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A beleza

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Quem haverá de enxergar a beleza que se esconde por traz daqueles olhos amendoados, cujo olhar é capaz de iluminar mais que um sol iluminado em seu amanhecer, quem haverá de segurar suas mãos pálidas e suaves no tremor da mais furiosa tempestade, quem haverá de sentir o toque macio daqueles lábios e morrer no ardor do prazer? A beleza senhores, a beleza que somente as mulheres, entre todos os seres, é capaz de ter. A beleza que nos hipnotiza, que nos fisga como um peixe, que nos mata lentamente em nossas frustradas expectativas, pois a beleza também pode ser cruel quando muito desejada, nos castigando perpetuamente em sua fascinação, sim, senhores, a beleza é fascinante, como uma estrela brilhante que ilumina o céu escuro numa noite mágica, como uma rosa vermelha que desabrocha com os primeiros raios de sol na primavera, e o que sentimos quando estamos diante dela? Alem do tremor de nossas pernas, alem do pulsar do coração dentro do peito, que como um pássaro, bate suas asas para se libertar, para assim ter o privilegio de tocar a linda rosa com seu beijo, diante da beleza de uma mulher, somos tolos, apenas tolos, fascinados por tal perfeição, lhes pergunto então, cavalheiros, existe maior fascinação? Pois lhes digo, não há, quando o fascínio se transforma em paixão a beleza nos sucumbi, a beleza que só nós enxergamos quando amamos, pois a beleza não tem cor, gosto, ou aroma, simplesmente desejamos quando á vemos, quando sentimos em nossa alma sua luz radiosa, lhes digo, senhores, ás vezes é melhor enxergar uma beleza que somente nos fascine, do que uma beleza a ser disputada, vejam o que uma beleza hipnotizante é capaz de fazer com nós mortais, não quero dizer que esta disputa está vencida, apesar de estar em vantagem, a disputa está aberta, e porque á disputamos? Vos sabeis? Não cavalheiros, ninguém sabe, há tantas flores lindas neste salão, entretanto estamos a disputar a mesma rosa, seriamos capazes de duelar por ela, mesmo sabemos que poderíamos morrer, morrer sem mesmo tocar seus lábios, que sentimento é este que nos consome? Que beleza é esta senhores? A beleza que nos domina como marionetes desorientadas, mas que ao mesmo tempo nos eleva ao mais elevado altar dos sentidos, a rosa mais desejada tem o perfume mais doce, e por ser a mais bela, é a mais iluminada pelo sol, ah! A beleza senhores, a beleza capaz de refletir a luz dos olhos de Deus, acima de nossos olhos há um manto coberto de estrelas, e entre tantas estrelas, estamos a disputar a mais brilhante, a mais radiosa, cuja luz nos atrai como mariposas, é o que somos senhores, apenas mariposas encantadas por esta luz brilhante, qual beleza se compara a beleza de uma mulher? Qual encanto seria maior? Não há, senhores! Não há! Nem perfume mais doce, nem rosa mais radiante, ah! Se pudesse, seria de todas as mulheres seu único amante, e qual cavalheiro aqui presente não desejaria tal recompensa? Somente Deus com sua grandeza poderia dar vida a um ser tão perfeito, de todas as belezas, a beleza das mulheres, é a mais bela, talvez Deus seja um artista, quem sabe ele seja um poeta, e no momento mais luminoso de sua inspiração, criou o ser mais belo do universo, o único ser capaz de multiplicar o amor no intimo de seu verso, o ventre com suas vertentes e seus compassos, o único ser capaz de dar luz a magia da vida, acredite senhores, não há beleza maior que esta, não há dom mais divino, como podemos, nós, meros mortais, comparar-nos com esta beleza preciosa? É esta beleza, cavalheiros, é sobre esta beleza que vos falo, a beleza que se esconde por traz dos olhos de toda mulher, pois somente elas tem o dom de gerar o amor, multiplicando-o por todo este mundo, não estamos disputando uma fruta vistosa, pois a beleza que nos hipnotiza nem se compara com a grandeza de seu espírito iluminado, acreditem, dançar com ela foi como dançar com os anjos, se pudesse voltar no tempo, dançaria com ela novamente, e nunca mais pararia de dançar, seria eu, como um astro dançando em volta do sol, tocar suas mãos, mesmo revestidas pelas luvas, foi como tocar a face de Deus, admito senhores, que estou entregue a esta beleza, se algum dos cavalheiros se achar tão merecedor quanto eu, estou aberto ao duelo, duelar por esta donzela, seria o ato mais nobre que faria, contudo, devo alertá-los, que como já perceberam, os sentimentos foram recíprocos, se eu vir a morrer em um duelo, não importa quem vencerá, mesmo morto, serei o vencedor desta disputa.

 

Sandro Kretus
















VII


O discurso




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