Todos os países da lusofonia

Galeria Lusófona

Arte Lusófona
Literatura Lusófona
Sabores Lusófonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Português

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lusófonas

PENSANDO BEM, MUGABE EM PARTE TEM RAZÃO

PDF Imprimir e-mail
REFLEXÕES OPORTUNAS

O NEOCOLONIALISMO ESTÁ BEM PRESENTE NA ÁFRICA NEGRA, SUBSTITUINDO COM "VANTAGEM" PARA AS MÁFIAS O FALECIDO COLONIALISMO

É TEMPO DE DAR O SEU AOS SEUS DONOS: AOS AFRICANOS NEGROS E A NÓS, OS "RETORNADOS" DE QUALQUER COLORAÇÃO EPIDÉRMICA, TAL COMO ESTÃO COMPENSANDO, EMBORA TARDIAMENTE, APÓS MEIO SÉCULO, OS JUDEUS DO HOLOCAUSTO...


Hoje, os europeus possuem quase todas as terras nas Américas, quase toda a terra boa na Austrália, na Nova Zelândia, no Canadá e na Tasmânia, e a maioria da melhor terra em muitos países africanos como África do Sul, Quênia e Zimbábue (até data recente)... . Para adquirir essas terras fora da Europa, os europeus não usaram lei, nem justiça, nem dinheiro. Eles as adquiriram quase sempre com armas.... Mas o Ocidente não quer que os africanos mencionem este fato, ou que se diga que as pessoas brancas estão erradas porque querem possuir toda a terra, a melhor terra, sem pagar ou pagando uma mixaria na África (e não só)

Entretanto, o Ocidente se proclama "campeão da liberdade de expressão" no mundo! Mas não deixa falar, não deixa escrever, abafa as vozes que se lhe opõem aos seus rapaces interesses. E aí temos a guerra de Angola... a traição neocolonialista da troika em Angola que respalda um poder corrupto de clones de branco implantado, quando já esfarelado o seu movimento, por vontade expressa e inescrupulosa do ex-colonizador, ao "descolonizar"...Rafael Marques denunciou a participação militar portuguesa na guerra que se trava em Angola, o que invalida qualquer pretensão do governo "socialista" de Lisboa intermediar seja que negociação for por... não merecer a mínima credibilidade!!!

Quando os africanos no Quênia, na África do Sul, no Zimbabué e noutros lugares lutaram pela sua independência, isso significou para eles duas coisas:- terra e liberdade. Mas quando a Europa concedeu independência a países africanos fé-lo capciosamente, com intenções ocultas de continuar em África sacando dela ainda mais, sem qualquer responsabilidade, emprestando a longo prazo e juro pequeno mas não doando mais, poupando-se de encargos e mantendo seus inconfessados interesses por lá, melhor do que dantes..

Assim, a maioria dos africanos continuam sendo "sem-terra" enquanto os europeus já planejam grandes emprendimentos (grandes banqueiros e empresários portugueses entre esses....) que lhes renderão milhões e milhões de hectares e a melhor terra na África. Muhammad Al-Qathafi, o grande líder líbio, que agora os europeus da UE estão namorando aproveitando-se sutilmente do "caso bin Laden", em seu Livro Verde lucidamente denuncia como isso é obtido através da clonagem por regimes políticos africanos de sistemas políticos europeus que de modo nenhum são compatíveis com a cultura e a tradição africanas. O eurocentrismo continua imperando na Áfricaao sul do Saara...

No Quênia, 10 por cento da população, negros e fazendeiros brancos, possuem, ainda hoje, 73 por cento da terra cultivável. Na África do Sul, 16 por cento da população, compostos de brancos, possuem 87 por cento da terra cultivável. E no Zimbábue, 4.500 fazendeiros brancos - ou. 03 por cento de uma população de 13 milhões de africanos - tinham, até há pouco tempo, 12 milhões de hectares ou 73 por cento da terra cultivável.

