Minha amiga |
|
|
|
|
Tenho uma amiga inimiga das amigas minhas Tão velha, tão grosseira, um verdadeiro bronco Mora em mim, não a convidei e é proprietária De meu ser tomou posse e sem ela não vivo!
Quando na cama me deito, com aquelas carinhas Vem a desgraçada no meu leito feito tronco! Transforma o meu eu em mulher solitária Consome a mim e noite no meu quarto cativo
Me vira a cabeça, meu corpo reboliça Desassossego de horas, refém dos desejos Me esfrego no lençol meus eternos pecados
Aos poucos me entrego toda submissa Me abandona depois no leito como lampejos Desmaio de prazer num quarto todo bagunçado...
(Ademar Oliveira de Lima) Acrescentar como Favorito (256) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 2913
Só utilizadores registados podem escrever comentários. |
||||
| < Artigo anterior | Artigo seguinte > |
|---|








