Seu Palhaço!

Tínhamos 27 anos de idade. Eu era licenciado em advocacia e Steve em medicina.

Vamos por as coisas nestes moldes, Steven quando prepara uma cena, devemos estar em alerta geral, isto é, todos os cinco sentidos deverão estar completamente em alerta. Nossa amizade sempre foi de ferro, quando um entra em piloto automático, bebedeira, o outro toma a dianteira e conduz qualquer situação, de forma a evitar chatices e males entendidos.

O Steve sempre se comprometeu em desfazer todas as insinuações, que de vez enquanto pairavam no ar. Sempre me disse: -Greeg, minha alcunha, fica tranquilo não passa nada.

As pessoas insinuavam muitas vezes que éramos gays. Olhando hoje para o que fazíamos e da forma como nos comportávamos, seria mais do que natural terem esse tipo de pensamento.

Onde estava o Steve, lá estava eu, e vice-versa. Tanto eu como o Steve tínhamos uma dificuldade tremenda em firmar um namoro duradouro com uma jovem. Quando eu começava a tentar desmarcar-me dás nossas investidas, era ver o Steve arrumando logo maneira de aprontar sarilhos propositados, de maneira que a minha namorada entrasse logo em stress. Não descansava enquanto a coisa não descambasse em fim de namoro.

Do mesmo modo eu também sem dó nem piedade agia da mesma forma. Assim ficávamos sempre em pé de igualdade. Bastava estar 1 mês com a mesma fêmea, um ou outro aplicávamos aquilo que designávamos por “operação resgate”

Tínhamos muitas técnicas para o engate, de vez enquanto e de forma alternada um de nós era motorista do outro. Era básico, o Steve vestia um fato sóbrio de cor escura. Para dar ainda maior credibilidade usava camisa branca e um laço no pescoço, tipo empregado de mesa em restaurante fino. Alugávamos um automóvel de dar nas vistas, reluzindo de tanta limpeza e zás, lá ia eu todo fogoso no banco de traz ouvindo música clássica e decorando o nome das orquestras, por que quando a gaja entrasse no banco de traz eu não podia perder a compostura, tinha de mostrar classe.   

Estas peripécias eram sempre engendradas em cidades distantes do local onde habitávamos, para não dar muito nas vistas, como seria lógico. Íamos sempre para o melhor clube das redondezas, fazíamos logo uma entrada triunfal, tipo encostávamo-nos ao balcão, procurávamos estabelecer proximidade com um grupo de mulheres, pedíamos logo duas bebidas, eu começava logo a ensaiar uns paços ali mesmo no balcão, o Steve com ar altivo dirigia-se para uma das mulheres que parecesse mais extrovertida e perguntava:

-Desculpe, a jovem poderia me dar uma informação?  

-E a resposta era invariavelmente: - sim faz favor.

-Sabe, é que eu sou motorista deste fulaninho. Indicando na minha direcção, ele

gosta  é de andar aos saltos à dançar a noite toda, e eu,  além de ter de trabalhar até altas horas, gosto é de sossego. Isto aqui é assim a noite toda neste, bum, bum, bum?

A resposta poderia ser qualquer uma, o mote estava dado, daquele momento em diante era dar largas às mentiras. O fulaninho, eu, era estudante de medicina, o meu pai era o maior accionista da petrolífera tal. Quando nos dávamos por conta o mulherio estava por nossa conta. Primeiro ficavam logo fascinadas por mim. Viam um rapagão endinheirado, só podia ser, com motorista e tudo. Por tabela o Steve também enchia a barriguinha. Eu ficava com uma beldade e o Steve com a amiga, não falhava nunca.

Por norma já tínhamos alugado um bom apartamento em um aparthotel, subornávamos o recepcionista, para que pudéssemos entrar com acompanhantes. Tínhamos tudo sobre controlo, éramos verdadeiros felinos caçadores naquela selva repleta de caça.

