Todos os países da lusofonia

Galeria Lusófona

Arte Lusófona
Literatura Lusófona
Sabores Lusófonos
Advertisement

Blogs Recomendados

Alto Hama
Pululu
Malambas

Legado Português

Portugal no Mundo
Brasil 500 anos

Empresas Destaque

Horas Lusófonas

Advertisement

Viver a vida sem saudade

PDF Imprimir e-mail

Chapolin, do seriado mexicano Chaves, dizia ser melhor morrer que perder a vida. Para alguns, morrer e perder a vida são sinônimos; todavia, para os perspicazes, há uma diferença ontológica: perder a vida é muito mais do que simplesmente morrer.

O ser humano nasce, desenvolve e morre. Os peixes, assim como pássaros, formigas, insetos, outros seres aquáticos, terrestres e aéreos, sem exceção, também fenecem. Biologicamente, todo ser vivo está sujeito à degeneração. Não obstante, perder a vida é outra coisa: muitos a perdem, pois abdicam ao viver e vão sendo carregados pelos acontecimentos, pelas ondas do tempo: há quem opta por dormir a viver; outros reclamam, o tempo todo, de tudo e de todos; ainda há aqueles que passam a vida na mais pura lamentação; todos esses existem, mas não vivem.

O que se deve fazer para não perder a vida, mas ganhá-la? Basta assumi-la como ela é, como nos diz o filósofo francês Jean-Paul Sartre: o importante não é o que fizeram de nós, e sim o que fazemos do que fizeram de nós.

Não se pode idealizar o viver humano, nem menosprezá-lo; temos que estimá-lo como ele é: da miséria buscar a bonança, da pobreza à felicidade, da doença à compreensão da existência, jamais a resignação. Se, a vida foi nos dada como presente, conforme atestam os livros sagrados, devemos vivê-la com entusiasmo; presente é brinde, é recordação, indica bem querer; portanto, se a vida, por ser presente, é alegria, por que a tristeza?

A história tem demonstrado que as pessoas deixaram de viver porquanto começaram a pensar que eram eternas. Grande engodo. Nós somos finitos, meros mortais, seres frágeis: basta um vírus ou uma bactéria e a vida se finda; qualquer coisa pode interromper o nosso existir, um disparo de um revólver, um acidente. Ora, se a morte é uma certeza por que não começamos, desde já, a viver realmente? E que boa receita seria se nós ajudássemos tantos que estão aí existindo, mas não vivendo.

“É preciso viver e fazer viver”, dizia o adágio alemão, porque a vida não nos espera; enquanto permanecermos inseguros, ela prossegue ao léu, seguindo seu movimento, deixando para os desatentos, os preguiçosos e os indecisos, somente a saudade.

 

BENEDITO LUCIANO ANTUNES DE FRANÇA (Prof. Benê França)

38 anos

É Mestre em Filosofia. É professor de Filosofia da EE João Franceschini, em Sumaré/SP, e de Metodologia da Pesquisa na Faculdade de Tecnologia de Bragança Paulista (FATEC BP), em Bragança Paulista/SP, e de Ética na Tecnologia da Informação, da Faculdade de Tecnologia de Americana (FATEC AM), em Americana/SP, ambas no Brasil.

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4794252A5


Acrescentar como Favorito (230) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 1678

Seja o primeiro a comentar este artigo
Coemntários RSS

Só utilizadores registados podem escrever comentários.
Por favor faça o login ou registe-se.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Investir em Portugal Investimentos em Portugal
Aconselhamento e apoio ao investimento estrangeiro em Portugal



Advertisement
Auto Rent Algarve
Advertisement

Comunicados

António Marinho e Pinto - Mudar Portugal

Ler mais...

Broa de Avintes - não tem asas nem sabe voar

Ler mais...
Please login to Automatic Backlinks and activate this site.
 
| cheap car hire