A maioria africana na África do Sul, no Zimbábue e no Quênia está nesta situação, não porque eles gostem ou porque isso esteja certo ou seja moral, mas só porque eles, os negros, continuam impotentes para a mudarem.

Pode haver maior prova de falta de independência no Zimbábue, do que essa situação em que viviam, permitindo-se que .03 por cento possuíssem 73 por cento da terra cultivável, controlando a agricultura da nação e possuindo metade da economia do país?.

ugabe foi um grande lutador da libertação porque lutou pela independência do país dele mas, em proveito do Ocidente, alcançada ela deixou o socialismo para trás e ficou tempo demais no poder. Afinal, acabou percebendo que ele também é uma vítima do neocolonialismo e não só decidiu dizer "Não" ao Ocidente como também, a seu modo, redistribuiu a terra no país dele.... Mas demorou muito a decidir-se fazer isso. Só agora o está fazendo porque... quer continuar no poder.

Quem lê ou ouve notícias da CNN, VOA, BBC e doutras fontes de mídia Ocidentais, descobre nelas um tom crítico contra Mugabe. Eles o acusam de violar o espírito de reconciliação e de estar perpetrando racismo contra pessoas brancas no Zimbábue.

Em lugar de provarem alguma coisa contra Mugabe, o que nem seria difícil de alcançar, as acusações do Ocidente só se preocupam, nas entrelinhas, em negar o direito dos negros a possuírem terra ou beneficiarem de uma independência significativa... no seu próprio país.

Já imaginaram o que aconteceria se a 4.500 africanos do Zimbábue, que tantos eram os brancos que nele possuíam terras aráveis, fosse permitido possuir 12 milhões de hectares de terra na Inglaterra, na França ou em qualquer outro país da Europa?

O Ocidente também acusa Mugabe de violar o tal espírito de reconciliação da hora da independência entre os colonizadores brancos e os ex-colonizados negros. Mas foi esse erro na arrancada da independência, a tal reconciliação, que permitiu aos ex- colonizadores continuarem possuindo tudo o que haviam se apropriado antes daquela e de que os africanos haviam sido roubados continuando assim a não possuir nada!

Reparem que esse mesmo Ocidente está, mas hipocritamente só agora e ao que parece sem juros, restituindo a quem ainda está vivo ou aos que poderem comprovar direitos sucessórios - e ainda bem- mas a contragosto, no que diz respeito aos depósitos nazistas ou de refugiados desaparecidos, da tardiamente "honesta" Suíça, todo (será mesmo assim?) o dinheiro, propriedades e até obras de arte que haviam sido arbitrária e vilmente confiscados às pessoas judias pelos nazistas e seus cúmplices ideológicos (na verdade, a maioria nas nações alemã e austríaca (esta, católica...) bem como - passe o "espanto"! - os ucranianos que, tradicionais inimigos dos russos, aproveitaram a invasão para se passarem para o inimigo constituindo uma divisão de infantaria voluntária que cooperava com a Wehrmacht de Hitler, além dos regimes monárquicos de países como a Romênia, a Hungria, a Bulgária, a Iugoslávia - sérvios...-, a Itália, a Espanha do generalíssimo Franco e - outro "espanto" - o Estado Teocrático do Vaticano que, por detrás da "falsa benção cristã", como já está provado, colaborava com o nacional-socialismo de Adolph Hitler) atribuindo reparações monetárias pelo trabalho escravo de pessoas judias durante a Segunda Guerra Mundial.
Mas... alguém já perguntou quanto o Ocidente (aliás, vários dos 15 da UE...) deve pagar como compensação aos africanos pelo seu também trabalho-escravo durante a colonização ou pelo uso e fruto das terras de que foram privados ao longo desse processo? Em Durban, na última conferência sobre Racismo, das Nações Unidas, os EUA e Israel furtaram-se a participar, boicotando o evento, e os países "pecadores" da UE se esquivaram e conseguiram impedir que fosse ampla e objetiva a discussão do assunto; entre estes, Portugal..., este Portugal supostamente "democrático" onde o que existe é o "fenômeno ditadura da maioria" do atual governo "socialista" (na verdade burguês emergente e neocolonialista).

