| Ensaios |
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| Carlos Mário Alexandrino da Silva |
O ALFABETO DE DEUS...E OS MENSAGEIROS
DO ALÉM
=OVNIS, ET´S E O QUE SE SABE=
Carlos Mário Alexandrino
da Silva
II .- FALANDO DO ALFABETO DE DEUS
1.
PROLEGÔMENOS
R. Brewer , cientista do Instituto de Física da Universidade de Hamburgo, RFA, escreveu: “ A maior parte dos astrofísicos são
ateístas, mas existem também os que acreditam em DEUS, geralmente num DEUS IMPESSOAL, vendo no Megauniverso infindo uma confirmação da
teoria metafísica”.
Quem
estas linhas escreve, que já foi catôlico praticante, repensando tudo o que
aprendeu ao longo de 7 décadas e meia de vida cósmica, mormente através da
análise da história do homem nos últimos 6 mil anos, concluiu pela
impraticabilidade lógica de continuar acreditando em mitos místicos criados
pela ignorância do Homo sapiens
impotente para explicar nas épocas passadas determinados fenômenos cósmicos e
naturais que o envolvem, entregando-se a explicações sobrenaturais e à
imagética fantasista perante a qual mesmo ao pisar o umbral do século XXI se
prostra humilde e suplicantemente porque se reconhece incapaz de vencer, por
ora, a degenerescência celular e a inevitável lei da morte...
Aqui
chegamos ao ALFABETO DE DEUS. Nosso escopo é dar continuidade e atualização aos
assuntos focalizados na PARTE I, visando
divulgar novas teorias, observações, fatos e, como atrás aludimos,
algumas especulações atinentes aos fascinantes domínios da astrofísica e das
mecânicas quântica e celeste, facultando aos internautas que nos estão lendo o
seu ingresso paulatino na antecâmara do conhecimento do UNIVERSO.
Mais
um sonho? Sim, hemos de reconhecer que não é fácil essa familiarização com o
aparentemente insondável Cosmo, por se tratar de uma área virgem ou mal
conhecida daqueles que estão lendo estas linhas. Mas, como sabeis, o progresso
é feito de sonhos paciente e gradativamente convertidos, mediante pesquisa
persistente e operacionalmente significativa, em verdades científicas ou
tecnológicas, a maior parte das vezes inacabadas, uma vez que em Ciência nada é
definitivo, nem mesmo a elegante álgebra de Einstein segundo a qual o Homo
sapiens estaria irremediavelmente sitiado pelos limites espaciais e temporais
impostos pela velocidade da Luz e deta forma seria eternamente prisioneiro do Sistema
Solar em que parece ter sido gerado, após longa viagem de suas sementes
biológicas vitais em espaçonaves
naturais, errantes, denominadas asteróides.
Neste
empolgante e maravilhoso campo de estudo, duas grandes teorias se enfrentaram
ao longo do século que se finou há pouco, às 24h00 de 31 de Dezembro do ano
2.000: a da Mecânica Quântica, de Max Planck, e a da Relatividade, de Albert
Einstein, esta última ligada à teoria do espaço e do tempo, que já abordamos,
sintetizada por ele da seguinte maneira:
“Antigamente
pensava-se que se todos os objetos materiais desaparecessem do Universo,
restariam ainda o espaço e o tempo. Mas pela teoria da relatividade, tempo e
espaço desapareceriam juntamente com o Universo.”
Como
sabeis, estamos vivendo na Era Atômica que resulta de uma simples e pequenina
fórmula descoberta por Einstein e vulgarizada por essa Relatividade:
E=
m.c2 ou seja: a Energia é
igual ao produto da massa dos corpos pelo quadrado da velocidade da Luz. Muito
simples, não acham?
As
dificuldades que se levantam a muitos curiosos, para entenderem as
aparentemente complexas teorias precitadas, devem-se ao fato de aqueles que as
expõem , técnicos em matemática, olvidarem que estão escrevendo para
não-matemáticos, para leigos, não dedicando por isso qualquer tempo a
explicarem a dedução das fórmulas umas das outras.
