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Contributos para a História do Brasil Opiniões sobre os 500 anos do Brasil Aqui fala-se sobre os 500 anos do Brasil Forum Brasil Poesia |
"E Deus que aqui nos trouxe, alguma razão tinha para isto..." escreveria Pero Vaz de Caminha sobre as praias ensolaradas, florestas de madeira rara, onde os pássaros de plumas brilhantes e coloridas voavam até desaparecerem no infinito.
Foi no dia 22 de Abril de 1500, que a frota de Pedro Álvares Cabral ancorou nesse paraíso que denominou Terra de Vera Cruz. Encontraram grupos indígenas que viviam da caça, da pesca e de uma agricultura muito rudimentar: os Tupis, ao longo do litoral e os Gés, os Cairis, os Aruaquis e os Caraíbas ocupavam o interior. Mas foi apenas a partir do ano de 1503, que D. Joao III começou a promover a colonização da Terra de Vera Cruz, quando constatou a presença de navios de comércio e de Corso franceses. Foram portugueses da pequena nobreza, que viriam a benificiar da divisão do território em capitanias. Do cruzamento do indígena com o branco, forma-se uma nova etnia: a dos mamalucos. Jerónimo de Alburquerque, foi o mais famoso. Conquistou o Maranhão e dele descendeu o cardeal Joaquim Alcoverde.Em 1549 forma-se um gorverno geral que se estabeleceu na Baía, com Tomé de Sousa o Governador. Segue-se assim a ocupação do território entre a Baía e São Vicente expulsando-se os franceses que aí se tinham estabelecido. Funda-se o Rio de Janeiro. Opta-se por dois governadores: um no Norte com sede na Baía e outro no Sul com sede no Rio de Janeiro. Período que não passou de três anos.
No início a colónia vivia da exportação do pau-brasil, do algodão e de escravos indíginas. Com a introdução da cana do açucar modifica-se para sempre a formação étnica e social do Brasil: foi o começo da importação dos escravos africanos que se estabeleceram ao longo do litoral para ajudar o branco que era composto em maioria por portugueses . No interior, praticava-se a criação de gado e o branco contava com a colaboração do indígena. Por todo o território, outros povos afluiram com a esperança de encontrar uma vida melhor: espanhois, flamengos, italianos, alemães , ingleses e Judeus.O governo apenas lhes pedia que praticassem a religião católica. Com a invasão francesa a família real muda-se para o Brasil, em 1808, seguindo-se a criação de instituições científicas e culturais. O Rio de Janeiro que era a sede da corte, passou assim a dispor de uma vida idêntica à dos outros países europeus. Em 1821 com as mudanças políticas em Portugal, D.Joao VI volta com a corte deixando seu filho D. Pedro como Príncipe Regente. Com D. Pedro o processo da independência começa. Foi nas margens do riacho Ipiranga que o grito de Independência ou Morte foi proferido pelo futuro imperador, que foi coroado no dia I de Dezembro. Mas como disse mais tarde, o Presidente da República Portuguesa António José de Almeida, quando na sua visita ao Brasil: "...a Independência do Brasil vem muito de longe, vem dos tempos antigos, vem quasi do dia da descoberta. Em primeiro lugar, porque os homens aqui, em contacto com a natureza, como estiveram desde logo, se crearam uma vida própria, que foi, pouco a pouco, dando foros de nação à colónia que então era o Brasil. Em segundo lugar, porque encontrámos quasi como uma predestinação eloquente nas linhas e até nas entrelinhas da Carta Pedro Vaz de Caminha. Foi nesse dia, no mesmo dia solemne, em que a Cruz de Christo se cravou aqui em terras de Portugal, do Christo que para os senhores é como que um Patrono do progresso, da civilização, da independência; do Christo que é para os senhores um símbolo augusto da intelligência, que os senhores tem sempre demonstrado em toda a sua vida publica, porque souberam crear aqui uma religião que sendo a religião dos Portuguezes, decorreu sempre com serena e tranquilla ordem nos espíritos e nas consciências; religião que não teve os exageros mortíferos que deu a Inquisição em Portugal; religião que se conservou como pura expressão espiritual sem se enredar demasiadamente nas complicadas engrenagens das theologias diputadoras. Os senhores, finalmente, têm sabido crear, com o seu estatuto político, na essência democrática, um instituto religioso, em absoluto aceitável por todas as consciências, ainda as mais rebeldes..." |
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