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O amor

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Talvez o amor seja o crepúsculo dos deuses que ainda não encontraram o amor, quem é capaz de entender o amor? O amor que inunda a alma de sentimentos, queimando lentamente a essência em um fogo prazeroso, fazendo o corpo trepidar de desejo, onde os sentidos e os ardores misturam-se ao gosto do beijo, fazendo o espírito voar em um céu luminoso e infinito. Ah! O amor e o seu grito, ás vezes silencioso, sufocado dentro de um peito apaixonado, que grita incessante querendo ser amado, o amor que liberta, que constrói alicerces, que nos ergue ao ponto mais alto dos sentimentos, o amor cego que não enxerga nada além do amor, o amor puro e inocente que cresce junto com o desejo, alimentado a paixão, ah! O amor, só ele alimenta a alma quando o corpo tem fome de vida, só ele dá esperanças aquele que está no chão, só ele dá luz ao espírito na escuridão, ah! O amor, o amor que nos faz acreditar que estar vivo é um dom divino, o amor que faz tudo ser tão bonito, perfeito como um sol dourado em um dia belo, que ilumina o coração dos amantes com sua luz harmoniosa, a mesma luz que está a iluminar teus olhos neste momento senhorita, é esta luz que dá vida ao amor, que o faz pulsar dentro do peito, que nos faz enlouquecer em nossos devaneios, que nos cega, que nos devora, que nos sustenta, que nos abate em uma interminável tortura, deliciosamente saborosa, o amor também faz sofrer, é verdade, talvez este seja o único sofrimento que sejamos capazes de suportar, pois só deixamos de sofrer quando encontramos um novo amor para amar, a paixão alimenta a esperança, não se importando com as armadilhas que há no caminho, uma paixão não correspondida pode se tornar um amor verdadeiro, e um amor verdadeiro pode se tornar um amor traiçoeiro, quem é capaz de entender este nobre sentimento? Que fulmina e que liberta ao mesmo tempo, não há palavra, não há sentido, não há verso nem soneto, capaz de descrever este sentimento, talvez sua única linguagem seja o beijo, o beijo ardente, o beijo terno, um beijo arrependido, um beijo de perdão, um beijo envergonhado, talvez o beijo seja a tradução do amor, como a junção da alma e o corpo, lhe pergunto então senhorita, de todos os amores, qual o mais eloquente, o mais dolorido, o mais desejado? O amor que nos vem como uma espada atravessando o coração com uma única punhalada, qual amor seria mais desejado que um amor proibido? Pois eu lhe digo, não há! Quanto mais proibido for o amor, mais desejado ele será, quanto mais barreiras houver, mais forte ele ficará, ah! O amor proibido, o segredo secreto escondido em dois corações, apaixonados impedidos de amar, o amor refletido através dos olhos impedidos de enxergar, e porque nestes o amor é tão mais bonito? Sabes responder senhorita? Pois eu lhe digo: O amor proibido é como um fogo brando que queima lentamente o coração, dissolvendo a alma em um desejo interminável, onde as mãos não podem se tocar, onde os olhos, mesmo estando na mesma vértice não podem se olhar, onde as bocas, mesmo saciadas de desejo, não podem se beijar, onde dois corpos, mesmo ligados ao mesmo sentimento são impedidos de amar, eis o amor proibido senhorita, o amor mais desejado pelos amantes, quanto mais proibido o amor, mais desejado ele será, é como queimar-se no fogo do próprio ardor, morrer lentamente com o veneno do próprio desejo, ah! O desejo que nos devora por inteiro, como um pássaro flamejante que voa tão veloz quanto á luz, rasgando o peito, fazendo o corpo palpitar o amor em todas suas artérias, queimando, ardendo, pulsando, vibrando, destilando seu vinagre, transformando o ardor em um néctar precioso, que ao evaporar-se na mente, transcende o espírito, elevando-o ao grau mais alto dos sentimentos. Desejar é perder os sentidos, perde-se nos labirintos do próprio corpo, errar os passos, subir ás nuvens, congela-se em um único momento, onde o tempo não é capaz de existir, é travar a língua quando se tem vontade gritar, é voar em céu sem fim em um azul infinito, é cegar-se diante da mais radiante luz, desejar é amar, para os amantes não existe amor sem desejo, assim como a língua ao beijo e o torpe ao veneno, assim com essa luz em seus olhos não é capaz de existir sem seu radiante espírito, por tanto, lhe digo senhorita, o desejo é amante do amor, juntos eleva-nos ao mais esplendido sentimento, um sentimento onde somente dois corpos ungidos pelo fogo ardente da paixão podem chegar, e se for proibido