Com
freqüência aparecem nos jornais, nas revistas, nos noticiários ou reportagens
da mídia, afirmações curiosas que têm muito a ver com a teoria da Relatividade,
como, por exemplo, a de já ser possível adquirir a IMORTALIDADE desde que, para
isso, nos movamos à velocidade da Luz, ou que, graças a um novo instrumento
ótico – o sincróton, possamos enxergar as ínfimas partículas elementares que,
em número de 12, constituem a estrutura do átomo. Heureca!
Até
o famoso Stephen Hawking (ateísta
confesso) em seu “best-seller” UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO se revela
prolixo e complexo, de certo modo difícil de “digerir” pelo homem comum. Essa
maneira de escrever Ciência a título aparentemente divulgador, inviabiliza o
acesso ao conhecimento científico.
Nosso
conselho é que você seja mais paciente, concedendo ao seu subconsciente um
certo tempo para que ele possa “digerir” as dificuldades que for encontrando
durante a leitura deste nosso texto...Pare para pensar um pouco no que leu,
volte a ler; releia, treleia e terá então, acredite, a satisfação de ver caír
muitos tabus, muitas “muralhas de dificuldades”. Em FÍSICA, em MATEMÁTICA, em
RELATIVIDADE, em MECÂNICA QUÂNTICA (que trata do microcosmo, do infinitamente
pequeno) o que mais se carece é de PERSISTÊNCIA para a aprender ou entender.
Na
PARTE I- FALANDO DE RELATIVIDADE –
vimos que Einstein ,por assim dizer,
sonhava com o “achamento” de um sistema de equações que viabilizasse a
correlação entre a teoria “quântica” do seu “rival” Planck e as suas duas teorias da “relatividade”; jamais o
conseguiu, seus esforços foram baldados e em 18 de Abril de 1955, faleceu, já
vencido pelo desânimo, num hospital de Princeton, nos Estados Unidos da
América, feito cidadão ianque. Durante a autópsia, o médico que a fez furtou o
cérebro do cientista que somente em fins de 2000 foi, graças à pesquisa
detetivesca feita por um jornalista,
entregue pelo Dr. Harvey à neta de Einstein que reside na Califórnia.
Legou-nos
aquele genial cientista, que nos idos da década de 20 já conquistara para si um
prémio NOBEL mas não pela sua teoria
da relatividade, este maravilhoso feito científico que em muitos aspetos
suscita incredulidade em nossa mente e decepção por afirmar, peremptoriamente,
a impossibilidade de os astronautas viajarem para além das fronteiras do
Sistema Solar...Mas, caro internauta, em Ciência nada é definitivo...Assim, não
há que perder a esperança.
Posteriormente
a essa asserção de Albert Einstein,
sobretudo nos anos mais recentes (Einstein faleceu há 45 anos) cientistas
jovens e determinados procederam a pesquisas aturadas que lhes permitiram
atingir respostas surpreendentes como, por exemplo: a de que o nosso
Universo não é único, existindo pois outros universos similares sendo o que
conhecemos somente um microuniverso que ciclicamente
nasce-cresce-encolhe-fenece e renasce, etc., etc., etc., etc....; a de que,
afinal , a matéria do Universo que conhecemos não é mais do que 10% do total,
pois os 90% restantes são constituidos por matéria escura ainda impenetrável,
desconhecida; a de que o átomo não é a menor porção de matéria, portanto
indivisível, que existe pois nele se contém 12 partículas essenciais; a de que
existem partículas que se deslocam no espaço sideral a velocidades muito
superiores à da Luz e que não possuem massa; e finalmente, que o espaço não
é vazio nem esférico mas sim, plano constituindo uma espécie de manta
reticulada ou formada por minúculos aneizinhos enroscados uns nos outros, no
seio dos quais se gera o oposto da força da gravidade newtoniana, ou seja a
anti-gravidade mediante a qual o Homem, dominando a energia
eletromagnética, poderia viajar para além dos limites do Sistema Solar, rumando
a outras distantes galáxias, admitindo-se mesmo a possibilidade futura do teletransporte (desintegração
molecular da matéria num ponto do espaço e transferência instantânea de suas
partículas para outro ponto distante com reintegração organizada dos constituintes da matéria).
