EU |
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Hoje, como no passado, que meu caminho já deu percorrido. Meu Eu! Caminha sofrido. Neste todo, que sou Eu! A espelhar o meu vivido. E por mais que me esconda. O meu Eu, é sempre reflectido. É vivido acontecimento! É tempo em movimento! E mesmo, sem a nada olhar. A vida sempre vislumbro. E o tempo decorrido lembro. No sorriso do erguido. E na tristeza do caído Escombro. Se assim sou! Qual a causa de tanto assombro? Porque Eu! Sou o espelho desse tempo conseguido. O ser, que o todo percorrido deu erguido. E o tempo, ainda não deu concluído. Embora Eu, me sinta já destruído. A percorrer um mundo que julgo desfeito. E no ver do que sou Eu, imperfeito. Um espaço à vida murado. Aonde o meu Eu, grita o seu silencio de corpo irado. Na razão da forma como o todo sente. E não o dá contente. Entre os vindos e desavindos sentimentos. Entre as desilusões e os encantamentos. Nesta vida de desconhecida razão. Que tem a morte como certo brasão. Depois da medida do tempo, findar o fluido. A um ser, com o universo ainda pouco intuído. Mas como tudo, ao caminho de metas semelhantes. À morte e seus horizontes.. Aos fins latentes. Entre o choro de descontentes. Que de olhos apiedados. Se esquecem, que na mesma meta, são esperados. Quando lhes findar a areia na ampulheta. E a morte lhes tocar a sineta. A quebrar toda a sentimentalidade. Toda a vivida realidade. Ou mistificada dualidade? Eu, que do meu corpo ironiza. Enquanto o meu ser agoniza. Entre as ultimas palpitações. Que se vão esvaindo em recordações. Da passada existência. Brotada de um nascimento sem experiência. A um final sem clemência. Eu! Comigo nascido. Do todo quero ser merecido. Até que o tempo, me de por vencido. Eduardo Dinis Henriques Acrescentar como Favorito (314) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 3082
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