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Orlando Castro


Café Lusófono com sabor de memória e aroma de futuro

Introdução

Aqui vou estar todas as semanas, mesmo quando o café for «servido» pelos outros companheiros que aceitaram levar a Carta a Garcia. Estarei atento (e espero que todos façam o mesmo) para evitar que, como muitas vezes acontece, os «amigos» de última hora nos rasteirem para que a carta caia na valeta mais próxima.

Aceitar o desafio do António Ribeiro até não foi difícil. Porque o comodismo é a letargia da criação, aceitei colaborar modestamente num desafio que, se para tal tivermos engenho e arte, pode marcar a História das nossas histórias e, convenhamos, também as histórias da História da Lusofonia.

Para tal basta que, aqui, agora e sempre, saibamos ser o que somos e não o que os outros querem que sejamos. As palavras voam, mas os escritos são eternos. Tão eternos como a lusofonia que transportamos no peito ou como a memória que respiramos.

Café Luso... ontem

De facto, o café acompanha-me de há muito. Foi lá longe, onde a saudade castiga mais, que aprendi a amar o sonho e a sonhar com o amor. O café, companheiro fiel, estava sempre ao meu lado. Nas noites de boémia, como despertador da vida, e nas noites de trabalho, como sintonizador da realidade. Era, como diria Sebastião Coelho, ... o Café da Noite.

E de dia? Claro que também. Servia, aliás, como «desculpa» para que (um pouco à semelhança do que agora se pretende com este Café Luso) no Himalaia (um dos mais conhecidos bares de Nova Lisboa) a malta se encontrasse para discutir um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Recordo (permitam-me este regresso) que o Zé Pedro, empregado aprumado e sempre eficiente, nunca me servia só o café. Ia bem mais longe. Ainda eu estava a entrar no Himalaia e já a bica, o jornal («A Província de Angola») e um maço de cigarros («AC») entravam em cena na mesa habitual. A tudo isto, uma vez por semana, o Zé Pedro juntava algo mais: a revista «Notícias» e, reparem, já aberta na página de «A chuva e o bom tempo», do João Fernandes.

Creio que o Zé Pedro foi assassinado nos finais de 1975. À tua memória, caro Zé Pedro, ergo a primeira chávena que tomo neste Café Luso.

Café Luso... hoje

Este hoje tem qualquer coisa como 26 anos. Por cá o café tem sido amargo. Mesmo assim, a tal Carta a Garcia está cada vez mais perto do destinatário. Pelo caminho foi preciso derrotar os que me aconselhavam a deitar a carta na primeira valeta.

É claro que, no meio desses, apareceram alguns que me ajudaram a tirar pedras do caminho, a desminar promessas e a adoçar o café. Reconheço, contudo, que também essas vicissitudes foram úteis. Ajudaram-me a compreender que o possível se faz sem esforço, tal como me permitiram entender que a obra prima do Mestre não é a mesma coisa que a prima do mestre de obras. Infelizmente muitos de nós (já para não falar de muitos dos outros) continuam a confundir a beira da estrada com a estrada da Beira. Entre dias sem pão (e foram muitos) e pão sem dias (foram mais ainda) cá cheguei. E cheguei continuando, no essencial, a acreditar no (im)possível.

Café Luso... amanhã

Para mim, como se comprova neste desabafo alentado com a perspectiva de um saboroso e revitalizante Café Lusófono, o amanhã começa ontem. E é isso que (pelo menos comigo) vai acontecer.

Tentarei o impossível (o possível faço eu todos os dias) para, a esta mesa, ajudar a construir as tais páginas da História de Lusofonia. Não sei se terei engenho e arte para tal, mas de uma coisa tenho a certeza: não há comparação entre o que perde por fracassar e o que se perde por não tentar. E tentar é coisa a que estamos todos habituados. Por isso...

Venha daí um Café... Luso.

Orlando Castro
 
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