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O BRASIL DE PORTUGAL...

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Num livro intitulado "Brasil 500 anos com os marranos e cristãos novos" são feitas referências a alguns documentos que mencionam a palavra "brasil" já utilizada muito tempo antes da sua descoberta "oficial" por Pedro Alvares Cabral. Essa obra é da autoria da historiadora brasileira Raquel de Souza.Eis um dos trechos que dele destacamos:

"Em 12 de fevereiro de 1343 (através de provas concretas da Expedição do Capitão da Real Armada Portuguesa Sancho Brandão) El-Rei D. Diniz, certificava ao Papa Clemente VI a nova das terras magníficas, habitadas por homens nus, opulenta em árvores de tinta vermelha", nas ilhas do Ocidente - conforme documentos secretos do Vaticano, publicados pelo erudito jesuíta Manoel Fialho."

Acrescenta a autora que também foi enviado ao Papa o mapa da região, constando nele inscrita a menção "Insulas do Brasil ou de Brandan", que segundo Cabral, era como o Brasil se tornara conhecido na antiguidade. Com efeito, mais de vinte mapas mostram , em lugares diferentes, a ilha Hy Brazil, também chamada de São Brandão. Essa ilha mitológica dizia-se que tinha a capacidade de se afastar quando as embarcações dela tentavam aproximar-se, o que explica o motivo por que a sua localização mudava de mapa para mapa. Hy Brazil teria sido descoberta e colonizada por São Brandão, monge irlandês que partira para o mar no ano 565 d.C, contando então 105 anos de idade. Ele fôra em busca de um local retirado para dedicar-se inteiramente à meditação, ao culto de Deus.

Uma poesia do século XIV, localizada em bibliotecas da Europa, reza o seguinte:

    "He looked as a spanhwk his eyen
    him need not hs colours for to dye,
    with brasil; no with grain of Portugal."

que, na tradução para português, de Maria da Glória de Vasconcellos, nos revela o que embaixo transcrevemos e que é, indiscutivelmente, muito elucidativo:
    "Ele olhou com os olhos de falcão
    agora com Brasil não faltam;
    para Portugal cores para tingir
    sem sementes."

No "Magagion" do ano de 1376,R. of Taliensen, XII, 144), consta "...and Brazil of Portugal" . Portanto, essa era a expressão inglesa para definir essa área das terras da grande placa continental sul-americana que os portugueses colonizaram mais tarde : "... o Brasil de Portugal!".