O governo britânico admite que, na hora da independência do Zimbábue, fizera uma promessa que nunca manteve: prover o dinheiro necessário para indenizar os fazendeiros brancos, pelas expropriações. Portugal - esse - até hoje nunca se preocupou com os prejuízos sofridos pelos seus colonos forçados a deixarem as ex-colônias, espoliados de tudo o que ali possuíam, não só imóveis residenciais e seus recheios, fábricas, bancos, casas comerciais, fazendas, automóveis, caminhões, ônibus, jornais e emissoras, e outros bens como até depósitos bancários quando Agostinho Neto desonestamente estabeleceu 5 dias de prazo para estes serem diretamente convertidos em...kwanzas... (poupando, porém, os patrimônios e depósitos bancários de comunistas portugueses que eram colonos em Angola, como, a título de exemplo marcante, o iate oceânico e a mansão -que virou palácio de verão do presidente negro- do Futungo de Belas do protético, ex-sargento da Marinha Portuguesa, Zeferino Cruz, que se intitulava "Dr" e dentista, mais tarde, em Lisboa, integrante do comitê central do PCP, que teria sido muito bem pago pelo tesouro angolano pelos bens e que deixou para trás, tal como dizem que aconteceu em Moçambique com o advogado e mais tarde ministro AAS, colaborador da FRELIMO, ora personagem destacado da AR).

Um ilustre e distinto crítico (S.L.) dos meus escritos, natural de Angola e ex-executivo da AIR PORTUGAL, que foi o coordenador geral e responsável principal pelo processamento da maior ponte aérea para evacuação dos colonos (e não só destes..) das ex-colônias lusitanas em 1975 para a "Metrópole" em 1975, e a quem, previamente, submeti o borrão deste texto, teceu a seguinte consideração que, pelo seu mérito e objetividade, com a devida vênia transcrevo a seguir:

"Tão pouco compararia a "nossa" à descolonização da ex-Rodésia, na medida em que na última, pelo menos, convenhamos, controversa embora, foi dado amplo tempo à população de etnia ou de cultura européia para buscar soluções alternativas, No caso português, onde tenho para mim que houve fraude política intencional da feitura do Estado Português sobre as populações caucasianas, deveria ter havido lugar a indemnizações por parte de quem intencionalmente cometeu tal fraude"

A descolonização mais vil e desonrosa para o MFA e a Democracia Portuguesa foi, sem dúvida alguma, a portuguesa, sobretudo pelo, até hoje, absoluto descaso do governo socialista - e não só esse...-. Agora a Inglaterra trabalhista do Tony Blair (irmã gêmea do regime dito socialista -ou agora se escreve sucialista?!- lusitano reivindica que a razão para seu fracasso não mantendo sua própria promessa foi a malversação da economia do Zimbábue por... Mugabe, amigo e apoiante do presidente angolano José Eduardo dos Santos e do presidente Kbila da RDCONGO.. Todavia, a verdadeira razão é que os britânicos desejam que as economias africanas sejam controladas por companhias britânicas e cidadãos britânicos. Tal e qual os portugueses, os belgas, os franceses e... os americanos.. À frente dessa caravana neocolonialista e imperialista está o DONO DO MUNDO... movido pelas grandes transnacionais petrolíferas e pela escassez de reservas expressivas de ouro negro em subsolo e na plataforma continental ianque.... O que então os africanos têm que fazer? Sofrer fome e morte até que "bife inglês" concorde em alimentar algum dia as promessas feitas? E quanto a Portugal: uma pergunta se põe: Não seria tempo de os eurodeputados, em particular o ex-presidente Mário Soares, tão bem instalados na vida, exigirem do pretensioso governo de Guterres medidas urgentes de reparação dos prejuízos sofridos há 26 anos pelos "retornados", entrando na despesa com a generosa comparticipação do super-rico (graças ao rapazes do MFA e aos "democratas" de todos os quadrantes ideológicos lusitanos) governo angolano, apadrinhdo sempre pelo OS e pelo PCP, e que se dá ao luxo de dilapidar milhares de milhões de dólares na compra de modernas aeronaves de guerra e engenhos mortíferos ASTROS II ao Brasil enquanto seus escassos 12 milhões de habitantes, de grupos plurais, diferenciados, morrem (1 000 000 já povou nestes 26 anos uma grande cidade dos... pés juntos) na guerra ou de fome, apresentam cerca de 300 000 mutilados e 2 000. 000 de refugiados nos países vizinhos, e doenças terríveis como o paludismo endêmico, a doença do sono, a SIDA, etc. ?