tal desejo, mais ele queimará neste cálice de fogo, o cálice que transforma o amor em vida e a vida em amor, como uma roda que gira incessante na essência do ser, dando continuidade a magia da existência. É sobre isto que fala esta peça senhorita, o amor avassalador, que mesmo proibido é capaz de libertar o espírito para que duas almas possam voar livres nas asas da paixão, é sobre o sacrifício que muitas almas cometem em nome do amor, o mais puro e desejado amor, e tu senhorita? Morrerias por amor? Sacrificaria sua existência nesta vida por amor? Vejo que pela lágrima que surge nesta fina e clara porcelana, como um diamante brilhante que surge no crepúsculo dos olhos de uma deusa, percebo que sim, morrerias por amor senhorita, e quem não morreria? Quem não seria capaz de sacrificar-se pelo simples privilegio de amar? Este amor que vos falo, não é qualquer amor senhorita, é o amor verdadeiro, o amor que enxerga além do desejo, o amor destinado á duas almas gêmeas, predestinadas a se encontrarem seja em qualquer lugar, vida ou tempo, o amor que todos buscam incessante, que anseiam, que esperam, ás vezes uma vida inteira, pois eu lhe digo senhorita, quando o amor encontra essas duas almas, todo o sentido da existência se faz compreender, é este o amor que buscamos senhorita, por isso essa lágrima escorre em teu rosto, como uma estrela cadente que se joga ao infinito, a lágrima que traduz os sentimentos mais profundos contidos nesse frágil e doce coração, eis o que pulsa neste peito, o desejo de amar um amor verdadeiro, o amor que possa lhe proporcionar a mais mágica e única experiência, o amor que possa libertá-la dessas tórridas correntes, que lhe prendem o espírito, impedido de voar, talvez estejamos na mesma busca senhorita, a busca por este amor, amor proibido, talvez pelos deuses que brincam conosco apenas para se divertirem, ou quem sabe proibido pelos anjos que se escondem em suas nuvens, tentando nos atingir com suas flechas apaixonadas, aí então nos enganarmos com paixões passageiras, que deixam suas cicatrizes doloridas e abertas em nosso peito, ah! Senhorita, o amor é uma busca sem fim, ás vezes passa diante dos nossos olhos e nem percebemos, as vezes esperamos um olhar, um único olhar, para que possamos ser notados pelo amor, o verdadeiro amor é uma conquista, pois eu lhe digo senhorita, um amor verdadeiro e para uma vida inteira, é eterno, além das cortinas do tempo, se um dia encontrar seu amor verdadeiro, irá encontrá-lo em toda a eternidade, duas almas amantes que se completam, não podem se separar por muito tempo, pois ambas deram vida a este amor, o amor que só pode existir na essência de dois espíritos, o amor que pulsa no coração de dois corpos, sonho com este encontro senhorita, e percebo mais uma vez, que seus olhos não mentem, pois ao mirar-los assim tão juntos aos meus, sinto, como jamais senti antes, a presença deste amor, o vejo refletido nesses olhos brilhantes, na sutileza deste sorriso que agora brota em sua face, como um sol radiante que surge depois de uma tempestade, percebo este amor gritando, clamando para ser encontrado, como um tesouro guardado, escondido, secreto, ao ver-te pela primeira vez, um arrepio tomou meu corpo, como se nele tivesse passado uma luz tão quente e iluminada quanto um sol dourado, atingindo o espírito, mesmo longínquo no horizonte dos pensamentos, onde somente os seres dadivosos, capazes de perceber tal perfeição, são capazes de estar, pois é neste lugar que eu me encontro desde então, desde que percebi sua existência, qual ser seria capaz de elevar-me a um lugar tão maravilhoso? Um lugar onde todos os sentimentos pronunciam uma única palavra, amor, ah! O amor, o sentimento mais nobre dado pelo criador, como um presente precioso de inigualável valor, como um balsamo que abraça o intimo de todos os seres, mesmo aqueles que não acreditam no amor, o amor que se firma além do firmamento, que eleva o espírito ao mais nobre sentimento, o amor que dá vida a todas as vidas, sentido a todos os sentidos, o amor que nos cega, que nos ensurdece, que nos cala, que nos envaidece, que nos alucina, deixando-nos perdidamente perdidos em nossas fantasias, o amor! Sim, o amor senhorita! Que nos fulmina a alma, nos fascina, somos tão pequenos diante do amor, talvez por isso ele não caiba em nosso peito quando nos atinge fulminantemente, quando nos dobra diante de seu altar, sou um escravo do amor senhorita! E porque não ser? Se esta dádiva divina alimenta nosso espírito, assim como uma rosa vermelha recebe a luz solar