A
razão pela qual nos entregamos ao estudo da Relatividade e de outras teorias
desenvolvidas sobretudo no campo da Astrofísica e da Astrobiologia, foi
basicamente a necessidade que sentíamos, como docente de geociências e de
sociologia, a níveis médio e superior, de obter respostas para questões que nos
eram postas pelos nossos alunos, envolvendo não raras vezes a apologética, ou
seja, a defesa dos princípios religiosos, ou sua fundamentação para a qual não
parece hoje bastar a formação filosófica ou teológica, esta baseada nos conhecimentos tidos como
certos. A reflexão conduziu-nos a conclusões que definitivamente nos
divorciaram de qualquer crença religiosa.
2.- O BOM DEUS NÃO JOGA AO ACASO (disse
EINSTEIN)
O
russo naturalizado norte-americano GEORGE
GAMOW, pai da Teoria do BIG-BANG,
sempre se preocupou em fazer divulgação científica e foram suas magníficas
obras (UM, DOIS, TRÊS, INFINITO, etc., etc..) que nos contagiaram levando-nos,
evidentemente sem a presunção de sermos cientista, a seguir-lhe o exemplo. Mas
um outro terráqueo, bem mais jóvem do que nós, sofreu essa mesma
influência nos fins da década de 60: o
indiano ABHAY ASHTECAR, então aluno
da Universidade de Bombaím e que cresceu como cientista ao ponto de, volvidos
poucos anos, estar orientando uma equipa de pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, E.U.A,
ficando a Ciência a dever-lhe a mais sensacional descoberta matemática do
passado século (XX), na década de 80, ocorrida na Universidade de Chicago. Teve
ele inspiração na leitura feita, casualmente, numa dissertação de um graduando
chamado AMITABHA SEM, em que este
desenvolvia um novo método para tratar “curvas espaciais” explicando
sucintamente a trajetória do elétron num campo gravitacional. Até essa altura,
quando a partir da mecânica quântica de Max
Planck se tentava chegar à relatividade, logo se deparavam absurdos
aparentemente intransponíveis. Todavia, esse “trabalhinho” de um graduando foi
a “luz que despontou no fundo do túnel” abrindo “novos horizontes”, fazendo
germinar e crescer uma nova linguagem geométrica de que resultou um sistema de
quatro equações, muito parecidas com as de Maxwell
(século XIX) que permitiram teorizar o eletromagnetismo. Graças a esse trabalho
e à dedicada cooperação de dois outros jovens pesquisadores, Lee Smolin e Tod Jacobson, bem como a uma sugestão do físico italiano Rovelli, inspirado pela teoria dos “loops” ou “anéis do espaço”
(segundo a qual este é, na verdade, composto por uma reticulada teia de anéis
enroscados entre si harmonicamente, como se Deus houvesse tecido um “tapete
cósmico” para nele se deitar languidamente toda a Natureza), o genial Ashtekar pôde elaborara o
revolucionário “consórcio” PLANCK x
EINSTEIN. Isto significa que, se dividirmos o espaço “vazio” em faixas
cada vez menores chegaremos a um limite, que o mesmo seria dizer – a um
“átomo” do espaço , indivisível.
Radica
essa estranha concepção de espaço na teoria há 100 anos defendida por Planck, pela qual “a energia em qualquer das suas formas transmite-se em pacotes
individuais”, nascendo assim a “teoria
quântica”. A cada um desses pacotes
dá-se o nome de “quanta”.
