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A valsa das rosas

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Lembra quando dançávamos a luz do luar, meu amor?

E as rosas giravam, iluminadas, no jardim das petúnias.

Ali nossos corpos rodeavam, deslizando ao som dos violinos

Que alçava-nos a urbe da luz, nos iluminado de azul


Dançávamos ao som do Danúbio, seguido por outra valsa

E mais uma, assim se fazia, sem pensar na hora, mas que hora?

Se não existia, era só nós dois

Dançando a luz da lua


Até nas noites frias, mas que frias?

Se o calor nos aquecia

Em cada dança, ali se fazia

Um passo de magia


E nos bailes de máscaras? Lembra?

Sempre um cavalheiro roubava-te dos meus braços

E mesmo distantes, nossos olhos

Estendiam-se na mesma vértice que nos unia


Éramos um do outro, meu amor

Que adorável companhia

Tê-la ao meu lado, assim

Todos os dias


Agora, uma púgil agonia

Em meu peito se afia

Ao lembrar-me destes momentos

Oh! Que tristeza! Em meu coração se alogia


Desde que partiu

Vivo esta tormenta

A dor me castiga, em infinita sentença

Porque meu amor, me deixaste?


Meu pensamento viaja, tentando encontrar

A substancia que esvaiu do teu corpo, ao postemar-se

Vejo teu sorriso em cada estrela, mas não consigo alcançar-te

Porque meu amor, me deixaste?


As vezes sou capaz de ver-te, dançando no véu da noite

Iluminada, me sorri, sorri, mas não diz nada

E ao alcançar-te em desespero, desapareces

Como nevoeiro,dispersando-se por inteiro


Oh! Espírito iluminado

Porque não me levas contigo?

Quero ficar ao teu lado

Dançando eternamente no luar encantado


Hoje mais um dia, sonho acordado

E ao olhar as petúnias mortas no jardim

Lembro-me de como éramos felizes

Também hoje, mais uma vez, venho trocar as rosas de teu jazigo


E ao sentir tua lápide fria em meus pés

Mais uma lágrima surgi em meu rosto sofrido

Digo-te, meu amor, como sempre digo

Hoje as petúnias estão mortas, mas as rosas girarão, iluminadas pelo teu sorriso.

 

 

Sandro Kretus

 

 

 



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