Outra aventura era trocar de namorada. O Steve não gostava muito desta brincadeira, repetia sempre: - Greeg dói – me tanto o coração quando tenho de fazer papel de cabrão.

Quando eu estava meio apanhado por uma namorada, não dava folga nenhuma, já sabia do truque, era sempre o mesmo. Tudo se resumia em fazer o papel de amigo da onça. O Steve voltava-se para a minha namorada, e eu para a dele, que aquilo que eu estava a fazer com ela, ele não podia concordar. Deixava a garota em pânico, marcava um encontro para poder de uma maneira segura e mais apropriada segredar-lhe o que tinha para lhe dizer.

Tudo isso não passava de um pretexto para de uma forma subtil, aproveitar-se da debilidade emocional das namoradas (de ambos) e enrolar-se na cama com elas.

O Steve e eu tínhamos uma forma muito peculiar de nos tratarmos. As pessoas quando ouviam eu lhe dizer: - Seu porco idiota, estou farto de aparar esses golpes. Ou : - Olha lá cara de boi, não enxerga? Vê o que a tua namoradinha anda a fazer? Expressões destas eram proferidas em qualquer local público. Seja numa clínica, repartição pública, banco enfim no local menos apropriado, pior ainda era que o momento escolhido para proferir este impropérios não tinham nenhuma ligação com uma conversa normal, às vezes no meio do silêncio, e para que todas as pessoas ouvissem, sem demonstrar o propósito ele saia com uma boca nojenta, tipo: --Gregg como vai o tratamento das tuas hemorróidas? Imaginem a cara das outras pessoas. E eu? Ali, morto de vergonha, com cara de parvo. As pessoas na sala todas se contorcendo e segurando os lábios para não desatarem a rirem. Havia pessoas que saiam de imediato da sala, era ouvir as gargalhadas no corredor. E o Steve ali impávido e sereno, a olhar para mim com a cara mais deslavada deste mundo.  

Dava-me sempre muito gozo quando íamos ao super mercado fazer compras, geralmente cerveja, salgados, frutas e guloseimas, o Steve entrava disparado à minha frente pegava num carrinho e lá ia ele a toda velocidade, eu aproveitava para dizer à operadora da caixa

 - Olha o meu amigo tem um certo grau de invalidez mental, isto é, torna-se muito agressivo e poderá fazer desacatos ou pior tentar agredir alguém. Ele forçou-me a entrar aqui no mercado, alerte o segurança por que a situação poderá ficar descontrolada.

Bem, agora imagine a cena, a operadora da caixa pega logo no intercomunicador e transmite:

Serviço de jardinagem (código entre os empregados para chamarem o segurança) favor apresentar-se na caixa 2.

Para apimentar mais ainda a situação transmito à operadora da caixa que se por alguma razão ele proferir a palavra “ cachorro louco” ela deverá redobrar as precauções.

A partir deste momento é o meu deleite, Pergunto para o Steve:

-Tu reparas-te naquela mulher da caixa?

-Não! O que foi?

-Disse que adora cachorro louco.

-Quando chegarmos junto à caixa, faz aquele teu ar de maluco e volta-te para mim e diz bem auto: - seu cachorro louco!

-Deixa comigo! Dizia ele. Só o facto de alinhar na brincadeira já o tornava uma criança.

Agora imaginem a aflição da operadora da caixa e do segurança, quando vê chegar o imbecil do Steve fazendo aquele ar tresloucado e começa aos gritos: “-Seu cachorro louco”,

Bem! É o segurança pedindo para o Steve ter calma, é a operadora de caixa com os olhos esbugalhados tremendo de medo, além dos outros clientes que já estavam também de prontidão para o que der e vier.

E o Steve, deliciando-se a chamar-me de cachorro louco, sem se dar por conta de toda a tramóia que eu tinha preparado para ele.

Quantas vezes ele fez figura de parvo e vice-versa, também eu.

