| Ensaios |
|
| Carlos Mário Alexandrino da Silva |
O ALFABETO DE DEUS...E OS MENSAGEIROS
DO ALÉM
=OVNIS, ET´S E O QUE SE SABE=
Carlos Mário Alexandrino
da Silva
ESCLARECIMENTO e INTRODUÇÃO
O
presente trabalho foi editado nos Boletins Nºs 1 e 2 - ANO I -
respectivamente de Maio e Outubro de 1995, do Departamento de Ciências Sociais
da Universidade Salesiana- Campus de Lorena -, Seção de Geografia, ao tempo em
que éramos professor da Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras
onde lecionávamos Geografia Física I e II, Cartografia e Geologia no Curso
Superior de Geografia, e Geologia e Astrofísica no Curso Superior de Ciências e Matemática.
Antes
de mais queremos alertar os srs. Internautas que lerem este trabalho, que
estamos perseguindo a ortografia e regras de sintaxe da língua portuguesa em
uso no Brasil porque achamo-la mais dinâmica, mais plástica e mais rica
vocabularmente, na medida em que se adapta a importações de nomenclatura
tecnológica, científica e corrente de outras línguas não-latinas, permitindo
assim o domínio de faixas do conhecimento inintelígíveis para os que,
preconceituosa e chauvinisticamente, preferem as obsoletas formas portuguesas
de tratar a língua que nasceu, na verdade, do
galego intencionalmente relegado ao olvido, o que, a nosso ver, é inautêntico
e censurável.
Dividimos
este modesto ensaio em três partes:
IIª- O ALFABETO DE DEUS PROPRIAMENTE
DITO E PONTO
ÔMEGA...
IIIª- O IGNOTO UNIVERSO,
FÍDIPEDES, MENSAGEIROS DO ALÉM
Qual
a finalidade e orientação teleológica deste trabalho de divulgação científica?
Trata-se
de um ensaio que tem por objeto somente um approach sobre a vida inteligente
além-Terra e as anunciadas visitas ou
contatos de vários graus, de seres denominados de extraterrestres (ET´s),
presumivelmente oriundos de outros sistemas "solares" ou de outras
galáxias, ao nosso planeta. Não visa estimular especulações a respeito da
existência ou não de seres extraterrestres, conquanto no Brasil exista uma
revista especializada de cujo corpo editorial fazem parte cientistas e até um
general; mas referiremos somente algumas
especulações, a título informativo.
Ao
falar de ET´s procura-se sempre
associar o seu aspecto e suas proporções ao Homo sapiens sapiens que
representamos, esquecendo que a existência de vida inteligente, segundo o
conceito humano de inteligência,
independe da natureza, constituição físico-química, gênero e forma do
ser vivente.
Está
você mesmo certo de que a aranha que tece uma teia caprichosa e delicada, de
maneira geométrica e matematicamente precisa, age apenas movida pela intuição
ou haverá nela alguma forma de inteligência e de raciocínio? A barata, esse
maravilhoso ortóptero onívoro que existe há cerca de 350 milhões de anos, tendo
sofrido poucas transformações, é um ser perfeito, de reações rápidas, capaz de
nadar, de reconstituir uma pata perdida, de correr, de resistir a altas
temperaturas sem sofrer graves queimaduras, sempre alerta e agressivo quando a
isso o obrigam. Todavia, uma mutação genética poderá transformá-la num ser de
maiores proporções, quem sabe até se num rei da Natureza!...Mas não escapará à
extinção, algum dia...
A
própria espécie humana, como todas as outras, acabará degenerando e se
extinguindo como aconteceu a dezenas de milhar de outras espécies, até de
hominídeos, que já existiram no planeta a que o Homem Moderno deu o nome de
TERRA.
Sabe-se
hoje que os verdadeiros donos do Mundo em que vivemos são os parasitas; eles
comandam a vida de todos os seres, nenhuma espécie é imortal.