para viver, o amor me deixa vivo, percorre por todo meu corpo, viaja pelo meu infinito, o amor que me veio como uma flecha atravessando este pobre peito apaixonado, o amor capaz que romper qualquer barreira, vencer qualquer obstáculo, o amor dolorido, o amor encantado, que cega os amantes em seus devaneios alucinados, o amor luminoso que desce pela coluna vertebral, transcendendo o espírito, elevando-o a mais incrível experiência, o amor, o fruto mais desejado pelos seres apaixonados, o fogo que queima lentamente o espírito, transformando os seres mortais em semi-deuses, o amor que dança na atmosfera entorpecendo os corações solitários, o amor encarnado que nos faz perceber que a vida é algo maravilhoso, estar vivo para puder amar e ser amado, encontrar e ser encontrado, é o amor senhorita, o amor, que nos faz estar vivos, simplesmente para pudermos beber em sua fonte este néctar precioso, para que possamos sentir em nosso âmago o mais profundo dos sentimentos, o amor é imortal, está acima de qualquer sentimento, para o amor não existe o tempo, e mesmo que doa senhorita, mesmo que machuque, é a dor mais desejada pelos amantes, corações encorajados e apaixonados que se entregam pelo simples privilegio de serem amados, mesmo que seja por um breve momento, um sopro capaz de alimentar uma vida inteira, quantas lágrimas já foram derramadas pelo amor senhorita? Ah! Pois eu lhe digo, não há como contá-las, nem se juntares todas as águas dos mares seria capaz de comparar o pranto de um amor não correspondido, e o coração sentido, que sangra dolorosamente por um amor perdido, como comparar tal dor? O amor é capaz de enlouquecer os sãos, cegar os olhos de qualquer dogma, despertar os menos curiosos, transformar o pecado em dádiva, transcender o mais obscuro espírito, capaz de ensurdecer os surdos com seu grito, o amor é capaz de tudo, o único capaz de dar vida a nossa essência, dar sentido a nossa existência, por que estaríamos aqui se não fosse para amar? Eis o sentido da vida senhorita, amar, e ser amado, qual sentido maior que este existe? Não há, estamos aqui para amar, qual ser seria tão incrédulo aponto de não acreditar no amor? O amor é a magia que vagueia na imensidão do espaço, a luz que liga todos os seres a um único espírito, talvez o sinônimo de amor seja Deus senhorita, pois qual palavra haveria de ter mais significado? Qual nome haveria de ser mais pronunciado? Qual sentimento mais desejado? O amor, sim, o amor que sentimos mesmo ás vezes fingindo não sentir, ele está lá, pulsando, irradiando sua luz, nos pega de surpresa, quando nem mais acreditamos nele, nos dá esperança, nos encoraja, por ele somos capazes de ir além, o amor e sua magnitude, não há sentimento mais absurdo e mais magnífico, sentido que nos faz sentir vivos, como estrelas que lampejam infinitamente suas luzes, como pássaros que atravessam os céus no irradiar de um sol brilhante, amar é estar nas nuvens, sorrir um sorriso constante, é chorar lágrimas emocionadas de emoção, é ver refletido no bem amado, sua própria alma, é beijar um beijo interminável, transbordando o desejo nos lábios, e neles pronunciar o nome impronunciável, é estremecer o próprio corpo no trepidar das sensações, amar é dar a resposta a dois corações, que se procuram e se encontram nesta mágica odisséia chamada amor, o nome que todos os lábios sonham em pronunciar, o sentimento que todos os corações sonham em sentir, no alvorecer das palavras ele está lá, oculto, ansioso para abrigar uma alma desamparada, louca para amar, louca para arder no fogo de uma paixão, e assim ser completa, como a chama de um fogo que ilumina a imensidão, onde a única luz refletida é o amor, talvez já tenha sonhado com um amor verdadeiro, um amor que iluminasse seu caminho no escurecer de seus passos, sim senhorita, o amor é luminoso, capaz de transformar o crepúsculo em um sol iluminado, talvez o sol seja o sorriso de Deus, que sorri radiante, levando o amor para todos os cantos deste mundo, para todos aqueles que acreditam no amor, e nele fazem renascer suas esperanças, pois a esperança é a única semente que faz florescer o amor em nossos corações, quem tem fé, quem tem esperança, é capaz de amar, por mais impossível que seja o amor, pois mais árduo que seja o caminho para chegar até ele, quem tem esperança vence o impossível, é essa luz que nos alimenta, que nos dá esperança, o amor está em tudo que vive, pulsando, vibrando, transcendendo sua infinita luz no coração dos bons, no coração daqueles que desejam beber neste cálice