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Erika de Vasconcelos É sobre um tema bem familiar a todos aqueles que procuraram novos horizontes, que se abre esta novela. Erika de Vasconcelos, a autora, uma portuguesa que vive em Toronto-Canadá com as suas duas filhas, é um porta-voz maravilhoso da realidade destes sonhadores desenraizados e com os pés firmes no chão que pisam: o imigrante. Através da jovem Fiona encontramo-nos diante de culturas que ora se chocam ora se entrelaçam mas que acabam por se diluir como suaves aromas libertos. Meus queridos mortos dá-nos uma leitura multifacetada da vida dos lusófonos no país de acolhimento, da vida das mulheres que fazem das cozinhas as suas arenas. À medida que o lemos, encontra-mo-nos e reconhecemo-nos: ora nos velhos apartamentos de Lisboa, que de tão vazios se tornaram enormes, ora num jardim de Montreal aonde as tulipas começam devagarinho a rebentar por entre a neve branca de Março. As memórias mais reais do que a realidade tomam muitas vezes forma para atenuar o saudosismo. Em meus queridos mortos a responsabilidade dos novos para com os seus velhos, faz-nos repensar sobre a frieza com que se aborda o futuro curto dos nossos idosos... dum lado e doutro do Atlântico descobrimos a dimensão espiritual que une os homens. Afinal a terra é um jardim aonde todos podemos cohabitar. E o imigrante prova que se pode proteger uma cultura e ao mesmo tempo viver em harmonia com outras. My Darling Dead Ones Erika de Vasconcelos Publicado no Canadá por Alfred A. Knoff Canada Diana de Moura Escreva-nos |
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