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Estar gravemente doente em Portugal

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Em Portugal o cidadão que se encontra doente debate-se com um verdadeiro dilema – recorrer a um serviço público ou a uma clínica privada?

 

No serviço público, por enquanto, encontram-se os médicos mais bem treinados e com mais experiência e os melhores equipamentos, principalmente se se trata de um caso grave. Porém, uma vez o doente transferido para uma enfermaria a situação muda radicalmente; deixa de ver o médico e as enfermeiras a seu lado e sente-se abandonado e esquecido. A visita médica faz-se de manhã nos dias de semana e nas restantes horas e nos fins-de-semana fica entregue aos familiares ou aos amigos para o ajudarem a virar-se na cama, a ir à casa de banho, a mudar de roupa, a fazer a barba, a comer e muitas outras tarefas que sozinho nunca conseguiria fazer. Os enfermeiros e os auxiliares de acção médica, muitas vezes sobrecarregados nos horários, não têm tempo nem motivação para estes gestos de humanidade. As informações são escassas e muitas vezes dadas de má vontade e na defensiva como se os familiares fossem autênticos destabilizadores. A falta de coordenação entre serviços é notória e os doentes passam horas, por exemplo, nos corredores à espera para fazer uma radiografia ou ecografia, muitas vezes completamente abandonados até que sejam chamados. São nestas situações que os doentes pensam nas Clínicas, com quartos particulares, onde poderiam ser, noite e dia, acompanhados pelos familiares que lhe dariam o carinho e a ajuda de que tanto precisam. O problema é que em termos médicos e de enfermagem o abandono ainda pode ser maior. Se alguma complicação acontece o médico está ausente e demora a chegar e o número de enfermeiros por doente é muito menor. Muitas vezes é o INEM que o tem que ir buscar para ser atendido de urgência num hospital público. E o círculo, da indecisão e da aflição, fecha-se na mente do doente e dos familiares! Este dilema só poderá ser ultrapassado quando houver médicos em exclusividade em ambos os sectores e trabalho de equipa entre todos os profissionais da saúde, porém isto não é exequível no nosso pais. Não há médicos nem enfermeiros suficientes e sobretudo não há dinheiro para pagar tantas horas de trabalho qualificado. Não vale a pena criarem novos hospitais públicos ou privados que a situação não se irá modificar nas próximas décadas. Poderá, quando muito haver, aqui e agora, um espaço para um verdadeiro e generalizado voluntariado mas até neste aspecto a máquina montada não está preparada nem consegue absorver tantas boas vontades que, felizmente, ainda existem. Até neste aspecto falta o tal trabalho de equipa em que médicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica e voluntários pudessem colaborar e humanizar os cuidados prestados. Em vez disso quase tudo se faz por iniciativa individual e muitas vezes em clima de suspeição. Encaremos todos estes problemas de frente, porque se trata também de um problema grave de cidadania, sem medo e sem demagogias e tentemos todos suavizar a vida dos doentes internados nos nossos hospitais. Amanhã poderemos ser nós, pobres ou ricos, a passar por estas aflições!

José Dias Egipto

  05 Set 2008 


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