esplendoroso, o mais preciso dos néctares, cuja a vinha vem de uma videira harmoniosa, colhida pelas mãos de Deus, preparada com a mais nobre das essências, eis a luz que nos chega ao espírito, que faz este mundo dançar em volta do sol, que faz o mar abraçar a terra com seu manto azul, que faz a eletricidade vibrar em todos os corpos, se o amor é Deus, e o sol seu sorriso, eis a santa trindade, eis o grande mistério, pois só o amor libertará os homens de suas misérias, de seus medos, de suas doenças, o amor que recebemos do criador, se todos multiplicássemos o amor não haveria mais sofrimento neste mundo, este amor que vos falo senhorita, está muito além do amor carnal, eis o amor divino que muitos acreditam que não existe, o amor que recebemos antes mesmo de estarmos dentro do ventre de nossa mãe, o amor que purifica nossa alma e nos faz viver esta incrível experiência, o amor é mais que uma palavra, mais que um sentimento, se plantares amor, colherá amor, se desejar o amor, ele virá até sua presença, acalentará seu coração, aliviará sua dor, amar não é sofrer, pois o amor liberta, não aprisiona, ás vezes acreditamos que devemos sofrer por amor, ou simplesmente sofremos por amar demais, mais qual cruz seria mais pesada? Só conheço um que se sacrificou por amor, não para amar, mas sim para semear o amor no coração dos homens, para fazê-los entender que o amor é a única ponte que leva á Deus, para que todos compreendessem o sentido de existir. Para nós, simples mortais, um amor não correspondido ou um amor dilacerado é como uma tempestade, ele passa, deixa destroços, mas aí então, quando menos esperamos, ele está lá, nos iluminado com sua luz, nos aquecendo com seu calor, há amores duradouros, há amores passageiros, há amores proibidos, há amores verdadeiros, sempre haverá um novo amor para os corações solitários, até mesmo para aqueles que amam pela metade, o amor continuará a pregar suas peças, a encorajar os tímidos, a alimentar os poetas, continuará dançando no coração dos amantes, contagiando seus espíritos, estará a ressonar seu grito no âmago de todos aqueles que acreditam em sua luz. O amor está em todo lugar, no ar que respiramos, na doçura de um olhar, na sutileza de um sorriso, no brilho das estrelas, basta senti-lo para enxergá-lo, ele está em nossa volta, veja ao seu redor senhorita, perceba o amor em todos os cantos desta sala, só em vossa direção miram-se dezenas de olhares de desejo, há um céu para cada beijo dado neste baile, é o amor tocando sua mais bela sinfonia, encenando sua mais grandiosa peça, cujo texto é escrito pelas mãos de um criador generoso, que oferece aos seus personagens o mais nobre dos sentimentos, aqui podemos presenciar as varias faces do amor, o amor fraterno de uma mãe, que ama incondicionalmente seus filhos, desejando-lhes sorte á cada passo da vida, o amor orgulhoso do pai, que reflete no semblante tranquilo de sua face, por seus filhos terem trilhado o caminho da integridade, o amor de um filho por seus pais, que lhes abraça como se estivesse abraçando o mais precioso dos alicerces, o amor dos irmãos, que se amam em sua cumplicidade, o amor de um artista por sua arte, o amor transformado em fé, o amor de um homem por uma mulher, ah! As silhuetas do amor estão refletidas em todas as partes desta sala, posso sentir, posso ver, mas de todos os amores refletidos aqui, o que vejo refletido em vossos olhos, é o mais radiante, o único capaz de me fazer viajar aos lugares mais profundos deste sentimento, não quero lhe assustar, muito menos lhe por medo, percebo que estas tremendo, se fechares os olhos por um momento, poderás ouvir as batidas do meu coração, que galopa dentro deste peito como um cavalo desgovernado, tentando chegar a algum lugar, não tenha medo, me de sua mão, sinta meu coração, está sentindo? Em cada pulsar ele pronuncia seu nome, sinta como meu peito está quente, é meu corpo transpirando de desejo ao sentir o toque macio de suas mãos, o secar de minha boca e o lacrimejar de meus olhos misturados ás sensações que agora percorrem meu corpo, me dão certeza de uma coisa senhorita, fui flechado por este olhar, estou entregue diante de vos como um sacerdote diante de sua Deusa, não diga nada agora, não quero que minhas palavras confundam-lhe a mente, deixe-me mais uma vez surpreende-la, desta vez com meus passos, vamos dançar está valsa que agora começa, talvez no silêncio desta dança, possa ter o privilegio de merecer uma resposta.

 


Sandro Kretus





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