Por que esperam tanto, senhores eurodeputados no Parlamento da UE? Cadê a vossa dedicação aos interesses da comunidade lusa que representam e a vossa democraticidade e respeito pela propriedade privada que a vossa União apregoa? E cadê o respeito pelos direitos dos descolonizados? Milhões de olhos estão postos em vós! Aguardando, já com impaciência... pois ainda não saiu nada das vossas "bancadas" democráticas quanto a estes temas tão palpitantes e tão prementes e justos!

Estou verdadeiramente surpreso face ao clamor que ouço em favor de fazendeiros britânicos para que sejam compensados pela perda de terras no Zimbábue, e também estupefato pela persistente e vergonhosa ausência de clamores similares em Portugal!!!
Acomodados? Resignados? O que é isso, GENTE?! Acordem! Apelem para os nossos (vossos, aliás) eurodeputados. Não votem em quem já vos prejudicou tanto, RETORNADOS e descendentes! ORGANIZEM O VOSSO PROTESTO COLETIVAMENTE E APRESENTEM-NO, COMO FIZERAM OS CABINDAS E OUTROS INJUSTIÇADOS AFRICANOS, AO PARLAMENTO DA UNIÃO EUROPEIA! JÁ! Por quê essa diferença de posições entre políticos afins dos governos democráticos inglês e português? Portugal está muito rico, conquanto seja o parceiro mais pobre (e de que forma!) e de salário mínimo mais baixo (e insuficiente).da UE; mas... não só está propondo vultosos investimentos nas ex-colônias como é hoje, depois da Espanha, o terceiro maior investidor de capitais no Brasil, onde está aplicando milhares de milhões de dólares, segundo declarou, com ufania, recentemente, aqui nas terras de Pindorama, em ato público, o sr. Guterres, primeiro-ministro!!!

Entre africanos que, no passado, trabalhavam passando fome, ganhando misero salário e sofrendo humilhações nas fazendas africanas de brancos e fazendeiros caucasianos que fizeram milhões de libras, ou de dólares, com os resultados de suas explorações agrícolas coloniais no Zimbábue, em Angola, em Moçambique, na África do Sul, etc., parece que destes últimos os que forem bem abonados (com investimentos vultosos no exterior, v.g. no Brasil como os Grupos Espírito Santo, que tinham a CADA e a TENTATIVA em Angola, o Grupo Champallimaud que tem em Minas Gerais a sua SOEICOM, a segunda maior usina de produção de cimento da América Latina além de possuir uma imensa fazenda de gado em MG que; para ser visitada; rapidamente, tem de ser sobrevoada de avião, o LAGOS & IRMÃO e a poderosa DIAMANG do DUNDO que agora já não tem o monopólio pois todo o negocio a nível mundial passou para um judeu russo, israelense, angolano, brasileiro e francês que é amigo pessoal e conselheiro do presidente angolano dos SANTOS) e/ou os seus governos é que deveriam compensar os africanos. Uma sugestão que a EU e os USA deveriam ponderar...