O
Homo sapiens que, bem ou mal , tem se mantido vivo nos últimos 220 mil anos,
encerrará seus felizes dias sobre a Terra por incapacidade de reprodução e de
sustentação.
Afirma o filósofo canadense John Leslie
in The End of the World (O Fim do Mundo):
"A
espécie humana tem 30% de chances de desaparecer nos próximos quatro séculos.
As nossas chances melhoram se nos preocuparmos com o ambiente e proibirmos
tecnologias perigosas."
Edward
Wilson, biólogo mundialmente conhecido, levantou a hipótese de que toda
a inteligência é suicida - seres "espertos" demais tendem a
esgotar os recursos rápido e, contraditoriamente, tornam-se alvo fácil da
seleção natural.
Nós,
Humanos, estereotipamos a presunção de que somos o máximo da evolução no
planeta.
O
Homem é um dos raros gêneros que, atualmente, só tem uma espécie. Tem sido
assim nos últimos 25.000 anos, mas esse tempo é somente a ponta do iceberg da
evolução humana, com seus 6 milhões de anos. Descobriram-se recentemente
fósseis, em África, reveladores de que, na espécie humana estar sozinho tem
sido excepção e não regra.
Nossa
história é idêntica à de qualquer outro animal, repleta de ramificações e
espécies vivendo juntas ao mesmo tempo. Até pouco tempo, imaginar várias
espécies de hominídeos coexistindo na Terra era algo muito fantasioso. O
que os pesquisadores descobriram é que em diversos períodos da história humana,
sempre existiu a coexistência de espécies de hominídeos.
A
trajetória da evolução não pode mais ser enxergada como uma linha contínua pois
se transformou numa alameda ampla, na qual, em muitos momentos, várias espécies
disputaram um lugar ao sol... Somente há 45.000 anos se registrou uma
explosão criativa, mediante a aceleração
do desenvolvimento da linguagem e da produção de ferramentas, que
garantiu a supremacia do Homo sapiens e com ela, o surgimento daquilo que
designamos por cultura.
Exames
de DNA comprovam, repetimos, que numerosas espécies de hominideos concorreram
em diversas épocas históricas, coexistindo até e desaparecendo todas...menos
uma: o Homo sapiens.
Mas
o colapso ambiental, que extinguiu os dinossauros há 65 milhões de anos, quando
o ancestral dos hominídeos mais não era do que um minúsculo mamífero, quiçá do
tamanho de um camundongo, vivendo e rastejando em tocas profundas, espreita de
maneira assustadora...aos vindouros.
A
nossa atmosfera está doente. O efeito estufa gera aumento de temperatura. A
camada de ozônio está desaparecendo, sobretudo no hemisfério sul. Existe a
possibilidade de a humanidade, cuja provável origem seria extraterrestre,
perecer literalmente, torrada ou inundada. É previsível que o aquecimento
derreta metade das massas de gelo em montanhas até 2100, o que elevará o nível
dos rios e inundará muitas regiões. Porém, a maior preocupção é que os mantos
de gelo da Antártida derretam. Se isso acontecer, o nível eustático da água do
mar se elevará tanto até ao termo de 2100, que inundará irreversivelmente todas
as cidades litorâneas, onde mora metade da população mundial, obrigando ao
êxodo dos seus habitantes, e fará desaparecer os numerosos microestados
insulares dos oceanos Pacífico e Índico e provavelmente reduzirá ou submergirá
as ilhas do Atlântico. A longo prazo , pois, a temperatura poderá aumentar até
o ponto de transformar o planeta numa sauna. “Poderá a terra chegar assim ao estado de Vênus, em que o ácido
sulfúrico entra espontâneamente em ebulição, ultrapassando 400 graus C a
temperatura da atmosfera “- afirmou à imprensa inglesa o mais renomado físico
do mundo: Stephen Hawking.