3.-
DIVISIBILIDADE FÍSICA E “ANÉIS DO ESPAÇO”
Se
uma viga de aço é formada de átomos e se a própria energia é constituída por “quanta”, então o espaço-tempo (de Einstein) seria formado por minúsculas
partículas, não sendo nem o espaço nem o tempo infinitamente divisíveis, isto
é: haveria um limite.
John Wheeler, pesquisador da Universidade de
Princeton, inventor da conhecida expressão “buracos
negros” já na década de 50 sugerira que o espaço-tempo seria composto de “microbolhas”
constituíndo uma “espuma”.
Porém,
a tese mais aceitável pela comunidade científica internacional parece ser a de Ashtekar, ou seja: a dos “anéis do
espaço” que Rovelli lhe inspirou e
que ele resolveu matemáticamente. Anéis que teriam um bilionésimo de
trilionésimo de trilionésimo de centímetro
ou 10–33 de
tamanho! Ocupando o espaço, formando um perfeito “leito cósmico”! Fabuloso!!!
Vejam só: Se fosse possível ampliarmos um átomo de matéria até a um ponto em
que ele atingisse o tamanho da nossa imensa Galáxia (Via Láctea) e se, concomitantemente, ampliássemos, na mesma
proporção um “anel do espaço” este
chegaria ao tamanho que tem uma célula do nosso corpo! Ver para crer – como S.
Tomé. Mas, prezado leitor, não duvida – é nisso mesmo...que se fundamenta a
nova teoria do Universo. Mas, uma questão que nos intriga: O que existirá no
interior, no “inside”, desse anel tão
minúsculo? Outra “Alice nos País das
Maravilhas”? RESPOSTA de Ashtekar:
Não
existe NADA! NADA! ABOLUTAMENTE
NADA! Se o mínimo espaço é...um “anel” nada havendo menor do que ele,
nem espaço para conteúdo, como seria possível se criar uma partícula ainda
menor do que ele? Não haveria espaço para suportá-la. Como já vimos, esses
“loops” reúnem-se numa espécie de “cota de malha”, reticulada, parecida com a
que protegia de estocadas os guerreiros medievais, muito maleável e
difìcilmente trespassável. Fácil de entender, não é verdade? E...fascinante!
4.- COISAS
QUE A FÍSICA COMUM NÃO ENSINA: TÁQUIONS, GRÁVITONS, GLÚONS, MÚONS, TÁON, QUARKS, BÓSONS, LÉPTONS, SUPERCORDAS,
MEGAUNIVERSO...
O
que está acontecendo? Por quê tantos nomes novos?! Bem, já dissemos que,
afinal, o átomo { idealizado e assim denominado pelo filósofo grego Demócrito de Abdera (460-c. 362 a.C.) }
não é a menor partícula da matéria, nem indivisível. E o que é isso de GRÁVITON?
Bem, este talvez possa ser definido como um “anel do espaço”; todavia, esses anéis podem no núcleo ter sua
configuração alterada por “dobras” no tapete cósmico devidas a deformações na
trama reticulada, geradas pela intromissão de massas no espaço antes vazio...No
ponto de contato, o espaço forma como que uma bordadura ou “auréola”. Os TÁQUIONS
são partículas
elementares que se movem a velocidade superior à da Luz sendo esta o seu limite
inferior.
