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(aqui deixo um soneto, directamente das margens do Tejo.. um abraço lusófono!)
É um resquício de salgado mar – Agora transformado em neblina –,Correndo como alegre meninaQue borboletas tenta apanhar; É uma voz deveras distorcida,Oriunda de um distante passado,Que evoca um já esquecido fado,Um sentir de coisa não vivida; É uma ressalva d’amargura,Uma ideia esculpida a esforçoE em iminente acto de loucura Por mão afogada em secura,Cavalgando no débil dorso
De um sonho de africana aventura.
(Pedro Belo Clara).
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