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O velho móvel

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Lá fora,
o ar espesso, cinzento e severo
trava-me o passo
e segreda-me:  hoje, não contes comigo,
nem com o meu humor suave e cálido
para embelezar
os teus devaneios
matinais.
Olho o grande espaço,
monótono e  belo,
E quase me tento a contrariá-lo
Mas obedeço ao tempo
e entro.
No aconchego do ventre da casa.
a chama perfumada de uma vela
emocionada estremece
enquanto sente, Dvorak
na Canção que a minha mãe me ensinou
Num recipiente de vidro grosso,
marcado por tintas,
um pincel pede companhia
Tirei do sono longo e sombrio
O velho móvel,
no canto de um quarto
escondido
Cuidadosamente,
limpo
a pele carcumida e ressequida
E quando levanto o olhar,
apercebo-me,
que o tempo arrependido,
um pedaço do arco-iris,
no vidro vazio,
deposita
E o pincel em harmonia
desliza,
e penetra
nos poros sedentos do móvel
A chama da vela empalidece
quando repara, que as cores
acrobatas,
procuram os seus reflexos
no lago colorido do tampo
do velho movel rejuvenescido

Diana de Moura

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