CARTA DA AMÉRICA FADO ESPERANÇA |
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Versos do fado muitas vezes têm pouco de poesia. No entanto, apesar de
sua infantilidade literária, o fado tem permanecido, comprovando que
deve haver algo que apele ao povo que o escuta. Verdade que, quando a
guitarra e viola "choram", e a/o fadista entra naquela tristeza emotiva
que é a visão do fado em vivo, quem entende a letra chora igualmente de
alegre tristeza. Alegre tristeza, porque, como sabemos, quanto mais
triste o fado mais alegre o português. Existem no mundo outras versões do fado - cada qual destinada a seu ambiente. "Musica Ranchera", no México, "Tango", na Argentina, "Blues" nos Estados Unidos, etc.. Apesar de mais de cinquenta anos na América, continuo sentindo um "não sei quê pelo fado". Verdade que não toco nenhum instrumento. Portanto jamais me atreveria a compor música que acompanhe meus simples versos. No entanto, não me importa submeter letras seja a quem for, caso alguém se interesse em usá-las. Eis, portanto, um "Fadinho" mais. Queira Deus que alguém lendo este humilde contributo à "alma" portuguesa possa usá-lo a próxima vez que cante.
Ruas de minha saudade, Não me recordarei jamais Do que pr'a mim foi a verdade De haver vivido sem ti, Conhecendo a solidão, Deixando o que já sofri, Acalmando meu coração. Porque sei que amor não mata Quem não se deixa morrer, Que nada a vida farta, Quando queiramos viver. Portanto deixo passar Saudade de meu passado, E com mais vida para amar, Sinto esperanç' a meu lado. Porque esperança não morre A quem não a deixa morrer, E por todos amor corre Logo qu'o deixemos correr. Estribilho: Porque esperança não morre A quem não a deixa morrer, E por todos amor corre Logo quó deixemos correr. St. Louis, Missouri. 25 de Abril de 1998 Manuel L. Ponte Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail Acrescentar como Favorito (162) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 2142
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