Esclarecendo
um pouco mais:
Até
hoje foram descobertas centenas de partículas, porém apenas algumas parecem não
ser constituídas por nada menor do que elas. Essas particulas elementares dividem-se em duas classes: os férmions, que formam conglomerados de
matéria, como os átomos, e os bósons,
responsáveis pelas interações entre os corpos materiais. Os férmions subdividem-se em dois
conjuntos: os quarks e os léptons. Para cada partícula possivel existe uma antipartícula, com propriedades
opostas. As teorias atuais interpretam as forças como trocas de partículas
entre partículas. Esses objetos intermediários são os bósons. Há quatro
tipos de forças (gravitacional, eletromagnética, fraca e forte) e, portanto, quatro conjuntos de bósons. A
gravitacional e a eletromagnética possuem um bóson cada; o gráviton e o fóton,
respectivamente. A fraca é transportada por três bósons: o W- , o W+
e o Z0. E a forte está associada a oito tipos de glúons. O
gráviton é o único bóson ainda não encontrado. Quanto aos quarks, além do top, up e down
que no núcleo do átomo formam prótons e neutrons, existem mais quatro quarks, de massas
maiores, que só aparecem nas altas energias e decaem rapidamente, originando
particulas leves. Por estarem sujeitos a uma força muito poderosa (a interação
forte), os quarks jamais ocorrem isolados,
mas sempre em trios ou em pares de quarks-antiquarks.
Dos léptons, o elétron é o mais famoso do grupo. O múon e o táon surgem em
altas energias, e só diferem do elétron por
possuirem massas muito maiores. A cada uma dessas três particulas
carregadas eletricamente está associado um neutrino,
de carga nula e massa muito pequena. O neutrino do táon foi o último a ser
descoberto. O próton do núcleo do
átomo é formado por três quarks, que se movimentam em altíssimas
velocidades dentro de uma núvem de glúons.
O afastamento dos quarks faz a energia da núvem aumentar. Quando esse acréscimo
atinge um valor crítico, surge um novo quark
e um antiquark, que se aniquilam quase instantâneamente. O próton volta, assim, à
situação inicial. O fenômeno se repete inúmeras vezes, fazendo com que o mundo
interno do próton se assemelhe a um vulcão em permanente erupção.
Por
se encontrar associado ao táon, que é
um objeto de grande massa, o seu neutrino
só pode ser observado em altas energias, como as que teriam existido pouco
depois do Big Bang no Universo. Outro neutrino, o do elétron, é uma das
particulas mais comuns da Natureza; os nossos corpos emitem 20 milhões desses
objetos por hora pelo simples fato de
termos no organismo 20 miligramas de potássio rdioativo. Mesmo assim, é difícil
detectar o neutrino do elétron, que tem pouquíssima relação com as demais
partículas e pode atravessar um ano-luz de matéria sem interagir com ela. A existência do neutrino continua sendo um
mistério insondável, o que, aliás, pode ser dito de todas as partículas
elementares, até mesmo do comum elétron que, como sabemos, aciona equipamentos
elétricos, o nosso computador, etc., estando associado à maioria dos fenômenos
cotidianos. Mas não existe cientista que possa dizer o que é realmente o
elétron...
A
teoria das supercordas pretende
provar que todas as forças da natureza se
sintetizam em uma só, entendendo-se a gravidade a nível quântico.
Stephen Hawking embora não repudie a tese do MEGAUNIVERSO dos russos Linde e Starobinsky, defende que se devem modificar as equações da mecânica
quântica por forma a que possam, por seu intermédio, ser tratados problemas
macrocósmicos. Os russos atrás citados e o alemão Reinhardt Brewer, a que já aludimos, conceberam a dita teoria
super-revolucionária segundo a qual o nosso
Universo não passa, na verdade, de um minúsculo microcosmo em pulsação e
evolução, ou melhor dizendo, em transformação cíclica, sendo somente um
universo dentre um imenso número de outros similares...