Raquel de Souza cita ainda navegadores que deixaram referências escritas sobre a existência do Brasil: Em 1375, um cartógrafo de Maiorca foi enviado ao Vaticano pelo rei Carlos V, da França, com a missão de copiar, corrigir e ampliar o mapa português original, de acordo com alterações feitas entre 1343 e 1375. Essa carta geográfica encontra-se na Biblioteca Nacional de Paris (vidé Etnografia, 11, 132.c.XVI) podendo nela ser vista a ilha de Brasil, sua formação e localização geográfica na América do Sul. No British Museum, em Londres, encontra-se o mapa-múndi de Ranuulf Nyggeder, datado de 1360, onde consta já inscrita essa "Ilha do Brazil". Sua posição é idêntica à do mapa do rei de França, Carlos V. O Brasil também é mencionado em outras três cartas geográficas: a de Andreia Bianco; a de Becchario e a de Nicolo Zeno.
No século XIV, os planisférios dos cartógrafos Solleri, Mediceu Branco e Pinelli já mostravam uma ilha Brasil, situada sempre a ocidente do arquipélago dos Açores. O renomado historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda era de opinião que a origem de tal nome é uma lenda céltica que fazia referência a uma "terra de delícias" envolvida em núvens. Mas a primeira carta geográfica onde aparecem referências inequívocas ao Brasil real é o mapa de Cantino, no qual se podem ver papagaios, florestas e o contorno do litoral brasileiro - terra de Pindorama, como era denominada pelos índios - , desde o norte ao sudeste. Um cartógrafo português, cuja traição foi descoberta tardiamente mas punida com a pena capital e seu sobrenome e o de todos os seus descendentes condenado ao perpétuo olvido, tê-lo-ia vendido em 1502 ao espião italiano Alberto Cantino, o qual o enviou secretamente ao seu senhor, o duque de Ferrara, que por esse documentou pagou uma soma muito avultada. Oficialmente, porém, as únicas viagens de espanhóis e portugueses ao Brasil até áquele ano haviam sido as de Vicente Pinzón, ao estuário do Amazonas, e a de Pedro Álvares "Cabral" (que apenas por concessão real assim era chamado pois não sendo ele filho primogênito, na verdade o direito consuetudinário a tal não autorizava nesse tempo) até onde hoje é a Bahia. Como explicar, então, esse minucioso desenho do litoral brasileiro desde Cabo Frio até ao Amazonas?! Conseqüentemente, já existia então um conhecimento seguro da configuração litorânea dessas terras a oeste do Atlântico. Além de 4 000 quilômetros do litoral brasileiro aparecem nesse mapa a Flórida, a Terra Nova (hoje Canadá) e a Groenlândia. Historiadores portugueses dos nossos dias como Luciano Pereira da Silva e Jorge Couto são de opinião que o judeu sefaradic converso Duarte Pacheco Pereira, o mesmo que tinha sido negociador do Tratado de Tordesilhas e autor do "Esmeraldo de Situ Orbis"(1505) deixou indícios de que estivera no Brasil cuja costa do Maranhão e a foz do rio Amazonas teria visitado quatro anos após a assinatura do precitado tratado, ou seja, em 1498. Ele (que foi um dos capitães da expedição comandada por Pedro Álvares Cabral) teria recebido a incumbência real de explorar a Ilha do Brasil identificando suas coordenadas astronômicas. No "Esmeraldo do Situ Orbis", Pacheco afirma que "é achada e navegada uma tão grande terra firme com muitas grandes ilhas adjacentes a ela que se estende a setenta graus de ladeza da linha equinocial, contra o pólo ártico". Entre essa versão e o facto guardavam rigoroso sigilo os sucessores dos monges cavaleiros Templários, ou melhor, os cavaleiros da Ordem de Cristo, financiadores e patrocinadores dessas expedições que deram sumiço aos documentos comprometedores. A eles se ficou, afinal, devendo, sob o comando do grão-mestre Infante D.Henrique, a grande gesta ultramarina lusitana, em sua épica arrancada. Por isso, as caravelas e as naus exibiam em suas velas redondas a Cruz dita "de Cristo", símbolo da extinta Ordem primeva... cujos sobreviventes da "grande queima" da Inquisição que, sob a acusação de heresia, em Paris assassinou 500 monges cavaleiros num só dia; portadores de uma parte do tesouro da Ordem, teriam eles sido acolhidos e protegidos pelo genial rei D.Diniz que providenciou a criação da nova face da instituição, alojando-a no Castelo de Tomar, com o beneplácito do Papa de Roma a quem o monarca português devia obediência.
Um outro personagem que não pode nem deve ser esquecido no meio deste imbróglio ainda não esclarecido, é o célebre Mestre João... Se Pero Vaz de Caminha foi o cronista da célebre CARTA, Mestre João foi o cartógrafo e o primeiro a descrever a navegação, por meio de instrumentos, e a dizer onde estava o Brasil. Ao crepúsculo de 1º de Maio de 1500, sob a luz bruxuleante de uma candeia, ele pegou a pena e redigiu o seu relato, breve e conciso, que viria a ser a única prova da sua participação na aventura.... A certidão de nascimento do Brasil, escrita por Pero Vaz de Caminha, ficaria perdida até Fevereiro de 1773, ano em que foi redescoberta pelo guarda-mor da Torre do Tombo, José Seabra da Silva. Mas a carta de Mestre João, essa, só seria encontrada em 1843 pelo historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagem, também no meio da papelada imensa da Torre do Tombo. Desde essa altura iniciou-se uma pesquisa polémica em torno desse tal Mestre João... Quem fora ele? Por que escreveu essa carta em espanhol e não em português? Seu nome era João ou Juan? Seria ele um tal mestre João Menelau citado em outras crônicas quinhentistas?
