Para aqueles que assim me julgaram morto |
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Morro um pouco á cada dia Sem saber do que estou morrendo Sinto as dores das feridas E o sangue morno escorrendo
O que é um corpo apodrecido Mesmo estando vivo nas lacunas do tempo? No coração cansado as cicatrizes De amores e vícios infelizes
Se estou morto, então de mim tão pouco resta Pois aqueles que me mataram Morrem todos os dias em suas angustias
E suas lágrimas frias não pouparão suas friezas Morro, mas também morrem comigo Profundamente apodrecidos em suas tristezas
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