Globalino e Aquecimento Global

    GLOBALINO E O AQUECIMENTO GLOBAL
                                                                              
                                                                           Autor: Gladston Salles
 
Este miniconto como ficção serve de alerta. Vamos dar as mãos e lutar por um mundo melhor onde predomine o espírito de fraternidade universal e o respeito à natureza. Ainda dá tempo...


Algumas décadas após a 15ªConferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima...
Na terra reina o caos. A água é escassa e qualquer alimento “vale ouro”. Muitos povos migraram e sucumbiram na luta pela sobrevivência.As geleiras derreteram e os oceanos engoliram nações inteira. O egoísmo, o desamor e a ambição desmedida dos homens focados apenas na conquista de bens materiais contribuíram muito para essa horrenda situação. As grandes potências mundiais (maiores responsáveis pela poluição) não deram a devida importância aos apelos dos ecologistas e dos movimentos populares pela preservação da natureza. Os cientistas com base nos estudos e pesquisas avançadas bem que tentaram convencer os governantes sobre os danos irreversíveis que a poluição desenfreada causaria a terra. Mas de nada adiantou... Mesmo diante de estranhas mudanças climáticas e a ocorrência de catástrofes provocadas por tufão,ciclone,furacão, maremoto, temporais avassaladores, inundação, terremoto, etc., os chamados “países ricos” continuaram com seus projetos ambiciosos de desenvolvimento econômico, expansão industrial, aumento do poderio bélico e do arsenal nuclear e conquista espacial. Lamentavelmente sem consciência ecológica e sem tomar as medidas preventivas eficazes contra o chamado “aquecimento global”.
Nesse contexto Globalino vive sem esperança diante de um cenário demasiadamente triste. O mundo está em ruínas. Quase não existe “verde”. O calor é sufocante. Globalino sente muita fome e sêde. É o “aquecimento global” implacável e irreversível que atingiu nível humanamente insuportável. Os rios secaram. A vegetação é coisa rara. Os homens e animais estão morrendo. Não há comida.  O campo está sem cultivo. Aliás, está quase tudo deserto.Cidades "fantasmas". Árvores ressequidas.Nenhum pássaro vadio. Ruas e avenidas vazias. Casas sem ninguém. Industrias falidas.Comercio extinto.Nenhum meio de transporte em atividade.Tudo virou sucata.Lixo em abundância. Podridão.Medo. Desespero e lágrimas.Sinais de luto e abandono.
Globalino perdeu a família e está muito doente. Solitário e sem destino resolve com dificuldade caminhar até a velha estação de trem...Lá chegando não encontra ninguém para ajudá-lo.O vazio é imenso.A solidão cruel.Não existe mais passageiro.Nem maquinista.O trem parou pra sempre...Globalino sabe que não tem pra onde fugir.A visão fica turva e quase não consegue mais respirar.Sente uma dor aguda no peito e sem socorro sentado no banco agoniza e morre.
- Que ironia do destino... Defronte a estação há um cartaz antigo e desgastado onde se lê “Vamos salvar o planeta”.
www.gladstonsalles.recantodasletras.com.br

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Comentários (1)
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1. Escrito por Maria Moraes em 07-01-2011 13:06 - Registado
 
 
Gladston  
 
Gostei do conto e sinto que pode vir a ser realidade. 
Lastimo por ter tido tanta ganância. 
 
 

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