Cultura da Tradição
Alguém escrevia recentemente, que “ um povo só prospera e tem futuro quando não esquece o passado e as suas genuínas raízes culturais”. Palavras sábias estas, que uma minoria de grupos de folclore de há muito interiorizou e se expressa no trabalho que vêem desenvolvendo. Eles sabem que não podem vestir/trajar o que lhe apetecer, não podem cantar e bailar o que e o como entenderem. Eles sabem também que devem ser um museu vivo da sua terra ou da sua região e, claro ,anda por aí muito gato a passar por lebre.
Mas o Poder Central que sempre teve responsabilidades neste estado de coisas, tem-nas agora acrescidas desde que em 24 de Janeiro a Assembleia da República aprovou, para ratificação, a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que havia sido adoptada em Paris, em 17 de Outubro de 2003, na 32ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO. Esta Convenção foi assim vertida para o acervo legislativo português, tendo sido publicada no Diário da República, 1ª série, nº 60,em 26 de Março de 2008, sob a designação da Resolução da Assembleia da República nº 12/2008.
Trata-se sem dúvida de um grande passo em frente, mas só por si legislar não chega; agora é preciso que no Parlamento todos saibam o que são a “etnografia e o folclore”, e nos centros de decisão a cultura tradicional” seja tratada com o devido respeito ,e que as águas sejam separadas.
E um papel muito importante cabe à Imprensa Regional que não pode continuar a noticiar acontecimentos ditos de folclore, como se realmente todos de folclore fossem .Claro que os grupos que são indevidamente tratados como tal, também têm a sua função Sócio-Cultural ,mas a sua actividade não assente num trabalho científico de pesquisa, não são representativos
Lino Mendes
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