O historiador português Sousa Viterbo chegou à conclusão de que Mestre João era Joam Farás, bacharel em artes e medicina, físico e cirurgião particular do rei D. Manoel I, O Venturoso. Esse Joam Farás era um judeu converso natural da Galíza, em Espanha, e crê-se que tenha se fixado em Portugal por volta de 1485, tendo sido o tradutor do livro De Situ Orbis (Uma Descrição do Mundo) escrito em latim clássico, no século I d.C., pelo geógrafo romano Pompônio Mela, nascido na Península Ibérica. Foi devido a essa tradução que Sousa Viterbo conseguiu identificar Mestre João, também astrônomo de D. Manoel que diariamente queria saber o que lhe revelavam os astros... Mas, qual é, afinal, a relação existente entre esse Mestre João e a "descoberta" do Brasil? É que ele, na tal carta que enviou ao rei D. Manoel, escreveu o seguinte: " Mande Vossa Alteza trazer um mapa-múndi que tem Pero Vaz Bisagudo e por aí poderá V.ª ver o sítio desta terra; mas aquele mapa-múndi não certifica se esta terra é habitada ou não; é mapa antigo e ali achará Vossa Alteza escrita também a (fortaleza da) Mina".
O historiador português Carlos Malheiro Dias, em 1921, descobriu em velhos documentos um Pero Vaz da Cunha " d´alcunha Bisagudo, capitão-mor da armada de vinte galés enviadas "com muita e luzidia gente, assim d´armas como oficiais, para a construção da fortaleza da Mina". Embora Bisagudo haja realmente existido, ignora-se que mapa era esse ao qual o Mestre João se referiu, sabendo-se apenas que a cartografia da época mostrava usualmente dezenas de ilhas misteriosas e lendárias, sendo uma dessas, havida como uma espécie de "paraíso perdido", chamada de Hy Brasil., que já aparecera noutros mapas importantes como os atrás destacados, um dos quais do genovês Andréa Bianco, em 1448, e ainda outros como o do médico e astrônomo florentino Paolo Toscanelli, em 1474 - que inspirou Colombo, ao que parece também judeu português, Colon, e não genovês, a buscar as Índias pela rota do oeste.
O mapa do almirante turco Piri Reis, idem, e no primeiro globo idealizado, em 1484, pelo alemão Martim Behaim, outro judeu, como quase todos eles o eram, o Brazil não foi esquecido...
Em Outubro de 1969, em Viena de Áustria, aonde nos deslocáramos em visita oficial, a convite do governo federal e da Prefeitura Municipal da capital austríaca, tivemos a companhia do então jovem catedrático Prof. Doutor Günther Hamann, ao tempo director do Centro de Estudos Históricos da Universidade de Viena, que acabara de editar a sua monumental obra, em alemão, jamais traduzida para a língua portuguesa, dedicada aos Descobrimentos Ibéricos e em particular aos dos Portugueses que aquele renomado historiador admirava em particular chegando ao ponto de considerar que esses feitos só encontraram paralelo na recente conquista da Lua por astronautas da NASA e que se alguma vez seu país viesse a ser de novo anexado por uma potência estrangeira, a nacionalidade que ele desejaria adotar seria... a Portuguesa. O Prof. Hamann referiu-se-nos também à redescoberta do Brasil observando que esse feito de Cabral simbolizara somente a oficialização política do que já fôra descoberto de facto, vários anos antes, por navegadores lusitanos... Destacou a política de "segredo" que então se praticava e a espionagem que genoveses e espanhóis tinham organizado em Lisboa.
Esse volumoso e inédito Tratado sobre os descobrimentos ibéricos, editado pelo CEH da Universidade de Viena, jamais, que nos conste, foi traduzido para português ou espanhol e demandara dez anos de pesquisas aturadas que lhe renderam enorme prestigio internacional, a ponto de haver sido convidado para se deslocar à cidade do México e a Moscovo para proferir conferências a respeito do conteúdo da sua monumental obra que... apesar de contemplada, simbolicamente, em Portugal, com o Prémio Camões, salvo erro, nos idos da década de 1970, não lhe mereceu um convite para visitar o PAÍS COM O QUAL ELE SONHAVA ... apesar da informação que fizemos à chegada a Lisboa, para o então ministro das Colônias Dr. Joaquim Moreira da Silva Cunha.
Pela primeira vez divulga-se com este modesto apontamento, o prospecto que o Prof. Hamann nos deu quando jantamos juntos na véspera da nossa partida da Áustria. Recordamo-nos que então ele nos manifestou o desejo que o animava de algum dia lecionar na Universidade de Luanda, agora Universidade Agostinho Neto...

Carlos Mário Alexandrino da Silva
São Paulo, Brasil, 25 de Novembro de 2001

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