Para não esquecer que ainda penso |
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Para
não esquecer que ainda penso
São 2horas
a.m.
Horas da minha insónia.
Horas da sua boémia.
Eu
afundo-me no divórcio.
Ele emerge.
Eu enraizo-me nos meus
filhos.
Ele foge.
Eu afundo a minha dor
Com lágrimas.
Ele
com alcóol.
Hoje choro.
Por não ter conseguido
Manter
A
familia unida
Ele goza da liberdade
Que nunca
Lhe foi
vedada
Faz frio. Lá fora.
E na minha alma.
Frio que sei
passageiro.
Porque mereço,
que um sopro suave
me derreta
este gelo.
Faz frio.
A neve, flor nascente,
brilha sob a
lua.
Fosforecente.
Cnn, repete sem cessar,
os
acontecimentos.
O terramoto na califórnia,
Clinton e as
reformas
E eu falo de mim.
Por momentos
Para não
esquecer
que ainda penso
Diana
de Moura - Halifax, Canadá
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