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MÃE: UMA ETERNA LIÇÃO DE ESPERANÇA

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MÃE: UMA ETERNA LIÇÃO DE ESPERANÇA 

 

Os jornais e as manchetes nunca cansam de demonstrar a coragem e a altivez daquelas que, pela condição de mãe, são capazes de fazer qualquer coisa por seus filhos. As Ciências Humanas, entre elas a Filosofia e a Psicologia, atestam que ela é capaz de conter um veloz caminhão para não ver seu pupilo atropelado; ela renuncia as madrugadas e os dias teimosamente esperando a melhora do seu bebê internado numa unidade de tratamento intensiva (UTI), ainda que conhecendo a gravidade e a profundidade das doenças incuráveis, ela acompanha seus filhos, à espera de uma alteração no quadro clínico, aguardando pacientemente um diagnóstico de cura para o seu descendente.

Em função da possibilidade de rever seus filhos, todos na casa podem dormir; ela nem tosqueneja, ansiosa por reencontrá-los e beijá-los. Ela enfrenta a polícia e qualquer outra autoridade para defender “suas crianças”, ainda que sabendo que elas estão erradas; ela é capaz de fazer qualquer loucura para proteger “a razão do seu viver”; ela critica, elogia, aplaude, dá recomendações, pois a mãe quer, de corpo, alma e espírito, o bem de cada um de seus filhos; e quando ela fala aquelas amargas verdades que nos corroem o âmago, mais sofre intensamente por dentro do que quem as ouve.

Mãe não é fácil de ser definida. Não tem medo de dizer “sim” enquanto todos apregoam “não”; possui, muito mais do que o pai, uma capacidade de enfrentar o risco, a tragédia, a fome, a pobreza, a vergonha, que a vida paradoxalmente reserva, em virtude da incerteza da existência humana. No extremo da miséria, a mãe é muito mais guerreira, além de destemida, do que muito de nós. Não é a toa que a presença dela nos hospitais ao lado dos filhos, nas igrejas, nas visitas aos filhos encarcerados, nas filas das sopas, é mais intensa do que a presença masculina.

Com efeito, o maravilhoso Deus, engendrou o homem no sexto dia da criação, o qual se sentiu sozinho e logo Lhe pediu uma companheira. Assim o Eterno Criador ofereceu a Adão, e a todos os homens posteriores, através de Eva, a chance de conhecer essa guerreira de todas as horas e de todos os dias: a mulher, a eterna protetora.Misericórdia, mistério, milagres, Maio, Maria, todas essas palavras, em Português, iniciam-se com “m”, a primeira letra da palavra “mãe”, “mulher”. Ela é capaz de suportar a indiferença masculina quando este foge para não assumir uma gravidez indesejada; ela agüenta a dor e a morte na hora do parto; sustenta, embora chorando por dentro, ver a despensa vazia e o olhar triste dos filhos famintos perante a mesa; ela tolera, ainda que morrendo por dentro, o divórcio, quando rejeitada, substituída e abandonada pelo cônjuge; ela suporta, embora em desespero e quase sucumbida, a morte dos filhos; ela tolera tudo e a todos pelo puro sentimento de amor.Enfim, não importa a escolaridade, a religião, a cor, a etnia, a classe social dos filhos; quando nós nos sentimos abatidos, carentes ou cabisbaixos, recorremos aos abraços e colo daquela que nos gerou e, por um breve instante, sentimo-nos consolados e protegidos como se estivéssemos retornando ao lugar mais abençoado e tranqüilo do mundo: o útero de nossa progenitora. Pai há muito; entretanto, mãe, só tem uma, pois ela abdicou da própria beleza externa e física, suportou as dores e as humilhações, somente para nos ver nascendo, chorando, correndo, existindo. Não é à toa que o Maravilhoso Criador assim decretou a respeito dela: “Que nasça os filhos e filhas de um ser corajoso; e se alguém dela ousadamente se esquecer, ao levar as mãos aos olhos, durante o choro, que possa vislumbrar o “m” estampado em cada mão, e relembrar daquela que, assim como Eu, escolheu-te como filho amado, como filha querida”. Parabéns as nossas queridas mães. E, por mais um ano, nós filhos do mundo inteiro repetimos uníssonos: “Obrigado, mãe, pela confiança em nós depositada”. 

BENEDITO LUCIANO ANTUNES DE FRANÇA (BENÊ FRANÇA) – 34 anosMestre em Filosofia. Professor Titular de Filosofia da EE João Franceschini, em Sumaré/SP, e Professor Associado da Faculdade de Tecnologia de Americana (FATEC – Americana/SP), Brasil.http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4794252A5http://lattes.cnpq.br/0434923849368793


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