Ficava ele envergonhadíssimo, quando na frente de todos eu lhe chamava de “cavalo-burro”, era uma vergonha, além de chama-lo de cavalo levava em simultâneo com o adjectivo de burro.

Impropérios e palavras desconexas nunca faltaram no nosso diálogo de proximidade, valia tudo, principalmente junto a um grande aglomerado de pessoas: - Sai daí mariposa apaixonada. - Ó nabo do quintal da minha avó. – Eu acho que tu és rabeta. – Steve aquele cobrador não sai da porta de teu apartamento.

De vez enquanto íamos a um clube frequentado por muitas pessoas do mundo da moda, invariavelmente nestes locais existe tendencialmente a presença de indivíduos do sexo masculino, com tendências sexuais invertidas. Isto é, gays e lésbicas andam naquela atmosfera. Para que pudéssemos participar de vez enquanto, por aquelas bandas só podíamos utilizar uma técnica: Fazer de conta que éramos gays. Eu e o Steve ensaiávamos os passinhos, comprávamos até indumentaria, tipo calça apertadíssima na cintura, camiseta colada no corpo. Eu ria-me dele que nem um perdido, e ele dizia: Um dia vamos nos ferrar com esta frescura toda.

Parece que estava a adivinhar, havia uma grande festa agendada para o início do verão, daquelas festas onde só entramos com convite e para se conseguir este convite, torna-se necessária uma boa dose de conhecimento. Resumindo, a festa era imperdível!

Após quase duas semanas de frustradas tentativas, lá conseguimos os tais convites. Chegado o dia da festa, dirigimo-nos para o recinto. Nossa única hipótese naquele meio era meter conversa com os “meninos delicados” afinal de contas, onde estavam eles haviam sempre um enxame de lindas modelos.

Conversa para aqui, conversa para ali. Um copo aqui, outro acolá e já estava. O Steve nestas alturas já me alertava: Greeg, toma atenção na retaguarda. Veja lá se não sai enrabado desta festa!

O certo é que a noite ia no início e eu já estava despachado, tinha conseguido me esquivar das investidas da ala gay, e o assunto já tomava rumo certo com uma bela manequim. A noite rolava, pelas tantas lembro-me de uma imagem que até da dó! Vejo o Steve de braços erguidos, todo desfraldado, pedindo socorro. Qual o meu espanto ao verificar que o António Cintura Fina, está grudado no pescoço do Steve, na mais selvática tentativa de engata-lo.

Tive que largar o meu apetitoso menu comestível para aquela noitada, e ir em socorro do meu amigo. Em passos rápidos chego rapidamente ao local daquela cena menos apropriada para olhares mais pudicos. Peço licença, e solicito que António me acompanhe a fim de lhe dar uma palavrinha em privado.

Já em privado anuncio a António, na forma mais teatral e mentirosa possível, que Steve se encontrava em período de observação médica, segundo os especialistas, ele teria contraído um vírus que lhe estava atacar directamente o sistema digestivo. A situação era de tal gravidade que o Steve trazia consigo mais 4 cuecas descartáveis. Seria constrangedor para Steve que o António se apercebesse desta enfermidade. Além de que poria em risco a saúde do próprio.

Não consigo esquecer os gestos e trejeitos que António imediatamente começou a manifestar. A primeira coisa que me disse: - Credo, sinto comichão no corpo todo! Meu deus estarei já infectado? Começa aos gritos – Álcool, urgente! Tragam-me álcool. Começou a tirar a roupa mesmo ali à frente de todos. Esbracejava-se todo e aos prantos dizia: - Meu médico, tragam-no cá, sinto que vou morrer!

Meu Deus! Foi um burburinho, quando me aproximei do Steve, este encontrava-se de olhos esbugalhados, viu logo que tinha feito mérda: - Greeg és o maior, vem cá meu irmão, dá cá um abraço. Peguei nele pelo braço e falei: - Vamos mas é já embora, acho que exagerei na dose.

