Algarve ou Allgarve? |
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Como é uma questão de lusofonia, ou seja, de linguagem de matriz lusófona, aqui fica uma reflexão para um eventual debate. O deputado social-democrata Mendes Bota questionou o Governo português sobre o que este está a fazer quanto à utilização indevida, segundo o deputado, da palavra Algarve por parte dos espanhóis. Segundo o deputado português, eleito pelo círculo eleitoral da província mais austral de Portugal, uma empresa – ou entidade – de Ayamonte está a publicitar (ou propagandear – antigamente em técnica de vendas, chamava-se, propaganda e não publicidade –, agora…) um campo de Golfe como estando inserido no Algarve espanhol. Ora o deputado português considera uma apropriação inaudita, ou utilização abusiva, esta atitude espanhola e, embora considere os dois países ibéricos irmãos – ele lá sabe porquê – quer manter a actual linha fronteiriça " por mais algumas centenas de anos". Para o deputado português não faz sentido que os promotores chamem de Algarve Espanhol como nunca faria sentido que se propalasse uma Andaluzia Portuguesa. Até poderia concordar com a tomada de posição do deputado português Mendes Bota, se… e aqui entra o velhinho pronome reflexo de tão inquestionáveis reflexões. Seria admissível e pertinente se Portugal não tivesse dado o primeiro passo ao chamar à sua província mais meridional de… ALLGARVE! Ora, se Portugal abandonou a denominação ancestral e se, eventualmente, se esqueceu de registar a antiga expressão “Algarve” no registo de patentes intelectuais e culturais lógico será que os espanhóis que têm do negócio, principalmente turístico, uma perspectiva claramente mercantilista e sabendo como a palavra “Algarve” vende, utilize-a para vender uma imagem. Logo, senhor deputado, enquanto Portugal não abandonar a peregrina e absurda ideia de chamar à sua mais meridional província ALLGARVE é melhor deixar-se ficar sossegado e ver ingleses, alemães, holandeses e afins visitarem o novo… Algarve! Se há algo para questionar, senhor deputado Mendes Bota, não serão os espanhóis pela utilização “abusiva” mas o Governo de Portugal e mais quem redenominou o Algarve. Cá por mim vou continuando a afirmar, cada vez que desço àquela região portuguesa(?) que visito o território africano mais setentrional do Continente. Sempre me sinto mais próximo do Continente que, realmente, mais parece defender a Lusofonia, a nossa mátria, como bem relembra o meu ilustre amigo e patrício Jorge Eurico, ou a nossa pátria, nas palavras de Hélder Vaz, da CPLP… 3/Jun/2008 Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
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