Gratidão |
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Há
diferenças profundas entre o pensamento filosófico do Ocidente e do Oriente,
sobretudo as concepções sobre o corpo, a alma, o valor do conhecimento, a
finalidade do saber e o papel da existência humana na Terra. Evidentemente, há
elementos comuns, como a crença na imortalidade da alma e do corpo como
instrumento para o ato de conhecer, embora sejam conceitos defendidos
expressamente pela filosofia clássica, sobretudo por Platão. Não obstante, um
elemento extraordinário que a Filosofia ocidental deixou de conceituar foi
sobre a gratidão, um belo valor ético, moral, metafísico e espiritual.
Isaac
Newton disse que as leis e princípios da Mecânica, que ele estruturou, nada
seriam sem as relevantes contribuições de Giordano Bruno, de Nicolau Copérnico
e de Galileu Galilei. Portanto, se ele ofereceu algum avanço para a Mecânica e
para a Física teria sido graças àqueles gigantes do pensamento que ele, como um
menino, se apoiou nos ombros. É raro encontrar na história do pensamento humano esses momentos de gratidão e de reconhecimento. Na verdade, o que cada um parece crer é que o conhecimento se inicia e termina consigo mesmo e que outras contribuições são meras futilidades. Contudo, quantas vezes a Ciência como a Filosofia tiveram que redimensionar o foco de suas pesquisas e métodos para irem além e obterem fundamentos provisórios para o surgimento de outros conhecimentos.
O pensador Rubem Alves na obra Filosofia da Ciência escreveu que seria lamentável se o conhecimento perecesse com a pessoa que o havia instituído, pois sempre estaríamos no mesmo ponto inicial, sem avanços; com equívocos, é verdade, mas sem acertos. Imaginem os conhecimentos físicos sendo sepultados com Albert Einstein; os conhecimentos genéticos enterrados com Charles Darwin e Mendel; a filosofia com os grandes clássicos. Seria uma tragédia. Todavia, todas as vezes que alguém dá um novo passo para um conhecimento inédito, e não atribui valor ou significativo para os desbravadores daquele saber, está paradoxalmente crendo que o conhecimento inicia e termina consigo.
Queira Deus que 2012 seja o ano da gratidão. E começa por mim. Agradeço aos meus professores da EE Vereador Euclides Miranda que me ensinaram a escrever; aos professores da EE Humberto Piva, em Pedreira, que me educaram para o bem; aos educadores da PUC-Campinas e da UNICAMP pela minha formação, aos docentes e estudantes das Faculdades de Tecnologia de Americana e de Bragança Paulista; aos meus pais, esposa, alunos da RMC, aos leitores e críticos, etc. Que a gratidão seja na minha e na tua vida o maior valor humano.
Felicidades e muito obrigado por sua leitura.
BENEDITO LUCIANO ANTUNES DE FRANÇA (PROF. BENÊ FRANÇA) –
38 anos É Mestre em Filosofia. É professor de Filosofia da EE João Franceschini, em Sumaré/SP, de Metodologia da Pesquisa na FATEC de Bragança Paulista/SP e de Ética na Tecnologia da Informação da FATEC de Americana/SP, ambas no Brasil.
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