Nunca mais pisamos aquele ninho maravilhoso, tudo por culpa daquele otário.

-Greeg! Devo viajar brevemente, toma conta do galinheiro na minha ausência?

Respondo-lhe: - Cuidar do galinheiro é fácil, mas Steve a festa de arromba dos teus vinte e oito anos é já para daqui a 15 dias! Como é que ficamos?

-Cancela! Diz ele com a maior naturalidade.

-Cancelo uma porra! Tenho tudo organizado, vais viajar noutra altura seu otário!

Responde-me: Não pode ser! Tenho viagem marcada, desenrasca-te.

-Brincadeira meu! Vou até fazer de motorista neste dia para ti. Já estou falido de tantos adiantamentos que tive que promover para os teus anos, e tu vens agora com esta? Francamente!

O certo é que 3 dias após o comunicado de Steve, sobre a tal viagem, recebo um telefonema sobre seu embarque: As 18:30horas,na cama nº 27 do quarto 321 na Clínica Particular da Ajuda. O local já me era familiar, tínhamos ambos amigos que estavam em estágio, em breve aqueles nossos amigos estariam formados em medicina e outros em enfermagem.

Quando chego ao quarto, começo logo a fraquejar as pernas. O Steve estava branco, parecia um fantasma, entubado por todo lado. Não conseguia perceber aquela mudança física em tão pouco tempo, faziam apenas 3 dias que não nos cruzávamos, situação rara de acontecer. Mas o certo é que estava ali e na presença do meu amigalhaço.

Juntamente comigo estava Carla, a sua namoradinha nova, coitada totalmente desconsolada. Pior estava eu, não queria acreditar. Garanto-vos que parecia um pesadelo. Chego bem junto a cabeceira de sua cama e sussurro-lhe:

-Então bofe! O que é que te aconteceu? Ele não abria os olhos, a sua respiração parecia forçada. Pergunto para um dos estagiários o que tinha acontecido, por que razão não estava ali um médico para cuidar do meu amigo? Tentaram me conformar afirmando que os médicos residentes estariam dentro em breve de regresso, era hora de pausa.

Pergunto ao nosso amigo estagiário:

- O caso dele é grave? Pelo que recebo como resposta, primeiro um aceno afirmativo que sim, e de seguida, segreda-me:

-Greeg não há esperança!

Parecia que eu tinha levado um murro, fiquei tonto. – Mas afinal qual é a enfermidade?

Responde: - O Steve sempre agiu contigo como um irmão, não te queria preocupar., tem um coágulo cerebral. 

-Então era por isso que este canalha estava com toda aquela conversa da viagem?

-Sim Greeg, ele queria se despedir de ti, e rumar para a cidade natal, para ficar junto dos seus pais.

Volto-me com brusquidão em direcção da cabeceira da sua cama e ordeno-lhe:

 - Estupor! Levanta-te já desta cama. Vai te foder!  Não haverá viagem para ninguém, é uma ordem ouviu? Qual é a tua meu mexilhão fedorento? Porra meu, faço o resto da vida de motorista para você. Nunca mais papo as tuas namoradas. Saí dessa!

Eu estava a ficar alucinado com aquela situação. De repente o Steve abre vagarosamente as pálpebras, sinto que ele está a fazer um grande esforço. Chego mais perto e com a voz já embargada digo-lhe: - Calma Steve! Vai com calma meu amiguinho, estou aqui para te tirar desta cama fudida. Começo a chorar copiosamente, parecia aquelas criancinhas de 3 ou 4 anos de idade quando estão com dor de barriga ou de ouvidos. Quem me viu disse que dava dó.

O Steve fez um sinal com a mão, pedindo que me aproximasse mais, eu não queria que ele me visse naquele estado, poderia ser pior para ele. Mas não pude voltar atrás.

Meu amigo estava mesmo muito fraquinho, fez um esforço tremendo começou a tremer os lábios e saíram as seguintes palavras:

-Meu grande palhaço! Só você para me fazer sorrir.

