Vampira

 

Torpe como um veneno dado de tua boca

Envenenando meu coração dilacerado

Há dentro deste peito uma vontade louca

De sangrar nesses lábios envenenados

 

Numa mordida dilacerante tão profunda

No qual dolorosamente o sangue inunda

O chão exuberante do teu quarto

Se derramo meu sangue docemente como falo

 

Não será só minha esta fuga

Pois o amor em mim não é tortura

E sim de fato uma aventura

 

Ah! Como seria? Ah! Meu Deus, como seria?

Morrer em tuas pressas de vampira

Entorpecido de amor em tua cintura

 

 


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