O Ocidente, repetimos, tem o dever moral de exigir que os governos dos países ex-colonizadores estudem formas de compensação a proprietários urbanos e fazendeiros brancos que perderam terras nos antigos territórios coloniais, mas também de pagar reparações a africanos por todos os milhões de pessoas que foram mortas pelos brancos e pelo seqüestro de negros da África exportados durante o tráfico de escravos. Se defendem a compensação dos judeus vítimas dos nazistas e com inteira justiça o estão providenciando, também o será que façam o mesmo com os africanos que foram escravizados ao longo de vários séculos de opressão e exploração colonialista? Portugal deve - aliás. o seu governo "progressista" - pensar nisso seriamente e não discutir se deve ou não deve praticar compensações tanto aos descolonizados como aos "retornados". Aumentem os impostos aos banqueiros, aos grandes empresários, aos profissionais liberais (médicos, advogados, arquitetos, engenheiros civis, empreiteiros) que ganham fortunas e pagam ainda pouco de tributação, apliquem o sistema de tributação progressivamente progressiva sobre grandes fortunas e grandes rendimentos e heranças. Mas paguem, indenizem a quem tem a haver.

Primado do direito tem que significar regra. Cedo ou tarde devem ser corrigidas injustiças coloniais por toda parte em África e aos retornados, nas metrópoles dos países ex-colonizadores, de origem.

Cessem de corrigir por clonagem, substituindo ladrões brancos por ladrões pretos, como nos casos de Angola e Moçambique...

A injustiça colonial em poder e governo somente será corrigida não só dando-se terra e liberdade a africanos, mas a todas as pessoas a quem o Deus das Nações cristianizadas deu terra e outros bens que se perderam nas lutas e nos processos de descolonização.

Há hoje grandes e ricos estados-nações de maioria branca em continentes e ilhas que geograficamente são ultramarinos em relação à Europa donde esses povoadores emigraram em diversas épocas históricas. Surgiram sobre as cinzas das nações autóctones, na Nova Zelândia, com a subjugação dos maori, na Austrália, com a opressão ainda existente sobre os negros australianos, no Canadá e nos Estado Unidos, com as reservas das aviltadas e resignadas nações indígenas, no Alasca onde só há pouco foi criado uma espécie de rergião autônoma para os esquimós, na Argentina onde os gigantes da Patagônia e os demais povos índios foram exterminados, no Havaí onde um reino independente e organizado virou "estado da União", em todos os países sul e centro americanos e no México onde "índio" mesmo sendo maioria não conta na política, na economia e socialmente., O Brasil, por exemplo, continua sendo dominado exclusivamente pela maioria branca, negro não conta salvo raríssimas exceções e nele se consideram constitucionalmente os seus indígenas, de que restam umas duzentas e poucas tribos falando línguas ou dialetos diferentes, num total entre 250 mil e 300 mil almas- os "índios" de Pindorama [que talvez fossem 5 milhões à data da vinda dos primeiros portugueses, trinta anos antes da chegada de Cabral]- com um estatuto especial, paternalista, que os equipara quase a menores de idade. Mas se em 1830 ainda restavam 2,5 milhões deles, imagine-se a chacina que tem havido e a espoliação de terras que eles têm sofrido! Descaracterizados até do ponto de vista lingüístico desde que no século XVIII o Marquês de Pombal determinou a proibição de uso no Brasil, como língua veicular, do tupi, que era falado por todos desde o litoral norte até ao extremo sul do território, e até pelos portugueses brancos era preferido, impondo-se-lhes a adoção exclusiva da língua portuguesa... Em 28 de Outubro de 2001, uma abalizada personalidade, que não poupa críticas ao organismo federal encarregado dos índios, revelou em destacada entrevista publicada no mais importante matutino brasileiro - O ESTADO DE S. PAULO- que índios do Paraguai estão atravessando a fronteira, engrossando as fileiras das tribos de índios do Brasil meridional que falam o guarani e que de norte a sul e de leste a oeste aumenta o movimento que aponta, com o apóio de 250 ONG´s no País e de várias no exterior, além de entidades oficiais e movimentos culturais da comunidade internacional, para a exigência, a curto prazo, de criação de um Estado Índio independente no centro do Brasil, reconhecido pela ONU. Culpa disso: a má política para as demarcações de áreas destinadas a reservas, o desrespeito de brancos que invadem terras de comunidades nativas, a relutância que estas sempre demonstraram em aceitar sua integração na cultura e na língua dos brancos, as lutas armadas que na Rondônia já renderam a ocupação de 40 fazendas por índios após duros combates em que houve mortes de ambas as partes, o genocídio sistemático perpetrado pelos caucasianos a despeito da fiscalização e proteção das autoridades civis, policiais e militares, das missões de diversas confissões religiosas, da CNBB e das ONG´s.. Portanto, o problema da "síndrome neocolonialista" não é só na África que acontece e pode dizer-se que nas demais regiões tem sido muito mais vil, porque nenhuma dessas comunidades de outros grupos étnicos autóctones foi respeitada pelos invasores brancos, ainda que cinicamente, ao passo que as do continente africano ao menos beneficiaram do reconhecimento do direito à autodeterminação e independência, pela ONU , o que continua faltando às demais, atrás citadas.

