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Marita

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Marita moça bonita, foi educada para o casamento, era o tipo moça prendada e ela se orgulhava de suas prendas. Leu todos os clássicos, bordava muito bem, costurava, fez curso de economia doméstica. Houve um tempo não muito distante que curso de economia doméstica existia. Na verdade, as moças da época eram casadoiras assumidas e o tal curso era para esperar marido. Marita casou com o namorado de infância, foi uma noiva linda e feliz. Sua casa era seu cartão de visitas, era linda. Tudo em sua vida foi perfeito, até o que não era para ser. Marita tirou tudo de letra e dava um banho. Receber era com ela, seus filhos eram lindos, educados. Sua vida foi perfeita durante algum tempo. Ela cuidava do casamento, era o tipo de mulher dos sonhos de muitos jovens de sua época, e viveu uma vida de sonho, e alguns pesadelos que ela soube ultrapassar. Mesmo nos momentos de dificuldade eles foram felizes. Isso durou até o marido de Marita conhecer um diretor de empresa e tornaram-se amigos. O diretor era casado e sua mulher não tinha nada que pudesse ser comparado com as qualidades de Marita. A senhora em questão não tinha traquejo social, coisa que levava o senhor seu marido ao desespero. Seus filhos eram mal educados, sua casa era de mau gosto e o senhor em questão era cascudo. Porem o marido de Marita tornou-se amigo do casal e o senhor cascudo passou a ser um exemplo para o marido de Marita. Os casais passaram a se freqüentar para desgosto de Marita. O novo amigo de seu marido só dava vexame, era um especialista em grosserias. Um caso perdido. Certa vez o casal saiu para jantar num simpático restaurante italiano e o amigo de seu marido passou parte da noite procurando criar caso. Foi grosseiro com o garçom e para chamar a atenção resolveu questionar a qualidade do queijo. Até a dona do restaurante foi solicitada para comprovar a autenticidade do queijo. O espetáculo foi deprimente até Marita no auge do mal humor pedir para a dona do estabelecimento trazer o queijo e mostrar de uma vez que era legítimo. A senhora em questão foi até a cozinha e alguns minutos após voltou ao salão com quatro garçons carregando uma mesa redonda onde reinava absoluto o mais saboroso dos queijos parmezon, pesando trinta quilos. Aquela cena fechou a noite com chave de ouro, porém o espetáculo não parou por aí. Outra ocasião o ilustre casal resolveu passar alguns dias em uma ilha paradisíaca e local muito caro. Marita foi a heroína da resistência. Sabia que o seu marido estava dominado pelo rei das profundezas e que se ela se recusasse a fazer o passeio, seu marido iria do mesmo jeito. Marita tentou dificultar a coisa alegando que deveriam levar os filhos; pois os filhos foram. Na chegada de uma praia particular para fazer a travessia de lancha, o amigo do marido de Marita determinou que ele seria o primeiro a fazer a travessia e como a maré estava violenta foi uma travessia demorada. Lá chegando foi oferecido o almoço; tudo perfeito, até o amigo resolver que queria jogar cartas, porque adorava jogar poker. O dono da ilha, senhor educado e comerciante, querendo agradar se ofereceu para jogar. Pois jogaram até o anoitecer e o senhor casando ganhou todas as partidas e pagou a estadia na ilha com o cheque do dono da ilha. Marita queria morrer, mas não morreu! E durante alguns anos aquela convivência perniciosa perturbou a paz de Marita e sua família. Marita se viu envolvida em um redemoinho sem volta. Os anos passaram, seu casamento foi se desmantelando porque seu marido que foi feliz um dia já estava achando que viver para sua família era uma droga, se distanciou da mulher, dos filhos, passou a jogar com o parceiro. Afundou-se no jogo e Marita se afastou do casal e do marido, até um dia de natal o tal amigo tirou o marido de Marita de casa e quando Marita se recusou a fazer aquele programa, o casal se contentou em levar o marido e Marita aprendeu que em determinados momentos da vida devemos ter cuidado com nossas escolhas porque um espírito mal pode dominar um espírito mais fraco e destruir uma família. Marita conservou sua família a duras penas e sabendo mesmo a distancia durante anos tudo o que o amigo do marido pode fazer para prejudicar o casal ele fez. E o mais triste é que Marita vivia muito bem, educaram os filhos porem sem qualquer ostentação, ao passo que o outro casal ostentava, alardeava e tinha muito dinheiro. Foi a primeira vez que Marita viu na vida uma luta tão desigual. A pessoa em questão queria apenas destruir um mundo que parecia tão perfeito! E inatingível!  N.A. – Nem sempre o narrador de uma história é o autor. Tanto o narrador como o autor são ficcionistas. Ambos mentem! 
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