Com a mão muito fraquinha, tenta um cumprimento, de seguida cinto a sua mão fraquejar, os lábios serram e as pálpebras fecham-se para sempre.

Ouço ao longe um barulho ininterrupto: piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, estava petrificado, só após breves segundos, percebo ser a máquina que marca os batimentos cardíacos a sinalizar o final de uma vida. A vida de Steve.

Levam-me dali para fora. A clínica era maior que muitos hospitais, tem um pátio interior, estilo palaciano daqueles com bancos de jardim, palmeiras, muitas árvores.

 Estávamos no final do verão, a atmosfera já era de Outono. Lembro-me perfeitamente de terem solicitado para não me ausentar daquele local, existiam algumas formalidades que eu deveria acompanhar a fim de colaborar nas diligências que aquele momento exigia.

Fico ali sentado, encolhido no banco, sentia uma brisa quente e melancólica. As folhas voavam de um lado para o outro. Não ouvia sons, estava em estado de choque. Parecia estar sozinho no mundo. Realmente Steve pregou-me uma grande partida, fomos verdadeiramente grandes amigos. Grande cão!

Eu não conseguia naquele momento percepcionar o tempo, mas como pediram para aguardar, ali fiquei. Poderiam até esquecer-se de mim, se não aparecessem seria capaz de passar ali a noite toda.

Carla com aspecto visivelmente inconformada, coloca a mão sobre o meu ombro e pede-me para leva-la ao apartamento do Steve. Ficava a três quarteirões da clínica, iríamos a pé. Naquele momento a última coisa que poderia passar pela minha cabeça, seria entrar no apartamento do meu amigo que acabara de ir viajar sei lá para onde.

Nenhuma palavra conseguia exprimir, verifiquei o estado atordoado de Carla, chorava e ria-se ao mesmo tempo. Havia um silêncio muito triste no hall de entrada do prédio, pegamos o elevador e subimos até ao oitavo piso. O corredor de acesso à porta do apartamento parecia gélido. Peguei na chave e introduzi no canhão da porta, naquele silêncio todo, o rolar da fechadura parecia um barulho ensurdecedor. Acendo a luz. Ouço imediatamente uma gritaria de loucos, contorço-me imediatamente na direcção de toda aquela inesperada situação.

Parece até que cheguei ao manicómio, todos os nossos amigos estagiários da clínica, vestidos a rigor. Aspirantes a médicos e a enfermeiras, no meio daquela barafunda toda estavam amigos de vários quadrantes: Do trabalho, amigas de noitada, gays, lésbicas, manequins, pessoal nosso conhecido do teatro, amigos de bar, penso que não faltava ninguém. Inclusivamente Steve.

Ali de pé, e junto dele as nossas amiguinhas profissionais de caracterização, limpando aquela maquilhagem toda, que o tinha transformado num verdadeiro fantasma.

Primeiro pensei ter endoidecido de vez. Dei um grande beliscão no meu braço. Senti uma dor lancinante, comecei aos saltos no meio daquela gente toda, a gritar em plenos pulmões:

 - Steve ressuscitou! Já não é fantasma. Grudei no pescoço daquele pirata, comecei a dar-lhe muitos beijinhos naquela cabecinha. E gritava sem parar: - Seu palhaço! Seu palhaço! Isto não se faz. Vou mandar te prender e a todos os teus compinchas.

Chorava igual a um bebé, não largava o meu amigo por nada. Fiquei verdadeiramente siderado.

Como poderão concluir, tudo não passou de uma grande encenação. Tomei o maior porre da minha vida naquela noite. A festa foi até ao amanhecer. Meteu polícia e tudo, quase fomos todos parar a esquadra.

Confesso que este foi o dia mais triste e simultaneamente o mais feliz da minha vida.

Nunca hei-de esquecer!

Steve seu palhaço.

 

FIM

 

  

   

      
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