Há
dois séculos, todos estavam convencidos de que o mundo acabaria... quando Deus
quisesse. Nos tempos em que estamos vivendo, essa visão mística inspirou um
grupo californiano a acelerar a vontade divina; para isso, planejam extrair de
relíquias dispersas pelo mundo o DNA de Jesus Cristo clonando-o de seguida, o
que provocaria o JUIZO FINAL, pois seria...a volta de CRISTO! Uma
espécie de apocalipse turbinado pela biotecnologia....
Acompanhe-nos,
prezado internauta: você é também um viajante vindo, por via eletrônica, do
espaço "intraterrestre" até ao nosso portal. Curta a nossa tentativa de explicar o que
está acontecendo na astrofísica e por que se fala tanto em visitas de seres
extraterrestres.
Há
cerca de 10 anos, quando éramos professor das Faculdades Integradas de Ciências
Econômicas, Administração de Empresas e Ciências Contábeis de Guaratinguetá-
Estado de S. Paulo, Brasil - gravamos para os nossos discentes duas
interessantes produções em videotape, da autoria do Ministério de Informação da
Noruega, com a colaboração da NASA; foram exibidas sob o título genérico
NOTÍCIAS DO ANO 2048. Trata-se de uma montagem muito bem feita, empolgante, que
faz uma antevisão do que será o ambiente no planeta Terra daqui a 48
anos...Brasil e América Central ou Ístmica, e além até ao Meio-Oeste norte
americano, um imenso deserto árido, correndo areia em vez de água nas cataratas
do Iguaçú; o Canadá e a Europa com climas semelhantes aos da faixa
intertropical (Portugal é, nesse contexto, um dos países mais preocupantes,
onde a media de produção agrícola está decaíndo rapidamente); a Noruega, em vez
de fiordes passará a ter praias arenosas orladas de palmeiras tropicais como as
do litoral da Bahia e seu bacalhau deixará de existir; dois terços da Holanda
ficarão submersos até ao telhado das torres de igrejas, população holandesa
invadindo a vizinha Alemanha e sendo recebida com hostilidade pelos alemães;
guerrilhas na Europa, devido a esses êxodos, em busca de novos espaços- tudo
isso narrado dramaticamente por um apresentador de noticiários...
_________
*** _________
I.-
FALANDO DE RELATIVIDADE
A
cintilante estrela Vega da constelação de Lyra está afastada do planeta TERRA
27 anos-luz (Unidade de distância equivalente à distância percorrida pela luz,
no vácuo, em um ano, à razão de 299.792 km/s, e igual a, aproximadamente, 9
trilhões e 450 bilhões de quilômetros).
Vamos
dar largas à nossa imaginação supondo
que Vega, tal como o Sol, tem uma família de planetas. Talvez num deles exista
uma civilização até mais desenvolvida do que a nossa. Neste pressuposto nada há
de fantasista, porquanto isso pode ser autêntico. Imaginemos que ela possua
mesmo um radiotransmissor suficientemente potente que nos permita captar seus
sinais “horários”, embora vindos de um sistema de contagem do tempo diferente
do nosso. Contudo, se tentarmos acertar nossos relógios para a “hora X” quando
ouvirmos o sinal sonoro da emissora de Vega, nossos contadores de tempo estarão
atrasados exatamente 27 anos. A onda de rádio demorará esse lapso de tempo para
chegar até nós.
Parece
frustrante não sermos capazes de saber o que está se passando acima de nós
neste momento! Se o sinal sonoro houvesse acontecido na Galáxia Andrômeda,
nossos relógios estariam atrasados dois milhões de anos. E quanto mais longe
estivermos no espaço, mais atrasados estaremos no tempo. Espaço e tempo estão,
na verdade, interligados; não podemos saber o que está acontecendo num
determinado lugar do Universo, se não esperarmos o tempo suficiente para que as
ondas eletromagnéticas nos alcancem. Mas, por quê esta sujeição? Ou melhor: por
quê essa limitação, imposta pela velocidade da luz, muito próxima de 300 000
km/s ...? Será que não poderíamos construir uma espaçonave que seria acelerada
contìnuamente –se fosse abastecida com o combustível indispensável para tal
–hidrogênio, por exemplo- permitindo-nos, assim, viajar a velocidades da ordem
de milhões de quilômetros? Dessarte, conseguiríamos alcançar Vega em cerca de um ano, retornando com notícias
à Terra muito antes que as irradiações luminosas daquela estrela nos
atingissem. Quem afirmou que não poderá algum dia o Homem realizar essa proeza?
