Todos os países da lusofonia
Advertisement

A Vítima Perfeita

PDF Imprimir e-mail
  A Vítima Perfeitapor Márcio Renato Bordin Quando noite, nossos demônios se libertam, as mascaras caem, fantasias se desmancham, somos quem não somos, somos quem realmente somos, anjos se tornam putas, marmanjos e valentões choram sozinhos como crianças perdidas. Quando noite, nossas verdades se viram contra nós, abraçando-nos ou nos batendo, beijando-nos ou nos castigando. Na noite estamos sozinhos e não há ninguém para nos proteger.     É na noite que Atreyo sai à caça, um noctâmbulo filho da lua como ele mesmo se autodenomina, um rapaz, bonito, cabelos e olhos negros que se contrastam com suas vestes sempre escuras; “um homem de negro é um homem sem destino” é sua resposta quando questionado pelo seu gosto por roupas escuras, e é assim que ele vaga pela noite afora, sem destino ele vai de bar em bar, de boate em boate, à procura da vitima perfeita, uma bela mulher para alimentar sua fome insaciável, seu desejo por conquistas, sua gana por prazer, ele vaga, em cada parada seus olhos quase hipnóticos procuram por olhos carentes de hipnose, os olhos revelam o que há no coração e Atreyo procura por um que esteja pedindo para ser conquistado. Já são quase 4h da manhã e apesar de já ter estado em quase todos os points noturnos da cidade, ele ainda não encontrou sua vitima perfeita, logo o sol nascera e ele precisa ir embora, mas resolve tentar em um último local, uma boate recém-inaugurada chamada Anjos & Demônios, um nome perfeito para os caçadores noturnos. Ele entra e caminha direto para o bar, pede um martíni enquanto seus olhos percorrem todo o local. No centro da pista de dança estava ela, uma jovem de longos cabelos negros encaracolados, balançando seu belo corpo, como  se sua dança fosse um ritual de conquista, Atreyo percebe que todos em volta da jovem estão completamente paralisados, observando todos os movimentos da bela morena, que sobe e desce sem parar, girando, rebolando, em total frenesi, os flashes congelam seus movimentos, aumentando ainda mais o efeito da dança sobre todos em sua volta, homens e mulheres a desejam outras a invejam, mas cada vez que girava seus longos cabelos negros no ar, é Atreyo que seus olhos procuram, porém ele é um caçador fascinado por conquistas, apesar de também sentir uma enorme atração pela sensual dançarina, não é o que ele procura, ela já demonstrou interesse pelo rapaz e o que satisfaz a gana desse jovem é saber que ele conquistou, procura por alguém que não se demonstre interessada de início, mas acabe se rendendo ao decorrer da conversa ou dos olhares, para ele isso é mais satisfatório do que o prazer por sí só. Garotas que não necessitem serem conquistadas sempre deixam a sensação de que falta alguma coisa. A jovem continua seu ritual luxurioso, mas os olhos do rapaz voltam à vasculhar o local e de repente avistam sentada em um sofá no fundo da boate, em um ambiente mais escuro que o resto do local, outra bela jovem morena, sozinha, olhos tristes recaídos sobre a mesa em sua frente. Era a única no local que não estava dominada pela dança da primeira jovem. Esta é a vítima perfeita, ele pensa. Se aproxima da jovem e maliciosamente pergunta se pode sentar ali também, a jovem responde com um leve sinal de positivo com a cabeça, sem nem sequer olhar diretamente para Atreyo. Ele se senta e quando prepara sua lábia para atacar a moça o olha nos olhos e pergunta por que ele não estava babando por sua irmã igual à todos os outros ali.- É sua irmã. - Atreyo pergunta olhando para a dançarina que ainda o observa sem parar.- Sim, é, minha irmã mais velha, veja como estão todos de boca aberta à vendo dançar, não sei como você também não está lá no meio deles.- Ela não faz exatamente o meu tipo, gosto de beleza natural, assim como você. Sem muita maquiagem, sem usar roupas escandalosas e é a mais bonita da noite.A jovem esboça um leve sorriso com o galanteio do rapaz, o que o faz perceber que está alcançando sua meta.- Ela deve estar frustrada com isso, é acostumada a ter sempre todos aos seus pés.Após alguns minutos de conversa a jovem abandona sua postura triste do início e já começa a rir com os elogios de Atreyo. Ele realmente sabia como seduzir uma mulher e essa já estava na dele, porém se sentia perturbado com o olhar da dançarina que ainda o observava só que dessa vez o olhava com certa raiva. Usando o argumento de sair da vista da irmã dançarina ele pergunta se a moça quer trocar de sofá, sentando em um que está posicionado de costas para a pista de dança, assim ele poderia ser mais ousado nas investidas em sua mais nova conquista, ela aceita, o que lhe dá a oportunidade de começar a lhe acariciar o rosto enquanto fala, testando até onde ela o deixaria ir, a jovem não o impede, a cada nova palavra, Atreyo se aproxima mais e mais da garota, acariciando sem parar seu rosto, olhando o colo da jovem, parece que o convidavam, ele sem pensar duas vezes aceitou o convite feito em silêncio e se lançou à um beijo no pescoço da jovem, ela não o adverte, Atreyo continua beijando e mordiscando o pescoço da garota enquanto suas mãos começam a percorrer todo o belo do corpo. Quando ele tenta abrir os botões do simples vestido da moça, ela reluta de início mas acaba deixando-o que lhe toque os seios, beija-lhe a boca carnuda e volta para o pescoço da jovem, sentindo aquele cheiro que o enlouquece, cheiro de fêmea no cio, cheiro de sexo, quando Atreyo novamente mordisca o pescoço da bela jovem, sente duas doloridas picadas em seu pescoço, seu sangue começa a escorrer para seu peito, assustado ele se afasta da jovem e a vê com os belos lábios cheios de sangue, sangue que também ensopava parte de se vestido e seus belos seios ainda à mostra. Atreyo começa a perder a visão, sente-se fraco, mas consegue ouvir os aplausos vindo de suas costas, ele se esforça para olhar e ver que todos agora o cercavam, todos com enormes caninos na boca aplaudiam e gargalhavam vendo Atreyo perdendo todo seu sangue e a dançarina à frente dos malditos espectadores era quem mais aplaudia e com uma certa ironia, riu parabenizando a jovem pela conquista, que responde:- Eu te disse que a vítima perfeita é aquela que procura por seu caçador, e quanto à você Atreyo, não se preocupe, eu não o condenei a vida eterna, não lhe tirei sangue suficiente para isso, não sou tão má assim, minha irmã é quem gosta de colecionar súditos, eu dou às minhas vítimas o destino que eu queria para mim, mas me foi negado o direito de morrer e descansar em paz, você irá sangrar até morrer e nem precisa me agradecer por isso, agora precisamos ir, o sol já está nascendo. Boa noite querido...descanse em paz...Atreyo a ouve dizer enquanto sua vida lentamente deixa seu corpo.- A vítima perfeita é aquela que procura por seu caçador...
Acrescentar como Favorito (385) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 3380

Seja o primeiro a comentar este artigo
Coemntários RSS

Só utilizadores registados podem escrever comentários.
Por favor faça o login ou registe-se.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >

Investir em Portugal Investimentos em Portugal
Aconselhamento e apoio ao investimento estrangeiro em Portugal



 
| cheap car hire