... e por falar em Brasil |
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Vez por outra, algumas pessoas costumam referir-se ao "descobrimento" do Brasil, e outras terras também,
como uma invasão seguida de ato de violência. De uma certa forma de visão; sim. Até é aceitável este ponto de vista. No caso concreto do continente americano, o que seria o Canadá, os EUA, o México, o Brasil e a Argentina, isto para se falar só dos países de maior dimensão territorial, nos dias de hoje ? alguém se habilita a dar uma idéia ?, por mais singela que seja ! Claro que não. Estes países são, em boa parte, o resultado dessas descobertas, de ocupação e exploração. Uns avançaram muito, depois de obter sua independência, outros pararam no tempo e ficaram a viver de "memórias" e reclamações, outros ainda, avançaram e depois pararam ... paciência, não souberam gerir seus destinos. O Brasil, e este é o assunto, é um país maravilhoso, isto todos sabemos. Tem seus problemas, tem sim senhor. A culpa cabe, integralmente, aos colonizadores ? não, claro que não ! Lamentavelmente o país teve forte ação de retrocesso com a "implantação", a ferro, fogo e mentiras, do sistema republicano, baseado em idealismo do imitacionalismo utópico. A prova disto pode ser encontrada num estudo, sério e descompromissado ideologicamente, do período pós independência. O Império do Brasil era, internacionalmente, reconhecido como uma potência respeitável. Veio a República; veio o descrédito da mentalidade do "é dando que se recebe", do "salve-se quem puder, meu quinhão primeiro". O país vem costurando, pano-a-pano, tentativas de avançar mas, infelizmente, as ações de políticos oportunistas, travam os avanços. Voltemos ao assunto, que é a acusação de invasão, posse, exploração eviolência. Bem, a exploração eviolência que nos referimos é, sem duvida, parte integrante do nosso dia-a-dia, vejamos: ao sermos gerados, invadimos oútero materno e ali nos aninhamos. Ao sermos paridos, causamos dor e arrancamos lágrimas de sofrimento e alegria, durante nosso crescimento, provocamos apreensão e angustia quando doentes, ira quando damos nossas escapadas às aulas e recebemos notas baixas, suspense quando apresentamos nossas conquistas amorosas e, por aívamos neste vale de lágrimas. Não se fazem deliciosos bolos, sem se colhere triturar o trigo, quebrar os ovos, misturar fermento e levar, tudo junto, ao fogo. Assim é o nascimento de uma nova nação. Quando aqui chegaram os "bad boys" do seu Cabral, os nativos devem ter ficado admirados. Donde viriam aqueles esquisitos barbudos, cobertos por "peles" que não eram de bichos, que se ajoelhavam e, respeitosamente deixavam a descoberto suas cabeças calvas, ante dois pedaços de pau cruzados ? Claro, eles andavam com as "vergonhas" a descoberto, adoravam um churrasquinho feito com as carnes de seus rivais, não tinha que pagar nenhum "quinto", nem se preocupavam com esse tal de INPS, CPF, CPMF, RG e passaporte. Nem tudo são rosas, mas as rosas que não tem espinhos não possuem perfume próprio. Não creio que nós portugueses, brasileiros descendentes de portugueses e de outras origens, devamos sentir vergonha ou ódio do passado que formou esta nação. Orgulho sim, e muito ! Eles tiveram a ousadia de enfrentar o desconhecido, de viver conforme os costumes de sua época, movidos por sua fé ofereceram ao Deus que adoravam os seus frutos.Como primeiro ato oficial; uma missa, cujo altar e símbolo maior, a cruz, foram produzidos com o que a nova terra tinha de melhor: sua madeira, o marco de posse; uma cruz lavrada em pedra, o rastro deixado, templos, capelas e catedrais que orgulhosamente são mostradas aos que nos visitam. Para garantir a posse edificaram fortalezas; dos Reis Magos aos Forte de São João. Aqui uniram suas carnes às carnes nativas, construíram seus túmulos famosos ou discretos e anônimos. Tenhamos nós, portugueses, muito orgulho de nossos avós, não devemos nos arvorar em seus juizes nem algozes, somos seus herdeiros, eles edificaram uma bela nação e a Ela deram um nome: BRASIL. Henrique A. S. Luiz Petrópolis, Brasil. Acrescentar como Favorito (434) | Refira este artigo no seu site | Visualizações: 3011
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