A resposta é: foi EINSTEIN, ALBERT EINSTEIN, o genial judeu-alemão que, sendo
considerado algo retardado em sua infância, quase incapaz de entender a
matemática elementar, viria a elaborar a mais revolucionária teoria física da
ciência moderna – a sua Teoria da Relatividade. Ela nos ensina que no vácuo a
velocidade da luz é uma constante universal. É sempre a mesma onde quer que
seja medida, independentemente da velocidade a que estejamos viajando, ou da
direção em que o façamos em relação a qualquer outro objeto.
Mas,
como é que, a partir dessa afirmação, podemos aceitar que uma velocidade
superior à da luz não é possível e que, por essa razão, estamos impedidos de
efetivar uma viagem de férias para Vega? Hoje está demonstrado que, afinal,
certa partícula recém-descoberta se deslocaria a velocidades bem superiores à
que Einstein estabeleceu como limite : a da LUZ.
Vamos
fazer uma lista das conseqüências dessa asserção de Einstein mas, apesar da
observação que acima fizemos, aceitá-la como válida.
Baseando-nos
no postulado de que a velocidade da luz no vácuo se comporta sempre da mesma
maneira, não interessando como estamos nos movendo ao medi-la, algumas
conseqüências interessantes se constatam após um certo desenvolvimento
matemático dedicado ao assunto em pauta.:
1.-
TEMPO E VELOCIDADE
O
início de fluxo do nosso tempo, quando medido por outro observador, depende da
nossa velocidade em relação ao mesmo, ou seja: o nosso tempo parecerá correr
mais lentamente para um observador situado em outra galáxia que esteja se
afastando de nós, como está ocorrendo com ele. Contudo, seus relógios
parecer-nos-ão mais lentos quando medidos pelo nosso sistema de mensuração do
tempo. Em síntese: o tempo é relativo. Não existe essa coisa de “mesmo segundo
de tempo” para diferentes observadores que se desloquem relativamente uns aos
outros. A isso chama-se “dilação de tempo”.
A
“dilação de tempo” (talvez seja esta a forma de expressão mais adequada em
português), ou demora de tempo, ou encurtamento do espaço, que são precisamente
as mesmas coisas, podem ser expressos resumidamente e de maneira mais clara
através da seguinte expressão matemática:
t´= t/ Ö1-v2/c2
Esta fórmula prediz que, qualquer
processo que demore um tempo “t” num sistema em movimento parecerá exigir um maior tempo “t” quando observado
de outro sistema que se move relativamente àquele.
Na
fórmula, “v” é a velocidade relativa dos dois sistemas entre si e “c” é a velocidade
da luz.
Experiências
realizadas em laboratórios de física demonstram este efeito “Alice nos País
das Maravilhas”.
Por
exemplo, os átomos podem ser considerados como minúsculos relógios, cujos
elétrons se assemelham a minúsculos pêndulos em movimento de vaivém. A razão
desses pêndulos é calculada em função da freqüência particular da luz que eles
emitem. A partir dessas medidas, chegou-se à conclusão de que os velozes átomos
conservam o tempo mais lentamente (se vistos por nós) do que os nossos relógios!
Daqui resultam muitas conseqüências interessantes, destacando-se dentre elas o
famoso “paradoxo dos gêmeos”. Se um gêmeo viajar em uma espaçonave à velocidade
da luz durante muitos anos (medidos pelo irmão gêmeo que ficou na Terra), no
seu regresso ao nosso planeta ele se apresentará apenas alguns anos mais velho,
enquanto que seu irmão aparentará ser um ancião. O paradoxo, prezado internauta
que nos está lendo, consiste no fato de isso estar acontecendo a um dos gêmeos e não ao outro...
