Ele está connosco |
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Não deixa de ser interessante constatar que o nome Obama significa, numa das línguas do Irão, “ele está connosco”.
Os países Árabes, por outro lado, vão ter na Casa Branca um presidente com o nome "familiar" de Hussein. Estes factos simbólicos vão criar, inevitavelmente, um clima de desanuviamento inicial entre duas partes do mundo que têm estado em conflito aberto, político, militar e religiosos, nos últimos anos. A autoridade “moral” de Obama é neste momento indiscutível e se conseguir cumprir o seu projecto político, poderá trazer ao mundo uma nova era de paz e de mais justiça. Muitos analistas, da direita e também da esquerda, quiseram logo quebrar as esperanças de muita gente, enfatizando as dificuldades que ele vai enfrentar nos campos económico, social e mesmo militar, trazendo para o debate a tese que vão ser as circunstâncias que vão nortear a politica dos Estados Unidos da América (EUA) e não a vontade de um homem que, ainda por cima, dizem ser vaidoso e arrogante. Outros, mais ideologicamente marcados, não conseguem sequer imaginar que dos EUA possa vir algo de positivo e progressista, tal é a sua ancestral cegueira intelectual. Neste momento é preciso acreditar que tudo pode ser diferente do que até aqui e que esta crise pode ser uma oportunidade única para mudar os paradigmas da economia e da política a nível global. Obama não é nenhum deus nem deve ser idolatrado, mas traz consigo trunfos que nenhum outro presidente foi capaz de trazer nas últimas décadas. Um desses trunfos, curiosamente, convém não o subestimar, é o seu próprio nome! José Dias Egipto 22 Jan 2009 Acrescentar como Favorito (394) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 3868
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