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Uma Nova Renascença precisa-se!

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Há cem anos, aproximadamente, nasceu o movimento cívico da Renascença Portuguesa, encabeçado por personalidades de grande craveira moral e intelectual como Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, Jaime Cortesão, entre outros.

 

O seu grande desiderato era a educação do povo português fundamentalmente nas vertentes artísticas, literárias, politicas, económicas e religiosas. Publicaram-se várias revistas por todo o país, promoveram-se colóquios e encontros vários, criaram-se cursos com lições públicas no âmbito das Universidades Populares. Nessas aulas ensinava-se História de Portugal, Literatura Portuguesa, Biologia, Botânica, Filosofia, Física entre muitas outras áreas do saber. Eram homens cultos, bons e generosos, preocupados com o atraso cultural e civilizacional do nosso país, que se entregavam gratuitamente a essa tarefa hercúlea de nos levantar do chão da História. Hoje, passados cem anos, poderemos perguntar se o pais não precisará de outra Renascença, quiçá mais enérgica e duradoira que a primeira, tal é o pântano da apatia em que estamos mergulhados. Estou certo que os mais lúcidos concordarão com esta necessidade porém também compreenderão da dificuldade desse fenómeno social acontecer; é que já não há gente daquela fibra e daquele desapego! Os nossos intelectuais estão todos entrincheirados nas cátedras das Faculdades e não querem ou não podem vir para a praça pública, com total desinteresse material ou partidário, espicaçar as mentes dos portugueses pondo-os a pensar e a agir. Vivemos tempos cinzentos e baços, que já tivemos no passado, e não podemos deixar que os homens íntegros e idealistas – que ainda os há, talvez em menor quantidade – possam dizer, como o disse o grande Unamuno, que em Portugal há um sentimento trágico da vida e que o português é um povo de suicidas pela ausência de um ideal nacional; ou como o saudoso poeta Manuel Laranjeira, seu amigo aliás, que terá dito, antes de se suicidar, que aquele tempo estava de tal forma que só lhe restava estar calado!

 José Dias Egipto

14 Abr 2009


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