2.-
MASSA E VELOCIDADE
A
segunda conseqüência da teoria da relatividade é que a massa de um corpo
aumenta tanto mais quanto mais depressa
ele se deslocar em relação ao observador que está medindo essa massa. Esse
efeito “Alice no País das Maravilhas” foi também constatado em experiências
reais e tomado em consideração na concepção dos ciclótrons. Quanto mais
depressa viajar um elétron, em relação
a nós, maior será a sua massa quando o medirmos. A relação entre massas e a
velocidade, exprime-se matematicamente como segue:
M= mo/Ö1-v2/c2
Aqui
“mo” é a massa original, “v” é a velocidade a que o elétron viaja,
“c” é a velocidade da luz e “m” é a massa após a aceleração.
Chegamos
ao ponto principal que nos permite entender o motivo por que ninguém, segundo
a teoria da relatividade de Einstein, poderá pensar em viajar mais rápido
do que a velocidade da luz, na medida em que, quanto maior for a sua velocidade
maior será a sua massa. Nestes termos, quando v=c a massa torna-se
infinitamente grande. Se assim acontece, será necessária uma força
infinitamente grande para aumentar a sua velocidade. Nestas condições é óbvio
que, de acordo com Einstein, a velocidade da luz torna-se a velocidade
limite para todos os objetos no universo físico...
Decorrendo
da matemática deste aumento da situação da massa, nasceu a equação da energia
nuclear E=m.c2 não sendo necessária maior evidência sobre a
relatividade da massa. Ela está demonstrada cada vez que se detona uma bomba
nuclear!
3.-
MAIS VELOZ E MAIS CURTO
Há
ainda uma terceira conseqüência resultante do fato de, conforme a teoria
einsteiniana, a velocidade da luz ser a velocidade limite no universo: quanto
maior for a velocidade de um objeto na direção do seu movimento (relativamente
à pessoa que está medindo o seu comprimento) tanto menor parecerá ser o seu
comprimento. Esse singular resultado da relatividade constitui um autêntico efeito
“Alice no País das Maravilhas” (se, adotando esta linguagem preferida pelos
astrofísicos, tivermos patente na memória que no seu mundo Alice se reduzia de
tamanho conforme sua escolha). Facilmente se conclui isso mediante a fórmula:
l’= l.Ö1-v2/c2
Nesta
fórmula em que “l” é o comprimento original e “l´” o comprimento depois da
aceleração, verifica-se que, ao se aproximar “v” da velocidade da luz o objeto fica infinitamente pequeno no
sentido da direção em que viaja. Ao atingir a velocidade da luz, esse
comprimento é igual a zero.
4.-
TEORIAS E CONSEQÜÊNCIAS
A
constância da velocidade da luz, já citada neste trabalho, na Teoria Especial da Relatividade (1905)
pode ser correlacionada ao princípio da equivalência que tem a ver com o fato
de que nenhuma experiência pôde estabelecer distinção entre força gravitacional
e efeito aceleração.
Se
você cai quando o ônibus em que viaja faz uma curva a grande velocidade, poderá
dizer que sua queda foi devida à aceleração; porém, poderá ainda tentar
explicar que caíu porque a chamada força da gravidade o puxou para fora. A
conjugação desses dois conceitos gera a Teoria Geral da Relatividade (1916)
cujo alcance é muito mais amplo do que a Teoria Especial, porque lida com forças,
enquanto que esta última cuida de observadores que se movem uniformemente,
sobre os quais nenhuma força está atuando. Na Teoria Geral aquilo a que
chamamos FORÇA DA GRAVIDADE pode, do mesmo modo, ser considerado ACELERAÇÃO
resultante da curvatura do espaço-tempo “continuum”. Essa forma bastante
singular de visualizar as coisas é mais
poderosa do que a Lei da Gravidade de Newton. Em Ciência, uma teoria é considerada mais convincente do que outra
sempre que aquela contenha maior número de explicações. A Teoria Geral da
Relatividade permite explicar o pequeno avanço do eixo maior da órbita do
planeta Mercúrio, o que a teoria da gravidade não conseguia, por si só, fazer. E vai mais além, pois explica,
outrossim, a curvatura dos raios luminosos na proximidade do Sol, que
observações e cálculos astronômicos confirmaram existir.
