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EDUCAR PARA A AUTONOMIA (Parte I)

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Em decorrência das novas ideias pedagógicas, influenciadas pelas permanentes mudanças no mundo do trabalho, nas legislações e nas concepções de família e de Estado, observamos alterações significativas na compreensão do que hoje é educação e de como o processo de ensino e de aprendizagem deve ser efetivado. Não há respostas prontas nem definitivas; na verdade, há mais especulação do que reflexão orgânica e sistemática em si, pois estamos convivendo cotidianamente com estas transformações.

A nova LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) n.º 9394/1996, vigente no Brasil, especifica que a educação é um “dever” simultâneo da família e do Estado. Dessa forma, ela não só começa e termina na escola, mas se prolonga entre a casa, abrigo da família, e a escola, instituição de ensino do Estado, perpassando pelas ruas, o espaço social das relações humanas, fundamentando-se nos direitos individuais e nos deveres coletivos. Portanto, educar é responsabilidade de todos. Por outro lado, com muitas exceções, a família também está mais presente, fruto do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), Lei 8069/90, que explicitou a responsabilidade dos pais no processo de formação dos filhos. Assim, se de um lado a escola tornou-se mais autônoma, na mesma medida e intensidade, o processo de ensino e de aprendizagem proposto possibilita uma educação mais autônoma e responsável aos educandos.            Ora, muitos pais e educadores confessam, ainda hoje, que a escola de outrora era mais rígida e de qualidade. Entretanto, todos sabemos, mediante consulta a dados específicos, que havia muitas exclusões, além das regras, intramuro, serem inquestionáveis. Diferente, o atual modelo de escola é mais inclusivo e dialógico, porquanto se pauta na liberdade, na solidariedade humana e, principalmente, na convivência pacífica entre as pessoas. Não sejamos alienados. Há problemas também neste novo modelo escolar. E muitos. Contudo, há mais desejo de acertar do que intento em suprimir a liberdade ou a livre expressão daqueles (as) que estão em processo de maturação fisiológica, psicológica e cognitiva.             

BENEDITO LUCIANO ANTUNES DE FRANÇA (PROF. BENÊ FRANÇA) – 35 anosMestre em Filosofia. Professor de Jornadas Temáticas I na Faculdade de Tecnologia de Americana (FATEC Americana), em Americana/SP, de Criatividade e Inovação na Faculdade de Tecnologia da Bragança Paulista (FATEC Bragança Paulista), em Bragança Paulista/SP, e de Filosofia na EE João Franceschini, em Sumaré/SP.
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