5. – DA
PREVALÊNCIA DO ALFABETO DE DEUS Á ANTIGRAVIDADE- DEFINIÇÃO
ASTROFÍSICA
DE “DEUS”...E O “PONTO ÔMEGA”
Alfabeto de Deus... por quê? Porque,
sem dúvida alguma, esta será a mais adequada denominação para definir o
conjunto de questões e de respostas e teorias que o “Homo sapiens” vem elaborando sobre as grandes incógnitas do COSMO (do latim) ou KOSMOS (do grego), todas elas
inspiradas por “ALGUÉM” (a nosso
ver, hoje, uma força ou energia cósmica ignota e poderosíssima, indefinida e
indefinível para o HOMO SAPIENS e
que, conseqüentemente, nos transcende). Essa “ALGUMA COISA” ou esse “ALGUÉM”
òbviamente está acima (e na origem) da
nossa razão. Nele se incluem, de
harmonia com a nossa escolha, a Teoria dos Quanta, de Planck, a Teoria da
Relatividade, de Einstein, a Teoria da Gravidade Quântica, de Ashtekar, a
Teoria da Relatividde Complexa, de Jean
Charon (autor de “O ESPÍRITO – ESTE
DESCONHECIDO” cujo fascinante
leitura recomendamos aos nosos vistantes internautas, e da teoria eónica).
Cabe dizer aqui, a talhe de foice, que o polêmico mas brilhantíssimo Charon refere modelos de partículas
elementares que respondem a questões muito interessantes: partículas
estáveis (cuja duração de vida é intérmina) contendo sob uma carapaça de
matéria um espaço-tempo novo, com interesse, de acordo com a sua teoria, “metafísico”.
Enquanto que o Tempo que conhecemos
progride do passado para o futuro, irreversivelmente, o NOVO TEMPO de Charon é cíclico, isto é, tem retorno e
progressão, com um período muito curto; um tempo, enfim, idêntico ao que
prevalece nos fenômenos em que a memória intervém. E é precisamente a esse
“novo tempo” que aquele renomado físico francês chama de “tempo do espírito”.
Tente entender: os fatos que ocorrem no nosso
universo, no nosso espaço ordinário, o espaço da Matéria, obedecem aos bem
conhecido princípio denominado “segundo princípio da termodinâmica”, pelo qual os fenômenos
físicos não podem se desenvolver fazendo decrescer sua entropia ( medida do grau
em que a energia de um sistema é inaproveitável, ou medida da quantidade de
desordem de um sistema). Para Charon,
existe um espaço onde as coisas se passam ao contrário (neguentropia) – o do Espírito.
Sempre se acreditou que só existia um espaço-tempo duplo, do qual o Espírito
faz parte. Esse espaço-tempo Espírito
descobre-se em partículas elementares estáveis, como dissemos atrás, cuja
duração é comparável à própria duração da vida do Universo (eterna). Charon escreve: “ Se, por outro lado,
estas partículas têm uma duração de vida praticamente “eterna”, então todas as
informações que durante nossa vida humana armazenamos nestas partículas têm uma
duração de vida praticamente eterna; armazenamos estas particulas espirituais,
entram na constituição do nosso corpo e vão subsistir além da nossa morte
corporal, praticamente pela eternidade. Se
convencionamos chamar DEUS ao princípio
da eternidade – prossegue Charon in “O Espírito – este desconhecido”
(tradução de Edições Melhoramentos, São Paulo –S.P., Brasil) então o que
acabamos de dizer nos permite afirmar que Deus, enquanto Espírito ligado ao
princípio da Eternidade, “existe” e, de resto, que cada um de nós é
“consubstancial com Deus.” Noutra passagem da sua extraordinária obra,
observa:”Como nosso corpo é, com efeito,
construído de partículas que, por serem eternas, datam praticamente do “começo
do mundo”, o nosso próprio espírito que chamamos “nosso” vive o que vive o
próprio Universo, cada um de nós possui
um “EU” coextensivo à eternidade do tempo, no passado assim como no
futuro.”
Mais
adiante, Charon observa:
“Segundo o que estes estudos no campo
da Física nos sugerem para o ‘modelo’ de espaço-tempo do Espírito, não há
dúvida em se dizer que o que chamamos de nossa pessoa, isto é, o nosso espírito, se encontra ‘disseminado’,
esfarelado, diremos, entre os bilhões de partículas elementares que formam o
nosso corpo! “
Jean Charon sublinha que o que da autoria dele se
transcreveu no precedente parágrafo era a tese do genial cientista Padre PIERRE TEILHARD DE CHARDIN.