Se as pessoas brancas e negras da África quiserem realmente conviver em paz no futuro, o Ocidente terá que deixar de impor as primeirascomo salvadoras das segundas, usando velhacamente argumentos estéreis como os da superioridade tecnológica e cultural e idoneidade ética dos leucodermes em África.

Voltando a Mugabe: ele poderá, talvez, não sobreviver a esta sua nova guerra, desta feita contra o neocolonialismo. Seria certo o que está fazendo, ainda que possa não ter uma fundamentação pessoal 100% autêntica, se fosse processado com dignidade e sem suscitar ódio e agressões que ofendem os direitos humanos. Mas parece que, esgotadas as tentativas de diálogo, partiram para essas atitudes extremas.... A medida deve tornar-se "padrão" para reivindicações de outros povos africanos, mas sem violência, através do diálogo, num ambiente eivado de legalidade e ordem pública.. Na África do Sul o racismo anti-branco está ferozmente presente e com crescente intensidade, motivo por que os brancos, a todo o momento vítimas de assaltos e violências terríveis, assassinatos e estupros, estão emigrando para a Austrália, Nova Zelândia e Canadá onde os "britânicos", os "tradicionais defensores da Democracia" e "igualdade racial" de conveniência, como já evidenciei, há muito que esmagaram os povos autóctones reduzindo-os à mais ínfima condição de "clones culturais" mudos, quedos e obedientes, robotizados.

Fala-se agora da UNIÃO AFRICANA, mobilizada sobretudo pelo coronel Muammar Al-Qathafi, chefe de estado da República Islâmica da Líbiai. Uma organização transnacional a que ele ambiciona presidir e organizar com independ~encia e grandes recursos aa nível continental. Destina-se a substituir a fracassada Organização para a Unidade Africana, criada em 1963 e com sede em Addis-Abeba, na Etiópia, a qual errou logo à partida quando aceitou as denominações pátrias, as partições de antigas nações e tribos bantu e negro-sudanesas e as demarcações territoriais efetuadas à marretada pelas potências européias, a partir da famosa Conferência de Berlim de 1884/85, de que haveria de resultar, do lado português, o infeliz Tratado de Simulambuco, responsável remoto pela triste e injusta situação da nação cabindense que, vítima da máfia petrolífera euro-americana, não logra reaver sua independência e identidade encontrado-se agora, de novo, por culpa do ignorante MFA e dos sucialistas portugueses, não mais em situação de protetorado (que alguns juristas zoilos, portugueses, euroenfeudados às espórtulas da máfia do petróleo, não querem reconhecer como tal...) mas na de colônia de exploração da República dita de "ANGOLA" que dela obtém mais de 60% da sua receita para...custear uma abominável guerra intestina e fratricida entre clones litorâneos de português e sertanejos ou interioranos mais autênticos e fiéis aos valores tradicionais africanos. Guerra que durava já nos tempos coloniais em que os três movimentos se matavam mais entre si, em recontros campais do que cada um deles em relação aos soldados "tugas" (portugueses), Nos últimos 26 anos...tem sido contra a UNITA dos ovimbundus (a maioria, afinal) que melhor faria se pensasse em constituir-se num novo Estado a Sul do rio Kuanza, deixando para os bacongos a solução para a região norte...

