O Abril de hoje

Sento-me e repenso um passado que não me lembro
Surgem-me os cravos por mensagem
como à liberdade uma homenagem
de um país que não conheci.

Dizem das feras que eram más,
dizem das gentes, que sonhadoras.
Salta-me à vista o medo, a ignorância.
Salta-me ao peito a esperança.

Sento-me, e vejo como o tempo se ri
do tempo que levou até chegar aqui,
dos homens que tombaram por ali
sem saber onde chegou  o fim.

Do sonho que não morreu
relata um povo envaidecido,
uma triste história que mal lembramos,
sonhando com um passado nunca vivido.

Raquel Ferraz