Contudo, em parte Charon discorda de
Chardin, pois afirma: “cada uma das
partículas que formam nosso corpo possui em si mesma o conjunto da informação
que caracteriza, por seu conteúdo, o que chamamos de ‘nosso’ espírito, nossa
pessoa, nosso “EU”.”
Logo,
ele compara os éons (particulas da eletrosfera dotadas de
memória, de espírito) da eletrosfera dos átomos que nos constituem, aos
cromossomas e aos genes, ”bagagem genética” dos seres vivos. Cada partícula, então, se bem estamos
entendendo a tese de Charon, possui uma história de vida que remonta a
todo o passado do Universo que ela vivenciou passando por uma experiência
diferente da de sua vizinha, antes de participar com ela na mesma estrutura
complexa viva ou pensante. Sendo assim, “não há mais para nós verdadeira Morte, do mesmo modo que não há
verdadeiro nascimento”, porque:
“ Nós vivemos no plano espiritual
aquilo que vive o próprio Universo” (sic)
Em
relação a Teilhard de Chardin
constata-se em Charon uma concepção
algo diferenciada porquanto aquele distinto biólogo considera que o elementar
nada é na evolução pois a partir do
momento em que os materiais que pertencem a uma célula viva saem da membrana
celular, então eles perdem todas as qualidades de consciência próprias do Vivo.
Charon, porém, duvida da prevalência
teilhardiana do mais organizado no centro da aventura espiritual do Universo,
afirmando que os resultados que obteve
no campo da Física demonstram que o elétron possui todas as qualidades
requeridas para ser a particula portadora do espírito no Universo. Estes
considerandos validam a convicção teilhardiana da existência de uma psique
associada às partículas elementares da Matéria. Charon conclui de forma objetiva conforme segue: “ O homem, e aqui também concordo com
Teilhard, é sem dúvida a ‘máquina’ que permite ao elementar, ao menos na nossa
Terra, a aquisição da informação mais elaborada e, talvez, em ritmo mais
rápido.”
O
que antecede conduz-nos a uma reflexão apoiada na afirmação de Descartes: “ PENSO, LOGO EXISTO!”
O nosso ‘EU’ é algo que está situado na
região do Espaço ocupada pelo nosso corpo, a qual coincide com a matéria deste, e assim nosso ‘EU’ é, conforme se depreende da teoria de Charon, ‘indissociável da matéria’ que constitui o nosso corpo. Depois da Morte, o que resta do nosso corpo? Charon diz-nos o seguinte, a este respeito:
“Se pensarmos nas partículas
elementares, tais como os prótons ou os elétrons, podemos dizer que toda a
matéria do nosso corpo se conserva depois da nossa morte; depois desta a Física
nos confirma que tais partículas são estáveis, isto é, têm praticamente uma
duração de vida infinita.”
Portanto,
o que supra referimos mostra que dessa forma atingimos o estado último, de
espiritualidade total, a que Teilhard
chamou de “ponto Ômega”.
Em
seu princípio o Universo teria se parecido à explosão de uma bomba atômica cuja
temperatura no centro do cogumelo se situa entre 100 milhões e 1 bilhão de
graus centígrados. Ora, até esse momento – o do BIG BANG – a Matéria, por incrível
que possa parecer, inexistia, só começando a se formar a partir da radiação de
fótons, nos primórdios da expansão do Universo por aquele fenômeno gerado.
Primeiros
átomos de Hidrogénio. Este gás formou uma imensa núvem que se cindiu em bilhões
de outras núvens menores, tendo sido esta a primeira fase, ou das
protogaláxias, que, sob o efeito da força gravitacional, deu origem à gestação
de bilhões de estrelas... E desta forma tudo parece ter começado...
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