Alta hora da madrugada |
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À procura de achar o que fazer Não foi por falta de tentar. Apalpei o ar, amassei o papel, Furei uma tecla emperrada Tingi o céu do meu olhar. Ouvi o farfalhar da sua voz Roufenha a resmungar. Talvez o meu ouvido moco Tenha lhe ouvido pouco. Pareceu-me como sempre Descontente a vaguear, Olhando-me com amorável E atraente olhar atroz. Não querendo ser impertinente E, sorridente ouço a sua voz Com seu velho jeito de amar. E, cerrando o serrado cenho, Porém, agora, pode deixar, Não há quem deste lugar Extático me arraste... Sou teimoso a engatinhar, Até à hora do abate... Acrescentar como Favorito (325) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 3197
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