Contos Portugal  - O Ponto de Encontro da Lusofonia

Noé Filimão Massango


Viagem flagelada


Célere, galgando a eito estreita negra via, num zumbir de intrínseco cheiro a orgânica queimada em veredas não cuidadas; vestia a terra desnudada num fitar desajeitado pelo rústico postigo que tiritando num ruçar escaldante da lâmpada grande, confortava-me duma aragem artificial que soterrava epíforas do gesto desalentado.
Num pronto virei um pintor a desenhar chamas apagadas em esqueletos ferroados que habitam terras conflagradas, vestindo o cerúleo sideral, e abeirando a via escalvada e quente com cheiro a chumbo queimado.
Desenhava choupanas de vida livre e quitandas que antanho devotadas e agora de formigueiro confortadas.
Num fôlego, especulando a paisagem mortificada pela salsada do pantera marte, ilustrava-me o roso quelhas gemias num embarque extrínseco que de volta, num engenho singular traziam enxames de cieiro rejado em ebulição que emergiam em cólicas fenomenais transbordando no cabelo o pablo dos restos da vida cara; fanicando o vulgacho pouco cultivado numa edificação de custo.
Num despiste usado de pouco susto, suspirei! Afinal facetava o ganhão que a toda a largura enceta o tráfego na edificação de rios cimentados profligados no jogo fratricídio que num fôlego seguro resetava o tronco desnudado em pranteos de enxutos humanos vigamentos quinados naquele cantinho esquecido a busca do espaço brando na anarquia que esculpia escuros estígios lagos.
Viagem flagelada rejada de argomas ensoadas assediando a via à conquista d arrebaldes no seu fado infernal e acende o peito do useiro na precumpção de trapos enfarpelantes do póstero epinício.
Em presságios concebidos delatava o destino num zumbir apagado e num pronto nascia peregrino mergulhado na mouta em direito, e de rastos caminhava em quelhas riscadas de fios mortais e venenosos num crebro vacilar fitando cobras de adorno não viperinos sopesando o pablo aos seus naturais abrigos; e de orelhas em sílvos de módicos mortais voadores.
Na estreiteza de convizinhos confortantes empandeirava o gesto mal sofrido entre sombras do horizonte e tácito especulava tugúrios de plantações em grossa separação que num fôlego deletrava a razão da vida rústica em quadros naturais em quinas claras num núncio a tricana de licor no cabelo.
De peito embalado no caiporismo da terra não ímbele e inconcebido da larguesa da pátria confundida e inerme inflamava o peito de furor especulando humanos mortais que zangavam no céu de eufóricos trasuntos em epinícios de troféus dulcificados.

Noé Filimão Massango - Maputo, Moçambique
E-mail: nmassan@health.uem.mz




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