Portanto, a Teoria
da Relatividade de Einstein remete para o silêncio a geometria euclidiana, a
cujos axiomas não obedece. A Geometria do Espaço atua junto a um corpo de
grande massa. A sua TG explica ainda que o tempo transcorre mais
lentamente em presença de um forte campo gravitacional. Podemos apontar como
exemplo os “relógios” atômicos, porque eles são mais morosos na imediação de
estrelas extremamente densas.
Em
termos de Ciência, para uma teoria ser comprovada tem de apresentar-se apoiada
em fatos observáveis, impondo-se, por outro lado, a verificação e confirmação
das hipóteses de trabalho (ou seja, se existe ou não confirmação que valide
essas hipóteses). Ora, a Teoria da Relatividade, malgrado as críticas dos seus
detratores que defendem a teoria dos “quanta” (do microcosmo, do infinitamente
pequeno) provou sua pertinácia e validade na experimentação laboratorial.
Pela
TR de Einstein está demonstrado que TEMPO e ESPAÇO não podem ser considerados
elementos separados: os valores de comprimento (ou extensão), tempo e massa
dependem da velocidade relativa dos objetos, os axiomas da geometria do
espaço-tempo diferem bastante dos valores obsoletos, porque inadequados à luz
da Ciência do Espaço, da geometria
Euclidiana.
Poderíamos
ir mais além, considerando também a existência de espaço-tempo-espírito na
eletrosfera dos átomos, entrando na explanação de uma ainda mais fascinante e
mais moderna teoria científica (e não Espirita...) – a da RELATIVIDADE
COMPLEXA, do Professor Doutor JEAN CHARON, físico francês de nomeada
internacional, que, desenvolvendo as conclusões einsteinianas, defende o
princípio da existência da imortalidade do espírito e da memória existente nas
partículas elementares da matéria ( de que só agora parece ter sido descoberta
a última, demolindo-se assim o conceito de indivisibildade do átomo), memória
residual essa que remonta a 300 000 após o Big Bang e que perpassa sob a forma
de “éons” assumindo várias formas e estados físicos e constituíndo mesmo
“comunidades temporárias”. Todavia, caro internauta que nos está lendo, não é
esse o nosso escopo e sim, tentar explicar-lhe, conquanto “á vol d´oiseau” e em
linguagem acessível, o que é a Teoria da Relatividade, para que serve, sua
importância visando a uma mais fácil compreensão e discussão dos mistérios do
Cosmo que a cada passo são encontrados, pesquisados e, em grande número,
desvendados.
5.-
OS LIMITES DO ESPAÇO EXPLORÁVEL
Eis
que estamos próximo do epílogo desta parte Iª do nosso modesto trabalho
sobre...O ALFABETO DE DEUS ( que a seu tempo, será definido).
Caro
Internauta: tal como uma baralho de cartas é dividido em duas partes que se
conjugam a seguir para depois ser feita a distribuição pelos jogadores, vamos
nós também dividir o Universo em duas partes:
A
primeira é aquela conceitualmente acessivel ao Homo pela exploração direta;
sejamos generosos admitindo que ela se revele igual a um volume de espaço cem
vezes maior do que o Sistema Solar em sua abrangência, ainda assim bastante
menor que a distância que nos separa da estrela mais próxima ( Próxima
Centaurii).
