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Quebeque interessada em portugueses indocumentados

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O primeiro-ministro do Quebeque manifestou o "grande interesse" da província em criar um projecto-piloto que absorva parte dos trabalhadores portugueses indocumentados no Ontário, revelou hoje à agência Lusa o embaixador de Portugal.

 

João Pedro da Silveira Carvalho falava à Lusa, após o encontro que manteve hoje com o chefe do Governo do Quebeque, Jean Charest. Um dos temas focados foi a ideia da província criar um projecto-piloto que permita aos portugueses indocumentados no Ontário deslocarem-se para o Quebeque e ali trabalharem.

"O primeiro-ministro Jean Charest expressou-me o grande interesse do Quebeque em criar esse projecto-piloto, que consistiria no compromisso de receber portugueses que estejam indocumentados e disponíveis para trabalhar no Quebeque, por um período de três a cinco anos, num sector de actividade. Após esse período, poderiam legalizar em definitivo a sua situação, sem sair do país", salientou.

Nesse sentido, "Jean Charest anunciou-me que iria incumbir um ministério seu de, com celeridade, fazer estudos sobre a viabilidade e materialização dessa proposta, e efectuar contactos a nível federal a fim de saber da sua aceitabilidade", declarou o diplomata português.

O possível incremento das relações económicas bilaterais foi outro dos grandes temas abordados entre Charest e Silveira Carvalho, a par da relevância da língua portuguesa e do contributo da comunidade portuguesa no Quebeque.

"O primeiro-ministro Jean Charest elogiou muito a comunidade portuguesa residente na província", salientou o diplomata.

O gabinete do primeiro-ministro do Quebeque confirmou à Lusa o encontro decorrido na Cidade do Quebeque, de Jean Charest com vários embaixadores europeus, entre os quais o português.

Informou ser, porém, "uma reunião fechada aos media" e que Charest não prestaria declarações públicas no final.

A concretização do projecto-piloto no Quebeque ajudaria a solucionar a situação de centenas de portugueses que permanecem clandestinos e ilegais no país, sendo muitos deles alvo de deportação quando detectados pelas autoridades.

"A comunidade portuguesa de Toronto continua a viver o drama das deportações", disse à Agência Lusa Peter Ferreira, conselheiro em imigração.

"Nada mudou. Os portugueses continuam a ser deportados às centenas. A diferença é que agora não se fala tanto nisso", frisou.

Este português conselheiro em imigração há 32 anos e membro da comissão consultiva da Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá, adiantou que o ministro federal que tutela os serviços de fronteiras, Stockwell Day, e a ministra canadiana da Imigração, Diane Finley, anunciaram a "intenção de reforçar as deportações em todos os grupos étnicos. Por aí, já estamos a ver que os portugueses estão incluídos".

"Até agora, o Canadá estava a fazer 11 a 12 mil deportações por ano", apontou.

Questionado sobre o anúncio feito na quinta-feita, em Ponta Delgada, pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, segundo o qual, em 2007, o Arquipélado apenas recebeu 38 deportados do Canadá, Peter Ferreira não conseguiu conter o riso e comentou: "Gostaria de saber a fonte, se são números da Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá ou se são do Governo açoriano".

"Só do meu escritório [de aconselhamento em imigração] estamos a ter cerca de 30 deportados portugueses por ano. E quanto a todos os outros escritórios?", questionou.

Peter Ferreira justifica ser necessário destrinçar a fonte daqueles números, porque "a Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá já não está dar informações" e isso dificulta às autoridades portuguesas saber os números reais de deportações.

Além disso, salientou, "o Canadá só é obrigado a notificar Portugal no caso de deportações por razões criminais e não nos casos de imigrantes sem documentos".

Por outro lado, só uma margem mínima de portugueses em vias de deportação se tem dirigido aos serviços diplomáticos portugueses a pedir auxílio para o repatriamento, pois "sentem vergonha", disse.

"Sabemos que até de Fevereiro de 2006, a média anual de portugueses deportados do Canadá era de 150 a 200. Isso são dados que o próprio Consulado-Geral de Portugal em Toronto tem", garantiu.

"Actualmente, o facto de os serviços de fronteiras não fornecerem dados parece ser um indicador de que as deportações tenham aumentado após aquela data. Não acha que os dariam se só fossem 38?", perguntou.

A Lusa instou também a recém-eleita conselheira da Comunidade Portuguesa de Montreal, Clementina Santos, a pronunciar-se sobre as ideias transmitidas pelo embaixador português a Jean Charest, com vista a viabilizar a entrada de emigrantes portugueses.

"Todas as vias para ajudar os portugueses que estão ilegais no Canadá a obterem estatuto legal devem ser tidas em conta", afirmou ela.

"Um possível projecto para facilitar a vinda de portugueses de Toronto para o Quebeque teria de ser muito bem estudado, pois eles já estão enraizados e podem ter a barreira da língua e teria também de ser concertado com a legislação federal [de imigração]", advertiu.

Sobre a barreira da língua, Clementina Santos referia-se ao facto de a língua oficial [de trabalho] no Quebeque ser o francês e não o inglês, como acontece no Ontário.

O embaixador português está a efectuar até domingo uma visita de trabalho ao Quebeque, que inclui encontros com membros da comunidade portuguesa em Montreal e Laval, autarcas portugueses e responsáveis do Governo provincial.

 

 
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