Portugal em Linha Brasil 500 Anos





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Opiniões sobre os 500 anos do Brasil

Aqui fala-se sobre os 500 anos do Brasil
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POESIA


Brasil
Sentindo seu vento soprando
Por baixo do seu infinito
Sentindo este vento sem nome
Vou suas montanhas escalando
Seus vales descendo
Vejo nosso povo se ajuntando
Visito belas cidades
Admiro montanhas imponentes
Abraço suas históricas vilas
Brilhantes sob o Sol
Me sinto como o vento soprando
Soprando de leve os montes
Varrendo seus profundos
Sentindo o frescor dos rios
Rasgando suas longas estradas
Cortando suaves terras
Respirando o ar puro das selvas
Palpando esta terra brasileira
Vendo o brilho das pedras
Que em suas serras se escondem
Terra de gente que trabalha
Com sol, chuva ou frio
Construindo o futuro perfil
De nossa terra Brasil.

Edmar Bernardes DaSilva, Miami


AVE DE ARRIBAÇÃO
(aos que cantam pelo Brasil há quinhentos anos)

"...viola em noite enluarada
no sertão é como espada,
esperança de vingança..."
Viola enluarada - Marcos e Paulo Sérgio Valle


O homem que reza ou que canta à capela
traz no braço a enxada e o violão
mas não diz nem por nada
se é feia ou bonita ou mais bela
a vida que leva nos pés e na mão .
Na palma da terra risca o mapa
do que conquista e consente à socapa ,
e divisa no acorde que arrisca
presente e passado a canção .

Se por assim dizer traz o laço ,
tem na cabeça a sentença
de ser cabresto e bridão ,
mas tem também - quem diria -
o preço que paga quando pensa ,
por senso e fantasia ,
em dançar conforme o passo
(pau e pão , coice e chão ) .

Não há mais que ter sem saber
o que sabia além do pé e da mão ,
do sonho que bem podia sonhar
_ em viver na terra ou no mar
ou nas rodas do caminhão
e sem se abalar só cantar
pras bandas do tal sertão .

Nas mãos postas na vida
de ave de arribação
traz o vento batendo na lida ,
dizendo que sim , fazendo que não .
E no que se diz ou que faça
mesmo o que fica ou que passa
é sempre tocar o bordão
nas cordas do coração .

Amélia Alves, Rio de Janeiro


PEDRO ÁLVARES CABRAL


O enorme céu, que encobre mar e mágoas,
abriga os astros,
sustém meu claro sonho sobre as águas,
velas e mastros...
Um dia, hei de encontrar terra ignota:
é assim quem sonha.
E se nenhuma houver na minha rota,
que Deus a ponha.
Em meio ao longo mar, não faço caso
dos dias meus;
pois tenho a guiar-me o vento e o puro acaso.
E o acaso é Deus.

Carlos Pena Filho, Nordeste brasileiro


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