, está servindo para conscientizar e informar. Oxalá chegue e toque na consciência dos altos magistrados e governantes de Portugal, do Brasil, de Angola, da Comunidade Lusófona e do crédulo Secretário Geral da ONU. Oxalá!..Mas será que eles lêem e aprendem mesmo alguma coisa?!.
Neste mês de Novembro do ano 2000 em que estamos digitando estas linhas no nosso teclado, frente à tela do monitor do nosso computador, depois de termos compilado notícias que os Portais Portugal em Linha, Zarco e Jornal Digital publicaram nos últimos dias, resolvemos reproduzi-las a sêco para avaliação comparativa de quem leu o que atrás escrevemos e, portanto, não está por fora do assunto:

- "Angola-Chefes Tradicionais do enclave de Cabinda querem ´diálogo´com Eduardo dos Santos
Numa carta a José Eduardo dos Santos, presidente angolano auto-nomeado (uma vez que boicotou o segundo turno da eleição presidencial), os chefes tradicionais cabindenses denunciam a "guerra generalizada" e apelam ao ´diálogo´com a FLEC. Nessa carta, datada de 17 de Agosto de 2000 porém só enviada no início de Setembro,ou seja, por estranha coincidência cerca de uma semana após a visita de Eduardo, no dia 26 de Agosto, a Cabinda, onde se encontrou com o governador da"província", José Amaro Tati, considerado renegado porque, natural daquele enclave, fez carreira política, como acontecera com seu parente Alexandre Tati, da FNLA, fugindo à tradição da sua gente e servindo interesses angolanos. Apresentando Luís Rank Franque como fundador da FLEC e seu presidente democraticamente eleito, solicitaram que o mesmo seja convidado a regressar ao país, tendo em conta os contactos iniciados em Luanda, no mês de Agosto de 1992, com as instituições da República de Angola. Sempre demarcando-se da qualidade de angolanos e sublinhando que representam o povo cabinda (ou cabindense), irmão do povo angolano, o documento clama "pela paz através do diálogo" acrescentando que, na eventualidade de se concretizar o regresso de Luís Franque, que reside na diáspora, na Holanda, desde 1993, "ele convidaria os outros líderes políticos cabindenses a aliarem-se ao projecto de paz e bem-estar das populações."
Nessa carta, assinada pelo regedor de Simulambuco, Simão Congo, dizendo-se representante de 30 sobas, estes estariam "animados pelo objectivo de contribuir para alcançar a paz verdadeira no conflito de Cabinda que dura há mais de 30 anos e continua a ceifar vidas inocentes entre as populações indefesas", um quadro, aliás, agravado por "índices de pobreza incalculáveis", inexistentes ali na época colonial, carências que hoje se constatam no território cabindense, à semelhança do que está acontecendo também em território "angolano". Os presumíveis autores da carta, assinada só por Simão Congo, denunciam que, no interior do território de Cabinda, que está sendo passado a pente fino por tropas vindas de Luanda e, segundo a FLEC-RENOVADA, por soldados comandos de um batalhão português (o que é desmentido pela embaixada lusa mas ninguém está acreditando nesse desmentido.. embora se admita que possa tratar-se de uma unidade mercenária contratada pelo governo de Eduardo dos Santos que há meses, como já dissemos, recebeu o ex-coronel indo-português Otelo Saraiva de Carvalho, condenado "teoricamente" a pena maior por ser acusado de liderar crimes de assassinato praticados pelas chamadas Brigadas Revolucionárias 25 de Abril, de que foi o fundador, ora transformadas em empresa de soldados da aventura, isto é, mercenários).

- "Angola- FLEC-FAC acusa Governo português de tentar resgatar reféns em Cabinda
Luanda - O representante da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC-FAC) em Portugal, Liberal Nuno, denunciou a colaboração de jornalistas da Televisão SIC com comandos militares portugueses na tentativa de libertação dos três portugueses que se encontram sob cativeiro desta organização rebelde nas matas tropicais de Cabinda." .(29/09/2000)

- "Denunciam independentistas de Cabinda - Tropas portuguesas estão em Angola para libertar reféns da FLEC
Luanda - A FLEC RENOVADA (facção da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda) denunciou, num comunicado de imprensa citado esta sexta-feira pela "Voz da América" em Luanda, a presença nas matas do Maiombe, de um forte dispositivo de comandos portugueses que, ao lado do exército angolano, procuram libertar os seus concidadãos raptados. É uma atitude que, avisam os independentistas, só causará riscos à vida dos reféns." (27/07/2000)

- "Para libertar portugueses raptados pela FLEC - Embaixada portuguesa em Luanda desmente presença de comandos lusos em Cabinda
Luanda - Representantes da FLEC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda) Renovada irritaram profundamente as autoridades portuguesas, segundo informou esta quarta-feira a "Voz da América". A diplomacia portuguesa não gostou que a FLEC-Renovada tenha posto a circular em Angola informações sobre um possível desembarque de um batalhão de comandos militares de Portugal na floresta do Maiombe".(06/09/2000)

- 7 desertores da FLEC-FAC que não fizeram falta à guerrilha
7 desertores da guerrilha da FLEC-RENOVADA ter-se-iam apresentado ao governador da..."província" de Cabinda, José Amaro Tati, da família tradicional Tati que, no entanto, já deu vários frutos espúrios porque ora estavam na UPA/FNLA de Holden Roberto ora se passavam para o MPLA, numa confusa alternância de posições ideológicas . (11/09/2000)

Carlos Mário Alexandrino da Silva
 
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