A
segunda, aquela que não é acessivel ao homem para exploração pessoal, é dez bilhões
(milhares de milhões) de vezes maior em extensão e um octilhão de vezes maior
em volume do que a primeira, conforme
( 1 x 1027 )
A
parte do Espaço explorável pelo Homem certamente parece insignificante. Como
saberemos que ele não se aventurará para além desses limites? Será perigoso arriscar a palavra NUNCA? Pelo
que sabemos até hoje, não é. Vimos já que, para atingir a Galáxia Andrômeda
viajando à velocidade da Luz demandaríamos dois milhões de anos e, claro, mais
dois milhões para voltarmos à Terra! Seria necessário mais tempo do que a Terra
e o Sistema Solar têm de idade (4 milhares de milhões e 600 milhões de anos)
para chegar aos lugares remotos do
Universo visível. À luz das mais recentes descobertas antropológicas, os
fósseis dos mais antigos hominídeos descobertos por Richard Leakey e outros
antropólogos na África Oriental (Etiópia e
Vale do Rift) contam aproximadamente 6 milhões de anos.
Podemos
então arriscarmo-nos a vaticinar que no
Século XXI o Homem Moderno ainda não
poderá acalentar a esperança de alcançar as galáxias, ou mesmo outras estrelas
da nossa galáxia (Via Láctea ou Estrada de Santiago) com os conhecimentos e
meios cientifico-tecnológicos de que atualmente dispõe.
Contudo,
para nós, seres pensantes, habitando um pequeno planeta que orbita em torno de uma modesta estrela
perdida entre centenas de bilhão
(milhares de milhões) de outras congêneres que constituem a comunidade estelar
da nossa galáxia, uma espaçonave natural dotada de ecúmeno entre bilhões de
trilhão de outros que povoam o Cosmo, são precisamente essas grandes distâncias
do Espaço que representam o real desafio do Universo. Afortunadamente, a
incessante marcha da Ciência e da Tecnologia está a todo o momento
fornecendo-nos novos caminhos para enfrentarmos esse desafio, como tivemos o
ensejo de constatar na videoprodução da NASA que há anos exibimos em sala de
aula na Universidade Salesiana, em Lorena-SP, e nas Faculdades Integradas de
Guaratinguetá, onde lecionávamos:
A
TERRA VISTA DE LONGE, epopeia gloriosa de uma tripulação da espaçonave
DISCOVERY da NASA que levava a bordo, como tripulante, uma jovem e corajosa geógrafa californiana.
O
UNIVERSO, prezados leitores internautas, é bastante maior e mais complexo do
que se pensava ainda nos primeiros decênios do século XX. Essa imensidão conduz
a supor e a sentir que o Homem e a Terra são, na verdade, insignificantes. No
entanto não devemos esquecer , se virarmos de ponta cabeça (180 graus) o
telescópio espacial HUBBLE e examinarmos o mundo microscópico que nos envolve,
que poderíamos enxergar quase tão longe no “inside” da matéria, coisas infinitamente
menores do que a Terra.
É
mister compenetrarmo-nos de que o tamanho das coisas é relativo; tem um
significado diminuto.
Hoje
a Astrofísica está, como dissemos, admitindo que existem vários Universos e não
apenas o que julgávamos único e consideramos “nosso”; apenas se conhece a
composição de 10% do nosso Cosmo porque 90% são constituídos por “matéria
escura” que ainda não foi possível identificar, tendo-se chegado recentemente à
conclusão de que o UNIVERSO, afinal, não é esférico mas...plano!!!
A
mente humana, que DEUS (em sentido cósmico...)
criou de forma maravilhosa (como certamente a de outros seres
inteligentes, talvez superando até a nossa inteligência em não poucos casos,
que habitam planetas de outros sistemas estelares e de outras galáxias,
estimando o grande e saudoso Carl Sagan que na Via Láctea devem existir pelo
menos 80 milhões de planetas habitados) evoluiu em menos de um século ao ponto de questionar o Universo e de descortinar e explicar muitos dos seus
mistérios, transcendendo os limites do tamanho...A Astrobiologia começa a
despontar como ciência...
|