Todos os países da lusofonia

Galeria Lusófona

Arte Lusófona
Literatura Lusófona
Sabores Lusófonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Português

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lusófonas

Advertisement

Irecê, 17 de Maio de 2011 Meu JouElam amado...

PDF Imprimir e-mail
Foto: JouElam Modelo: Eu Sofia Dele
 
Hoje o dia foi em brumas tais quais as de Avalon
Mas sem a mesma magia, pois o Mago Autor
de todo encantamento jaz algures
Pouco a pouco o abandono vai levando ao cabo
O que era para ter sido e não o foi.
E o que foi... já vai ao longe 
Tudo que um dia foi tão suave e belo
Meus olhos cansados, olham devagar
O Jardim esta morrendo, sem mãos carinhosas que cuidem dele
Sabes amor?
As georginas que tu tanto gostas?
Estão curvadas a praga as estão destruindo e elas pendem olhando para chão
Vencidas
As roseiras secaram até a alma e lá estão somente os esqueletos e os espinhos
Todas as flores morrerão e por toda parte o silêncio do esquecimento
As folhas da laranjeira e das amoras forram o chão como um tumulo
A poeira vai cobrindo tudo e eu apática nada faço
Fico parada olhando de olhos secos...apenas olhando.
No telhado a antena da net
Ainda esta lá amor, tua antena por onde
Seguias o mundo e eu a velar  tua caminhada
Nossa casa era pra ser o lar do aconchego, do riso
Da ternura, do sabor e da chegada e do sonhar
E no entanto... apenas um vazio quieto
Paredes e portas que sabem que não tem senhores
Um lar de alma partida
Sem panelas, copos, talheres ou pratos
Cozinhar pra que? Ou pra quem?
As vezes passo dias sem lá ir
Fazer o que?
Quem aguarda-me ou quem acompanha-me?
Tudo o que fiz na alegria da tua chegada
Dói-me... pois não chegastes a ver
As cores das portas
Os móveis...
A mesa com as flores que aindam estão lá na jarra
Secas e tristes
A banheira no Quarto de banho que tanto sonhei
Nós os dois a brincar na água tépida e perfumada
E Tu a fazer-me de modelo em teus clicks cheios de alegria
Tudo aqui vai esmaecendo pouco a pouco,
Numa quietude de retrato antigo esquecido numa gaveta algures
A loja vai ao mesmo caminho
Os poucos clientes que restam fieis se achegam e partem
Pois pouco ou nada tem-se a comprar
Tudo se desmanchando... chegando ao fim
Pois Tu não estais e sem Tu que sentido há?
As vezes muito longe vem-me a lembrança
De contas a pagar e passa...e tudo que tanto lutei
Acaba-se pouco a pouco
A vida não aceita que a vivamos só de poesia
Triste constatar esse facto
Mas  ela não manda alguém vir pagar
A luz, a água, o aluguel, a farmácia ou o supermercado
E querendo ou não temos que assumir essa responsabilidade para preservar
O amor que nos  que realmente importa
Pois tudo acumulando e apenas olho como num sonho distante
Pois não ligo como haverá de ser daqui para a frente
Que futuro?
Repito a mim mesma que o que há de ser será, as vezes até dar resultado
Outras vezes é como um disco rachado que não entende-se nada.
Não sei o que será...vivo um dia de cada vez  sem esperança
Apenas a beira da janela tecendo os minutos intermitentemente
Ontem perguntaram-me porque estou assim  pequenina... velha ?
Se antes era tão bonita
Fiquei calada, não sei o que é olha ao espelho
Pois é Meu Menino adorado...assim aqui vão passando os dias
Tudo desfalecendo tristemente tal qual eu
Da face do desespero apenas a desistência sem alarde
O tempo e ávida não espera por cobardes e eu tornei-me
Uma...apenas desisti e nada mais.
Enquanto puder e der vou jogando ao ar meus rabiscos  para chegarem a teu coração
Mas não te inquietes que logo elas não mais vão chegar
Assim como as estações que vão e vem e nenhuma se repete, da mesma forma
Esse outono de nós passará sem retorno e com o tempo sem sinal de que um dia já exsiti e passou por esse mundo.
Abraço- te ternamente e beijo tuas mãos.
Com amor sempre a tua espera

Sofia a flor do teu oceano.

Acrescentar como Favorito (124) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 1094

Seja o primeiro a comentar este artigo
Coemntários RSS

Só utilizadores registados podem escrever comentários.
Por favor faça o login ou registe-se.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Comunicados

António Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - não tem asas nem sabe voar

Ler mais...
Please login to Automatic Backlinks and activate this site.
 
| cheap car hire