O verme |
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Ao decompor-se, o corpo já apodrecido Metamorfoseou-se em um liquido espesso, amarelado E ao ser sugado, embrenhou-se ao estomago da mosca varejeira Que lentamente o sugava
Após extraordinária transmutação Produziu-se uma espantosa manifestação Fazendo a mosca defecar o verme Em meio a podridão
Submergido em um caldo azulado Estava o verme Em estado espantado Tentando livrar-se daquela bolsa fecal
Ao colocar a cabeça para fora Após romper a grossa membrana O verme esforçou-se, conseguido tirar seu corpo Lançando-se ao chão com um hibrido mergulho
Livre daquela prisão, rastejou suavemente Deixando um rastro meloso no chão E aos poucos as luzes foram acendendo Fazendo o verme recuperar a visão
A sua frente, a surpresa Estava o verme em frente a um jardim de violetas E sem perder tempo, foi logo tratando de rastejar Indo ao encontro das lesmas
Ao chegar, o verme foi expulso pelos molúsculos gastrópodes Que lançaram-no um olhar de repulsa -Vá ao encontro dos seus! Gritou uma das lesmas -Estão ali! Ali no corpo decomposto
O verme emocionou-se ao ver uma nuvem de vermes Fervilhando em uma carcaça apodrecida E assim, juntou-se aos seus Dando continuação a vida, que ali, lentamente se esvaia
Sandro Kretus
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