Não me palpita que a tal UA possa ser bem sucedida com estados arabizados no seu elenco globalizado, apesar das proclamadas intenções do seu próprio presidente, afinal um berbere... Berbere é escuro (muçulmano, palavra esta de origem árabe e que também significa "escuro", negro...). Islamizado sim, mas arabizado, não é negro-sudanês nem bantu ou boschimane amarelo-terroso (este sim, o verdadeiro autóctone da África Meridional e considerado pelo negro como cachorro do bantu...somente restando uma dezena de milhar ainda vivos lá para as bandas do deserto de Kalahari).

O Islã sempre acolheu, entre os árabes, os negros como algo diferentes (inferiores aos árabes...) e isso se constatou na própria ocupação multissecular da península Ibérica, conquistada, sob o comando de um mouro (do latim maure que significa escuro) islamizado- Al-Tarik -, por 6.300 guerreiros mouros (não árabes, portanto) e apenas 300 cavaleiros árabes. Durante séculos houve ali reinos prósperos e de civilização avançada como o de Al-Andaluz, mas reinos mouros... que sempre foram discriminados, obrigados a pagar tributos lá longe, a soberanos de reinos situados na península Arábica. Árabes eram e são brancos em sua maioria. Mouros são "escuros".... E dos "escuros" mais escuros, a sul e a leste do Saara, sempre saiu a maior parte dos escravos pegos em razzias na África Negra, bantu ou negro-sudanesa. Essa UA promete - Al- Qathafi- acabar com a dominação econômica euro-americana e russa em África, o que, se por um lado é até justificável, por outro comporta muita preocupação também para as nações melanodermes propriamente ditas. Porquê? Porque poderá passar-se de um neocolonialismo branco, cristão, para um neocolonialismo branco, islâmico...E de Herodes para Pilatos parece que a diferença ética é... imperceptível, não é verdade?

Hoje, repito, os europeus possuem quase todas as terras nas Américas, quase toda a terra boa na Austrália, na Nova Zelândia, no Canadá e na Tasmânia, e a maioria dos melhores solos aráveis em muitos países africanos como África do Sul, Quênia e Zimbábue (até data recente)... A UNITED FRUIT INTERNATIONAL dos EUA tem praticamente o monopólio do abastecimento mundial de frutas e imensos latifúndios na América Latina. Angola tentou exportar banana para a Europa nos anos 60 e teve de desistir porque o primeiro carregamento se perdeu todo, apodrecendo nos porões de um navio que ficou carregado num porto metropolitano mas sem encontrar comprador para a sua carga por que... a UFI tinha o mercado europeu na mão ( e assim continua...) A ATOCHEM francesa, idem.... ETC., ETC., ETC..

Carlos Mário Alexandrino da Silva
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >

Investir em Portugal Investimentos em Portugal
Aconselhamento e apoio ao investimento estrangeiro em Portugal



Advertisement

Comunicados

António Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - não tem asas nem sabe voar

Ler mais...
Please login to Automatic Backlinks and activate this site.
 
Model Mercedes Terrell | cheap car hire